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Ter muitos amigos influencia a resistência à dor

Um novo estudo sugere que ter muitos - e bons - amigos é meio caminho andado para ter menos dor. Faça as contas: quantos amigos tem?

Ter muitos amigos influencia a resistência à dor
Mais amigos, mais saúde

Um novo estudo publicado na Scientific Reports afirma que os amigos são melhores do que a morfina para ajudar a suportar a dor física. Além de companheiros nas noite de copos, parceiros nas gargalhadas, cúmplices nas fofocas e o melhor ombro que se pode ter, são agora, também, um poderoso analgésico.

Outros estudos mais antigos já indicavam que a libertação das hormonas que regulam a dor e nos deixam felizes, as endorfinas, está relacionada com a interação social, ou seja, quantos mais amigos tivermos maior é a tolerância à dor. Foi a partir deste princípio que os investigadores arrancaram para o novo estudo.
 

Como pode a amizade diminuir a dor?

Os investigadores começaram com um questionário e, para isso, reuniram 101 adultos saudáveis a quem perguntaram quantos amigos próximos e íntimos tinham - para efeito do estudo, o amigo próximo é aquele com quem fala uma vez por mês, e o íntimo com quem fala pelos menos uma vez por semana. 

Para depois provar a teoria de que a amizade tem o poder de aliviar a dor física, pediram aos participantes para se sentarem encostados a uma parede mas sem uma cadeira, ou seja, em posição de agachamento. Experimente agachar durante alguns minutos… não é fácil, pois não? 

Pois bem, aqueles que tinham mais amigos conseguiram aguentar a posição durante mais tempo. De acordo com as conclusões dos investigadores, isto acontece porque a atividade das endorfinas é mais forte. Curiosamente, os que estavam em melhor forma física e aqueles com mais stress, tinham menos amigos.

Apesar disto, serão precisos mais estudos para averiguar se, de facto, ter muitos amigos nos dá uma capa protetora contra a dor. O melhor mesmo é ter muitos amigos e conviver o mais possível com eles, pela sua felicidade e pela sua saúde.

No entanto, serão necessários novos estudos para ter a certeza de que a rede de amigos pode, de facto, proteger o ser humano da dor. Até lá cultive as amizades, de preferência ao vivo e a cores e não pelas redes sociais.

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