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Alternativas à faculdade: opções para quem quer um rumo diferente

Por volta dos 18 anos são comuns as perguntas sobre as candidaturas ao ensino superior. Mas o que faz quem quer alternativas à faculdade?

Alternativas à faculdade: opções para quem quer um rumo diferente
Nem todos temos de seguir o mesmo rumo

Terminado o 12º ano, é altura de começar a preparar o estudo para os exames nacionais que se avizinham e que se transformam na porta de entrada para o ensino superior. Depois, vem a altura da seleção dos cursos (que na verdade já anda a ser pensada há muito tempo) e da tão temida candidatura. Ora, este é o cenário mais comum entre os jovens. Mas o que pode fazer quem não quer seguir este caminho e procura alternativas à faculdade?

A pressão é muita e o esperado é que os estudos sejam prosseguidos sem qualquer tipo de interrupção, logo a seguir a finalizar o secundário. Afinal, é o sonho de todos os pais. Contudo, pode não ser o desejo do jovem e, nesse sentido, têm vindo a surgir cada vez mais alternativas que ganham popularidade entre os que preferem não dar este salto.

Parece, portanto, normal que sintam algum receio, especialmente quando querem tomar a decisão certa e, muitas vezes, não sabem quais são as suas opções. Neste sentido, está na altura de esclarecer todas as dúvidas.

Quais as alternativas à faculdade disponíveis?


conheça as alternativas à faculdade

Qual o curso que vou escolher?” é, provavelmente, a questão que os jovens mais colocam a si próprios durante o secundário. A verdade é que o sistema de ensino está programado para desembocar na entrada na faculdade, pelo que, desde cedo, a escolha do curso e os cálculos das médias são temas que ocupam o pensamento dos alunos, especialmente quando há pressão por parte da família.

Porém, ainda que a maioria pense de forma diferente, existem muitos jovens que não querem continuar a estudar após o secundário. E se alguns precisam apenas de uma pausa temporária, outros querem mesmo seguir uma vida que não inclui o investimento exigido por um curso superior.

Seja por motivos financeiros, por gosto pessoal ou porque não reconhecem utilidade num diploma, há muitos estudantes que não se identificam com a ideia de ingressar no ensino universitário, procurando, portanto, alternativas à faculdade.

A melhor parte? Terá sempre a oportunidade de ingressar no ensino superior mais tarde, caso assim o deseje, graças ao regime especial para maiores de 23 anos, que garante vagas para jovens que:

  • Não tiveram oportunidade de estudar mais cedo no ensino superior;
  • São diplomados que procuram uma reconversão profissional;
  • Pretendem reciclar conhecimentos;
  • São desempregados que apostam numa formação de nível superior.

Para quem precisa de se decidir por um rumo e ainda não sabe bem por qual optar, ficam aqui 3 opções que poderão ser boa ideia:

1. Arranjar um emprego

Embora tenha vindo a descer sucessivamente desde 2013, a triste notícia é que a taxa de desemprego referente a licenciados ainda se encontra nos 5,4%. Ora, esta informação costuma levar os jovens a colocar uma questão muito pertinente: afinal, qual é a utilidade de uma licenciatura nos dias que correm?

Neste contexto, não admira que muitos sejam aqueles que preferem enveredar logo pelo mundo laboral e procurar um emprego após a conclusão do secundário. Consideram que o investimento de cerca de 1000€ anuais, durante 3 ou 5 anos, não se justifica e preferem investir o seu tempo num emprego que lhes dê um ordenado garantido todos os meses.

Seja por questões financeiras ou simplesmente por uma convicção pessoal, esta é a escolha de muitos jovens que acabam por colocar de parte a hipótese de se candidatarem à faculdade após a escolaridade obrigatória.

2. Fazer um gap year

Como nem todos os jovens pensam em riscar totalmente dos seus planos a entrada na universidade, surge também a hipótese de fazer um gap year. Esta é, aliás, uma das alternativas à faculdade que se tem tornado cada vez mais popular entre os estudantes e que tem conquistado muitos praticantes.

Um gap year, também conhecido como ano sabático, é um ano em que os jovens fazem uma pausa dos estudos para pensar sobre aquilo que querem fazer no futuro. No entanto, desengane-se quem julga que é um ano desperdiçado em casa a ver TV.

O objetivo é que invistam em si próprios: podem viajar e conhecer novas culturas (a escolha mais popular), aprender novas línguas ou investir num hobby que se transforme numa nova competência (como, por exemplo, costura), entre tantas outras hipóteses.

Em alguns casos, a escolha pode até passar por trabalhar no estrangeiro ou participar num programa de voluntariado.

3. Investir numa formação profissional

Contrariamente à realidade de há alguns anos, atualmente a oferta em termos de cursos profissionais parece aumentar a cada ano. Não admira, portanto, que muitos jovens prefiram optar por esta via em alternativa a seguir um curso universitário, mais caro e moroso.

Um curso profissional garante a aquisição de conhecimentos e competências necessárias ao bom desempenho de determinada profissão. Significa isto que é uma formação bastante mais prática e específica do que um curso superior e direcionado para o desempenho de uma função concreta. De facto, até os recrutadores começam a dar maior valor a este tipo de experiência.

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