De norte a sul: roteiros para um fim-de-semana sem rede

Aqui as horas passam mais devagar, proporcionando um descanso profundo, longe do caos citadino. Conheça as nossas sugestões para um fim-de-semana sem rede.

De norte a sul: roteiros para um fim-de-semana sem rede
Paraísos para desfrutar, descansar e recuperar energias

Nada como um fim-de-semana sem rede para repor energias, descansar e desfrutar do que as mais belas regiões do país têm para oferecer. Há paisagens e experiências de lazer para todos os gostos, para não falar no património cultural único, que todos deveríamos conhecer.

A gastronomia, os vinhos de excelência e o povo afável e hospitaleiro complementam a oferta turística dirigida àqueles que precisam de se afastar do stress das rotinas de trabalho e, de quando em quando, descansar profundamente. Deixe o telemóvel em casa e acompanhe-nos.

Fim-de-semana sem rede a Norte: Parque Nacional da Peneda-Gerês

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O Parque Nacional da Peneda-Gerês abrange 22 freguesias distribuídas pelos concelhos de Arcos de Valdevez, Melgaço, Montalegre, Ponte da Barca e Terras de Bouro.

O que visitar?

Cascata em Pitões das Júnias: sem dúvida, uma das mais belas cascatas do país. Localizada nas proximidades da pitoresca aldeia de Pitões das Júnias, na região do Barroso, merece a sua visita. Próximo da cascata encontra um carvalho centenário onde, de acordo com a lenda local, habita um duende.

Eco-Museu do Barroso: aqui perpetuam-se as memórias das tradições locais, sobretudo da forma de trabalhar a terra, do amanho e da tecelagem do linho e da lã.

Aldeia do Lindoso: esta aldeia minhota, situada em Ponte da Barca, faz fronteira com Espanha, estendendo-se pela Serra Amarela e pela Serra do Cabril, na margem esquerda do Rio Lima. Composta por típicas casas antigas de granito, foi, em tempos, um importante bastião de defesa nacional, facto retratado pelo seu imponente castelo.

Miradouro Pedra Bela: localizado a cerca de 800 metros de altitude, em Terras de Bouro, é um dos locais mais famosos do Gerês, dado que daqui se pode vislumbrar uma paisagem de cortar a respiração, como montanhas, a albufeira da Caniçada, os rios que serpenteiam a serra, a confluência do Rio Cávado com o rio Caldo, a vegetação própria da serra ou a estonteante Portela do Homem. Segundo os mais antigos, a Pedra Bela, perfeita e imponente, foi ali colocada pela mão divina.

Cascata do Arado: Também em Terras de Bouro, em pleno coração do Parque Nacional da Peneda-Gerês, esta cascata é, também, uma maravilha da natureza.

Soajo: esta vila, situada numa zona montanhosa de grande beleza, predominantemente rural, é caracterizada pelas suas ruas pavimentadas com lajes de granito, pelas casas construídas com blocos de pedra e rodeada por natureza pura.

Onde ficar?

Casa da Eira – Vieira do Minho

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Localizada a escassos quilómetros do centro da Vila de Vieira do Minho, do Parque Nacional Peneda Gerês e apenas a alguns minutos de carro da Albufeira do Ermal e das Lagoas de Agra, a Casa da Eira possui uma vista privilegiada para a Serra da Cabreira. Conforto e privacidade aliam-se para lhe proporcionar umas mini-férias ou um fim-de-semana de profundo descanso. Para dois hóspedes, o preço ronda os 100€/noite.

Studio T0 – Arcos de Valdevez

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Pitoresco e muito acolhedor, este Studio está localizado em Arcos de Valdevez. Um verdadeiro refúgio para os seus hóspedes. Silêncio, ar puro e o conforto das instalações apelam a um belíssimo fim-de-semana sem rede dedicado ao descanso total. Para duas pessoas, este bungalow fica a 50€/noite.

Onde comer?

