Rede de bicicletas partilhadas em Lisboa arranca em 2017

A implementação da rede de bicicletas partilhadas arranca no próximo ano em Lisboa, primeiramente apenas no Parque das Nações.

Rede de bicicletas partilhadas em Lisboa arranca em 2017
Iniciativa arranca já no próximo ano

A Empresa de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa (EMEL) tinha já lançado um concurso público para a aquisição e implementação desta rede de bicicletas partilhadas na capital em outubro de 2015. Contudo, uma vez que todas as empresas que concorreram tiveram de ser excluídas por motivos formais, a EMEL lançou novo concurso.


Rede de bicicletas em Lisboa no primeiro semestre de 2017

Inicialmente, o projeto teria um custo previsto de 28,9 milhões de euros para um contrato de nove anos, contando com 940 bicicletas elétricas e 470 convencionais. A concorrência gerada com o concurso fez com que os custos do projeto baixassem para pouco mais de 23 milhões de euros. A empresa vencedora é a Órbita.

O projeto arrancará de forma mais ou menos experimental, em princípio, na zona do Parque das Nações para que se possam testar algumas das suas funcionalidades numa área mais contida da cidade. O responsável do projeto está confiante de que o sistema seja implementado já no primeiro semestre de 2017.

O presidente da EMEL informou que a receita do sistema advirá dos bilhetes/passes para utilização das bicicletas, mas também da publicidade. O plano de negócios da rede partilhada de bicicletas de Lisboa prevê um custo de 36 euros para um passe mensal, ou 10 euros por um bilhete diário, estimando-se assim uma receita anual na ordem dos 898 mil euros por bicicleta.

Relativamente à publicidade, o projeto anuncia um custo de 350 euros por bicicleta, representando, em termos de receitas anuais, o valor de 400 mil euros.

Lisboa aproximar-se-á, com a sua rede de bicicletas partilhadas, de outras capitais europeias que já contam com este sistema de mobilidade urbana.

Veja também: