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Salário mínimo acima dos 550 euros em 2017? Patrões recusam

A vontade do Governo de aumentar o salário mínimo para 557 euros para 2017 parece estar muito acima das possibilidades dos patrões.

Salário mínimo acima dos 550 euros em 2017? Patrões recusam
E os 600 euros para 2019?

Quem o afirma é António Saraiva, presidente da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP). “Estarmos a aumentar salários, como está em cima da mesa, para 557 euros, isso representa 5% de aumento em relação ao valor atual do salário mínimo, que são 530. Se a economia vai crescer 1% (…) não é possível que os ordenados cresçam para além deste crescimento económico”, refutou o patrão dos patrões, numa entrevista ao Diário de Notícias e à TSF. Ou seja, pelas contas do presidente da CIP, o salário mínimo nem deveria chegar aos 550 euros já em 2017.

“Todos nós reconhecemos que o salário mínimo é baixo! Agora, em que condições é que a economia está, em que condições estão as empresas, que ganhos de produtividade é que têm, que crescimentos económicos é que o país tem de atingir? Temos de conjugar tudo isto”, argumentou António Saraiva.

Desconhece-se o valor que o patrão dos patrões pretende levar à mesa das negociações com o Governo. “Não é 557. O nosso valor não é esse valor. Vamos revelá-lo em sede de concertação. E permita-me que não o revele agora porque, enfim, prejudicaria a negociação”, afirmou. Perante a insistência dos jornalistas, António Saraiva revelou apenas que este não chegava aos 550 euros.

Recorde-se que a vontade demonstrada pelo Governo prevê um aumento progressivo do salário mínimo que passava pelo aumento de 505 para 530 já este ano, como aconteceu e sem o acordo dos patrões, para 557 euros em 2017, e 580 euros em 2018.


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