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Se quer ganhar tanto como o seu chefe, prepare-se para trabalhar 110 anos

Os colaboradores das empresas Jerónimo Martins e Sonae têm de trabalhar 110 anos para conseguirem ganhar tanto como os seus presidentes executivos ganham num ano. Veja as contas.

Se quer ganhar tanto como o seu chefe, prepare-se para trabalhar 110 anos
Presidentes executivos das empresas Sonae e Jerónimo Martins ganham milhões por ano
  • Estudo foi feito com base no rendimento médio anual.

Se é trabalhador da Sonae ou da Jerónimo Martins, saiba que para conseguir ganhar tanto como os respectivos presidentes executivos ganham num ano, vai ter de trabalhar, pelo menos, 110 anos. 

As contas são fáceis de fazer e são avançadas pelo jornal “Observador”. Segundo relata o documento, a empresa Jerónimo Martins, detentora das lojas Pingo Doce, é a empresa com mais trabalhadores, tendo no final de 2013 cerca de 72 mil trabalhadores. Só que, em Portugal, os trabalhadores desta empresa são os mais mal pagos. 

Pode ler-se no estudo apresentado que “a remuneração bruta média foi de 9.446 euros em 2013”. Ora, feitas as contas, “para conseguirem reunir o que Pedro Soares dos Santos, presidente da Jerónimo Martins, recebeu da empresa nesse ano, quase 952 mil euros, os colaboradores teriam de trabalhar 110 anos”.

Este número vai contra todas as políticas de equidade social e todas as movimentações que possam existir sobre a tentativa de criar uma sociedade mais igualitária e com menos discrepância entre classes sociais.

Já a Sonae, empresa fundada por Belmiro de Azevedo, também não foge à regra. Detentora de marcas como o Continente, a Sport Zone ou a Zippy, a Sonae reúne 40 mil trabalhadores que têm um salário médio de 12.220 euros.

O “Observador” revela que “para conseguirem acumular o mesmo que o presidente executivo, Paulo Azevedo, recebeu em 2013, 1,3 milhões de euros, teriam de trabalhar durante 110 anos. A remuneração fixa de Paulo Azevedo foi de cerca de 476 mil euros, que foi acrescida de um prémio de curto prazo de 436 mil euros e um prémio de médio prazo no mesmo montante”, conclui-se.


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