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Alzheimer: o que é, sintomas e tratamento

A doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência e representa cerca de 50% a 70% dos casos existentes. Saiba mais sobre esta doença.

Alzheimer: o que é, sintomas e tratamento
Estima-se que cerca que 44 milhões de pessoas em todo o mundo sofram de Alzheimer

A doença de Alzheimer  afeta cada vez mais pessoas em todo o mundo. O nome da doença provém de Aloysius Alzheimer, psiquiatra alemão, que em 1907 descobriu a doença neurodegenerativa que é, hoje em dia, cada vez mais comum. Mas, em que consiste realmente esta doença?

Doença de Alzheimer: saiba tudo sobre a patologia


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Doença de Alzheimer: o que é

Estima-se que em Portugal, a doença de Alzheimer afete cerca de 67 a 90 mil pessoas, sendo que o seu aparecimento é mais comum depois dos 60 anos.

Segundo a Associação Alzheimer Portugal, a doença de Alzheimer é um tipo de demência que provoca uma deterioração global, progressiva e irreversível de diversas funções cognitivas, isto é, de memória, concentração, pensamento, atenção, linguagem, entre outras.

Trata-se de uma doença neurodegenerativa que se caracteriza por uma redução do número e do tamanho das células cerebrais que, por sua vez, origina uma deterioração irreversível das várias funções cognitivas dos doentes.

Ou seja, provoca consequências como alterações na personalidade, no comportamento e na capacidade funcional de cada pessoa afetada pela doença, impondo desta forma mudanças significativas no quotidiano.

De uma forma clara, o que acontece quando se dá uma redução no tamanho e no número destas células, é o facto de o cérebro não conseguir comunicar as suas informações, dando assim origem a uma danificação das conexões que existem entre cada uma das células cerebrais. Células estas que acabam por morrer, provocando no doente, uma incapacidade de recordar a informação.

Importa ainda referir que, a doença de Alzheimer é uma doença de deterioração bastante lenta e, por esta mesma razão, é extremamente importante que seja monitorizada regularmente a fim de se conseguir diferenciar de outras situações normais relacionadas com a idade.

Dois tipos da doença de Alzheimer

A doença de Alzheimer pode ser de 2 tipos:

  1. Familiar: isto é, quando já existem casos na família e a doença é transmitida de geração para geração. Este é o tipo de doença de Alzheimer menos comum, afetando um número muito pequeno de pessoas.
  2. Esporádica: a doença de Alzheimer esporádica surge principalmente depois dos 65 anos, mas pode afetar adultos de qualquer idade. Este tipo da doença pode afetar pessoas com histórico familiar antecedente, ou não e aparece normalmente, numa fase mais tardia da vida do doente.

8 sintomas da doença de Alzheimer

Normalmente, os principais sinais da doença aparecem no dia a dia da pessoa em tarefas normais onde o esquecimento é, na maioria das vezes, ignorado numa fase inicial.

Os sintomas da doença de Alzheimer aparecem de uma forma muito subtil e progressiva, sendo caracterizados por:

  1. alterações neuropsiquiátricas;
  2. alterações na memória;
  3. alterações comportamentais e de personalidade;
  4. perturbações na linguagem;
  5. desorientação em locais conhecidos;
  6. dificuldade no desempenho de algumas tarefas motoras;
  7. dificuldade a realizar tarefas um pouco mais complexas (pagamentos, por exemplo);
  8. diferentes sintomas depressivos e até psicóticos.

É comum que os familiares comecem a reparar em alguns dos sintomas acima referidos, especialmente na dificuldade que os doentes vão tendo em recordar nomes, informações recentes e até datas importantes (como aniversários ou eventos comuns na vida da pessoa).

Geralmente, quando a doença se encontra num estado mais avançado, a doente começa a ter dificuldades a executar tarefas que, para nós, são comuns durante toda a vida (como vestir-se, cuidar da sua higiene oral ou até alimentar-se).

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Tratamento da doença de Alzheimer

É muito importante salientar o facto de que, esta doença quando diagnosticada atempadamente, pode facilitar o despiste de outras doenças raras que possam existir. Para além disto, o diagnóstico é feito através de uma avaliação contínua por parte do médico, recorrendo a alguns exames médicos para que consiga ser bastante preciso.

Em relação ao tratamento, a doença de Alzheimer é uma doença que não tem cura. Contudo, existem alguns métodos terapêuticos que podem ajudar a reduzir a evolução da doença, melhorando a qualidade de vida do doente.

  • Prática de exercício físico: para além de o risco de quedas ser menor ao praticar exercício físico, o próprio doente irá sentir-se melhor na execução das suas atividades motoras.
  • Medicamentos: existem alguns medicamentos antidemenciais que podem ajudar a reduzir a progressão da doença. Para além disto, este tipo de medicamentos pode também ter efeitos ao nível dos sintomas neuropsiquiátricos que a doença provoca.
    Outro tipo de medicamentos também poderão ser prescritos pelo médico (para dormir melhor, ansiolíticos ou até antidepressivos).
  • Reabilitação cognitiva: numa fase inicial da doença, existem alguns exercícios que devem ser feitos com o doente a fim de exercitar a memória e a atenção.

Atualmente não existe ainda qualquer tipo de intervenção médica que possa prevenir a doença de Alzheimer. No entanto, pensa-se que a alimentação e o estilo de vida que cada um adota, possa estar fortemente associado ao aparecimento da doença.

Manter a segurança do doente portador deste tipo de doença é essencial. A maioria dos doentes, e principalmente numa fase avançada da doença, não reconhece os sintomas e as suas limitações, tentando por isso dar continuidade às suas atividades no dia a dia.

Para além disto, os familiares devem, juntamente com o médico, desenvolver um plano de controlo da toma de todos os medicamentos para que não aconteçam falhas.

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Catarina Milheiro Catarina Milheiro

Finalista da licenciatura em Gestão de Marketing, entende a partilha de informação através da escrita, como uma forma nobre da comunicação.