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Quem é que sai a ganhar com os estágios do IEFP?

Os estágios profissionais promovidos e comparticipados pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional, são uma iniciativa positiva que visa ajudar os jovens a ganhar experiência após a fase dos estudos. No entanto, nem sempre as condições são cumpridas pelas entidades promotoras...

Quem é que sai a ganhar com os estágios do IEFP?
Estagiários Vs. Entidades promotoras
  • Os estágios do IEFP são uma estratégia win-win, onde há vantagens tanto para os candidatos como para as empresas

“Procura-se jovem motivado”. Se já viram esta frase, é possível que tenham percebido que no vocabulário das ofertas de emprego – se é que tal coisa existe – isto significa que estão à procura de um estagiário. Em muitos casos esta oferta é para estágios não remunerados mas, com um pouco de sorte, pode ser para um dos frequentes estágios profissionais do IEFP.

Ao contrário do que possa parecer, considero este movimento de apoio ao emprego uma iniciativa interessante e positiva para quem procura emprego e não tem experiência laboral. Trata-se, aliás, de uma situação win-win, onde há vantagens tanto para os candidatos como para as empresas… sobretudo para as empresas.


Experiências boas e más

Um exemplo disto é o caso do Ricardo que, junto com um grupo de jovens começou o seu estágio profissional e apenas recebeu uma parte da remuneração estipulada, como se de um favor se tratasse e após muitas visitas ao centro de emprego, já agora, sem muito apoio por parte do mesmo. Entretanto a empresa, que supostamente estava com dificuldades mas que bem merecia ser aqui divulgada, renovou a frota de veículos. 

Voltando à falta de apoio por parte do próprio IEFP, esta também foi a opinião da Catarina após ter questionado o facto de a entidade promotora se negar a pagar-lhe o subsídio de alimentação. Segundo o chefe da empresa, ela leva sempre comida de casa, portanto não é necessário…

No entanto, e porque tudo deve ser dito, nem todas as experiências com este tipo de estágios são negativas e também há exemplos de empresas que, para além da bolsa atribuída pelo Instituto de emprego, também acrescentam um extra ao ordenado do estagiário ou concedem dias de férias. Como tudo na vida, por vezes é uma questão de sorte.

No caso dos estágios profissionais, falamos de contratos em que o IEFP financia, na maior parte das vezes, o 100% da bolsa de estágio e, no mínimo, 80%. Após alguns dos exemplos vistos, pergunto-me até que ponto as entidades promotoras realmente precisam destas comparticipações, ou se é apenas uma maneira de terem alguém a trabalhar sem terem nenhum tipo de despesas e, com um pouco de sorte e a ineficiência do IEFP, talvez até lucros.


O que fazer quando as condições não são cumpridas?

E do lado dos estagiários? O que fazer nestes casos se é difícil contar com a ajuda da instituição responsável? Continuar a insistir, tanto com a empresa como com o IEFP, para serem cumpridas as condições garantidas. No caso do Ricardo, apesar de não terem recebido a totalidade da bolsa, conseguiram receber mais do que a empresa estava disposta a dar-lhes. No caso da Catarina, ainda está à espera de uma resposta em relação ao subsídio de alimentação. 

Alguns de vocês perguntarão, e porque não deixar o estágio e procurar outra oportunidade? O problema de tomar esta decisão é que é fundamental ter provas que justifiquem esta desistência, ou seja, provas do incumprimento das condições. Caso contrário, terá de esperar um ano até poder candidatar-se a outro estágio profissional e, visto que hoje em dia a maior parte das ofertas são para “jovens motivados”, há quem pense duas vezes antes de pôr em risco a oportunidade dada. 


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Por Diana Pereira.
Licenciada em tradução pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Após uma primeira experiência laboral na área de terminologia, atualmente trabalha como estagiária numa empresa de marketing digital.