Reformados: 1900 milhões de cortes em quatro anos

Com as medidas de austeridade impostas pelo Governo nos últimos quatro anos, os reformados sofreram cortes na ordem de cerca de 1900 milhões de euros. Números que contribuiram para uma grande quebra do poder de compra.

Reformados: 1900 milhões de cortes em quatro anos
Reformados têm vindo a perder poder de compra de forma significativa
  • Uma das medidas mais severas foi o aumento da retenção na fonte.

Depois de mais de quatro anos de austeridade, é tempo agora de se fazerem as contas. Segundo notícia avançada hoje, só com os reformados os cortes impostos pela austeridade reflectiram cerca de 1900 milhões de euros, dinheiro esse ficou automaticamente do lado do Estado.

Estes cortes aconteceram essencialmente em medidas que significaram o aumento do IRS e redução dos escalões, a sobretaxa de IRS, a Contribuição Extraordinária de Solidariedade e, para os pensionistas do Estado, um acréscimo da ADSE.

Assim sendo e de acordo com a análise de Eugénio Rosa, da CGTP, os cerca de 500 mil reformados viram os seus rendimentos encolher significativamente. Falando em números, os cortes fizeram perder aos reformados cerca de 1160 milhões de euros. A este valor tem de se somar 774 milhões de euros que representam a perda de rendimento acumulado nos cerca de dois milhões de reformados do privado.

Em declarações, Eugénio Rosa assegura que "os cortes nos reformados da Caixa Geral de Aposentações são superiores porque existem os descontos para a ADSE que têm um peso muito significativo".

Em média, os pensionistas podem ter perdido mais de 20% do seu poder de compra ao longo dos últimos quatro anos. Números que atiraram muitos dos reformados para o limiar da pobreza e, muitas vezes, sem possibilidade de adquirir a medicamentação necessária.


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