Restaurante Cerdeira: oferece aos seus clientes os sabores regionais de uma gastronomia tradicional com produtos de qualidade. Aqui as especialidades são o costeletão, o bacalhau à lagareiro e o famoso pudim de ovos desta região nortenha. Está localizado no Campo do Gerês, em Terras do Bouro;

Restaurante Costa do Vez: do pão de aveia às pataniscas de bacalhau, rissóis, tortilhas, cabeça de porco de Montalegre e saladinhas, para entrada, até aos filetes de pescada ou de polvo com arroz malandrinho de feijão encarnado, parrilhada de peixe, bacalhau “à casa”, cozido, mãozinhas de vitela, arroz de pato à antiga, cabritinho no forno e vitela assada, tudo vale a pena. Isto tudo regado com bons vinhos da região. O Costa do Vez está localizado na Quinta de Silvares, em Arcos de Valdevez;

Espigueiro de Soajo: o bacalhau e a nacos de carne de vitela Barrosã são especialidades a não perder. Aos fins-de-semana, cabrito no forno (por encomenda), naco de barrosã e cozido à soajeira (por encomenda). Em certas épocas pode fazer-se sarrabulho à moda do Soajo, anho assado, arroz das lavradas e outros bons pratos regionais. Está localizado em Arcos de Valdevez.

Fim-de-semana sem rede ao Centro: Aldeias do Xisto

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As Aldeias do Xisto estão espalhadas pela Serra da Lousã, Serra do Açor, Zézere e Tejo-Ocreza, no interior da região centro do país. Muito do seu encanto advém não só da beleza das casinhas típicas feitas em xisto – recuperadas para confortáveis unidades de turismo rural -, mas também da beleza das suas paisagens, das suas praias fluviais de água cristalina, da simpatia das suas gentes, da qualidade da sua oferta de alojamento e dos sabores tradicionais da doçaria e gastronomia da região.

A vida nas aldeias apela à calma, à descontração e à comunhão com a natureza, o cenário ideal para um fim-de-semana sem rede. Para os mais ativos, há trilhos para descobrir a pé – seguindo os “Caminhos do Xisto” -, de bicicleta – definidos pelos vários Centros de BTT lá instalados – e ainda a canoagem, a escalada, o rappel ou o downhill.

O que visitar?

No total, há 27 Aldeias do Xisto, tal é a quantidade de tesouros escondidos nesta região do país. Para um fim-de-semana sem rede, aconselhamos vivamente uma visita a cada uma das aldeias, pois o acervo histórico e monumental destas aldeias é riquíssimo, para não falar nas histórias, artes e tradições de cada uma delas. Todas elas têm uma beleza particular, razão pela qual é impossível destacar apenas algumas. Contudo, apontamos algumas das singularidades que o vão surpreender, nomeadamente:

Núcleo da Maternidade de Árvores do Eco-Museu Tradições do Xisto: situado na Aldeia do Xisto de Aigra Nova, na Serra da Lousã. Este espaço tem uma “maternidade de árvores”, um espaço de educação ambiental que o vai surpreender. Aqui é possível não só conhecer e participar no processo de reprodução de espécies autóctones, mas também integrar programas de educação ambiental, fazer apadrinhamentos e contribuir para campanhas de plantação de árvores. Esta é uma excelente visita para fazer em família, sobretudo para ajudar os mais novos a valorizar a natureza e os seus encantos;

Casa das Artes: se decidir passar um fim-de-semana em família, a Aldeia do Xisto de Cerdeira: é uma boa opção para visitar. Rodeada pela Serra da Lousã, a aldeia é um local de criação, através de residências artísticas internacionais, da realização de workshops de formação e de pequenas experiências criativas. De visitar a Casa das Artes, os ateliers, a biblioteca, a galeria, o forno comunitário, o Café da Videira;

Figuras esculpidas em pedra nas fachadas das casas: a Aldeia do Xisto de Gondramaz: distingue-se pela arte de trabalhar artesanalmente a pedra, razão pela qual há figuras em pedra esculpidas nas fachadas das casas, tornando o espaço público muito pitoresco e com grande valor artístico. É uma aldeia que merece a sua visita e que o vai surpreender;

Museu Monsenhor Nunes Pereira: localizado na Aldeia do Xisto do Fajão, em plena Serra do Açor, o espólio deste museu vai impressioná-lo. É constituído por  xilogravuras, aguarelas de Fajão e objetos pertencentes à história da aldeia (como o seu primeiro telefone público);

Atelier da Feltrosofia: localizado na Aldeia do Xisto da Benfeita, também no Açor, aqui se fazem artesanalmente peças de feltro com um design inovador.

Centro de Interpretação de Arte Rupestre: localizado na Aldeia do Xisto da Barroca, na região do Zêzere. Instalado num antigo solar setecentista, o espólio deste espaço museológico incide sobre representações e elementos informativos e de interpretação das manifestações de arte rupestre no Poço do Caldeirão;

Casa das Tecedeiras: localizada na Aldeia do Xisto de Janeiro de Cima, este é um espaço onde se reinventa a tradição do linho, apostando em peças de design moderno elaboradas pelas habitantes locais das aldeias, que beneficiaram de anos de formação em design têxtil;

Museu da Geodesia: situado no Centro Geodésico de Portugal, em Vila de Rei, este espaço museológico mostra instrumentos e painéis informativos relativos à Geodesia. Na visita ao museu pode solicitar o diploma de visita ao Centro Geodésico de Portugal.

