70% dos trabalhadores quer melhores recompensas no emprego

46 mil trabalhadores responderam a um inquérito sobre o clima organizacional das empresas. 70% realça a importância das recompensas no emprego.

70% dos trabalhadores quer melhores recompensas no emprego
Mostra a primeira edição do Índice de Excelência

O Índice da Excelência 2016 é um estudo de clima organizacional e desenvolvimento do capital humano nas empresas portuguesas desenvolvido pela Neves de Almeida | HR Consulting em parceria com a Human Resources Portugal e o INDEG-ISCTE. O objetivo é alertar o tecido empresarial para a importância das temáticas relacionadas com o clima organizacional e com a gestão estratégica do ativo humano.

Esta primeira edição do estudo contou com as respostas de 46.465 trabalhadores, oriundos de 178 empresas. Os dados, dizem os responsáveis pelo Índice, permitem traçar um quadro aprofundado do nível e fatores de satisfação na relação entre organizações e colaboradores.
 

A importância das recompensas

Entre as conclusões, destaque para a importância atribuída pelos colaboradores entrevistados às recompensas no emprego, ou seja, à remuneração, benefícios e bónus. Para 70% dos participantes esta é uma das áreas mais relevantes. 61,4% aponta ainda a aposta no desenvolvimento das pessoas como factor a que as empresas devem dar especial atenção.

Para Pedro Rocha e Silva, partner da Neves de Almeida | HR Consulting, as conclusões são claras: “verificamos que a prioridade, em muitos casos, continua a ser a exigência numa maior aposta ao nível das recompensas dos colaboradores e do desenvolvimento das pessoas. A resposta de algumas organizações a estas preocupações não parte, porém, de uma eficaz estratégia de desenvolvimento dos seus profissionais, sendo entendida quase como uma obrigação corporativa”. Segundo Pedro Rocha e Silva, este estudo é uma ferramenta importante para compreender a relação estabelecida entre organizações e colaboradores e para potenciar a implementação de soluções adequadas.
 


Cinco fatores mais importantes

Além das recompensas no emprego, segundo o Índice de Excelência, os cinco fatores mais apontados pelos trabalhadores para continuarem numa empresa foram o gosto pelo trabalho desenvolvido (61,7%), o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional (31,6%), a relação com os colegas (30,3%), as condições de trabalho (26,2%) e a segurança do emprego (24,9%).

No global, por setores, são as empresas de Consultoria e Serviços Profissionais; Tecnologia, Media e Telecomunicações e Saúde e Farmacêuticas que apresentam melhores resultados, enquanto o Setor Público e Hotelaria, Turismo, Desporto e Ensino têm valores mais baixos.

Por outro lado, é nas pequenas empresas que os funcionários apresentam maiores níveis de satisfação – entre os 67% e 76,3%. Nas grandes empresas, com mais de mil trabalhadores, os valores ficam-se entre 55,5% e 66,9%. 

“O estudo revela que, por norma, quanto maior é a dimensão da empresa, menos positiva é a avaliação que os colaboradores fazem da mesma nas dimensões contempladas. Numa análise mais detalhada verifica-se que quanto maior a dimensão da empresa, melhores são os resultados da segurança no emprego e dos benefícios”, conclui o Índice. 

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