Onde ficar?

 

Casa de Água Formosa – Vila de Rei

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Esta casinha pitoresca situa-se na Aldeia do Xisto de Água Formosa, em Vila de Rei. A casa tem dois quartos, cozinha, casa de banho e uma sala. É alugada em regime de exclusividade por 65€/noite.

Onde comer?

Restaurante O Fiado: na aldeia de Janeiro de Cima, o Fiado  deve o seu nome à atividade tradicional da tecelagem do linho, muito praticada na região. Os pratos são servidos com elegância e a explodir de sabor. Experimente o bacalhau, o cabrito, as chanfanas e os maranhos;

Restaurante João Brandão: com vista privilegiada para a Serra da Estrela, o restaurante João Brandão situa-se na Aldeia das Dez, em plena Serra do Açor. Pão caseiro, bacalhau à lagareiro, carré de borrego com molho de mel e tomilho e a tarte de maçã são algumas das especialidades que vai encontrar no cardápio do chef holandês  Frenkel de Greeuw.

Fim-de-semana sem rede a Sul: Serra Algarvia

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A Serra Algarvia é dividida em três cumeadas diferentes:

  • Serra de Espinhaço de Cão com uma altura a menos de 300 m é situada em ocidente extremo perto da Costa Vicentina;
  • Serra de Monchique situada em Barlavento Algarvio, cujo ponto mais elevado – Fóia, com 902 m de altitude – é o mais alto do Algarve e um dois pontos mais proeminentes de Portugal;
  • Serra do Caldeirão com uma altura até 590 m marca a fronteira entre o Litoral e o Barrocal algarvios e as peneplanícies do Baixo Alentejo.

A Serra do Caldeirão estende -se desde a ribeira de Odelouca, perto de Silves, até quase à fronteira com Espanha, servindo de divisória natural entre o litoral algarvio e as planícies alentejanas. Outrora, lugar de passagem obrigatório para quem ia para o Algarve, é, hoje, o perfeito exemplo de como o turismo de natureza pode ser uma das soluções para contrariar o isolamento e o abandono.

O que visitar?

Na Serra do Caldeirão entramos num “outro” Algarve – o das artes tradicionais, da excelente gastronomia e das gentes nos labores diários – seja um tirador de cortiça, um pastor, uma mulher a trabalhar no tear. Respira-se ar puro, com o  aroma da esteva, do rosmaninho e do mato. É uma ambiente completamente diferente daquele que se vive no litoral, extremamente turístico.

A partir daqui poderá visitar Almodôvar, no Baixo Alentejo, Loulé, Tavira e São Brás de Alportel, no Algarve. Além da riqueza paisagística da região, aconselhamos:

Percursos pedestres de Azinhal dos Mouros: dos mais bonitos da região, localizado na freguesia do Ameixial;

A Igreja Matriz, o Antigo Paço Episcopal e as Ermidas de São Romão: em São Brás de Alportel;

O Castelo de Loulé: um importante marco do contexto islâmico na arte e arqueologia local;

Ponte Romana de Tavira: também conhecida por “Ponte Antiga”, uma das principais atrações da cidade.

Onde ficar?

Monte do Álamo – Tavira

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Na tranquilidade do campo e com vista sobre Tavira e sobre o mar, esta unidade de turismo disponibiliza todo o conforto para um fim-de-semana sem rede na Serra Algarvia. O preço fica por 65€/noite.

Casa de Campo Cantinho da Serra

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Situado em Cortelha, em plena serra, esta unidade de turismo disponibiliza todas as comodidades necessárias para desfrutar da paz e do silêncio da região serrana – ambiente perfeito para um fim-de-semana sem rede. O preço de um quarto duplo ronda os 50€/noite.

Onde comer?

Casa de Pasto Central – localizado no Ameixial e conhecido pelo delicioso cozido de grão;

A Tia Bia: no Barranco do Velho, cumpre a dupla missão de pensão e restaurante. Do cardápio fazem parte o coelho na abóbora, o javali e outras espécies de caça, sem esquecer a orelha de porco com feijão;

Monte da Eira: situado em Clareanes, a 4,5 km de Loulé, em direcção a Querença, é um restaurante rústico com ambiente familiar onde na cozinha se preservam os sabores da cozinha tradicional.

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