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Ar nas embalagens: quanto paga por ele?

Sabia que foi feito um estudo sobre a percentagem de ar existente nas embalagens de alguns famosos snacks salgados? Conheça os resultados e surpreenda-se.

Ar nas embalagens: quanto paga por ele?
Uma embalagem de Cheetos, por exemplo, tem 59% de ar

É muito provável que, ao longo destes últimos anos, tenha vindo a reparar cada vez mais que, ao comprar um pacote de batatas fritas ou de outros alimentos que também venham em pacotes ou caixas, por exemplo, a percentagem de ar nas embalagens tem vindo, por vezes, a aproximar-se da que representa o próprio conteúdo comestível.

Ou seja, quando paga por determinado produto, está a comer menos do que na verdade seria esperado se enchessem mais a embalagem. Esta situação é frustrante para muitos consumidores que, ao abrirem as embalagens, esperariam encontrar maior quantidade de comida do que de ar.

No entanto, poderá vir a surpreender-se neste artigo com a explicação de haver um espaço vazio nas embalagens que costuma comprar, pois tal não acontece por acaso.

Qual a percentagem de ar nas embalagens?


 

Num estudo feitos sobre este tema, houve um especialista que quis encontrar a quantidade exata de ar nas embalagens de famosos produtos salgados, como as batatas fritas Ruffles e Pringles, os nachos Doritos e os Cheetos, entre outros.

Ross Hudgens é o nome do especialista em Marketing, e também fundador da Siege Media (agência de Marketing situada em San Diego, na Califórnia, Estados Unidos da América), que teve curiosidade em saber a quantidade da percentagem de ar existente em determinadas embalagens.

Para conseguir chegar a tais valores, Hudgens criou uma experiência que garantisse resultados precisos para que a dúvida fosse esclarecida. A referida experiência, realizada através de métodos de deslocação, cativou a atenção dos consumidores curiosos, principalmente daqueles que consomem os produtos analisados. Os resultados foram:

  • Fritos: 19% de ar e 81% de fritos
  • Pringles: 28% de ar e 72% de batatas fritas
  • Tostitos Scoops: 34% de ar e 66% de tostitos
  • Lays Baked (barbecue): 39% de ar e 61% de batatas fritas
  • Lays (com sal e vinagre): 41% de ar e 59% de batatas fritas
  • Sun Chips: 41% de ar e 59% de fritos
  • Doritos: 48% de ar e 52% de nachos
  • Ruffles: 50% de ar e 50% de batatas fritas
  • Cheetos: 59% de ar e 41% de cheetos

Comentários sobre a percentagem de ar nas embalagens


Depois da divulgação dos resultados do estudo levado a cabo por Ross Hudgens, surgiram vários comentários na Internet, escritos por consumidores. Alguns deles defenderam o facto de existir “ar” nas embalagens e explicaram porquê.

Os sacos não estão cheios de ar. Se isso fosse verdade, estariam secos quando fosse abri-los. Eles são enchidos com nitrogénio para manter os snacks frescos. Iria preferir ter uma embalagem cheia de salgados que não prestam ou metade dela com salgados em bom estado?”

“Trabalhei numa fábrica de batatas fritas durante um ano e há várias razões para isso [haver ar nas embalagens]. Em primeiro lugar, é para ajudar a impedir que as batatas sejam esmagadas. Segundo, na verdade é o nitrogénio que eles colocam nos sacos que ajuda a evitar que as batatas fiquem secas. Quando estas são embaladas na fábrica, estão completamente cheias e muitas vezes surgem problemas pelo facto dos sacos estarem cheios. Infelizmente, as batatas são esmagadas e fazem a bolsa parecer mais vazia.”

“340g são 340g, pelo amor de Deus! Porque é que é tão difícil perceber que a percentagem do ar não tem nada a ver? Olhe para os dólares por grama em vez disso!”

“Eu acho que o ar está lá para evitar que as batatas fritas sejam esmagadas e não para fazer o consumidor pensar que está a comprar mais batatas.”

embalagens vazias

Conclusão sobre o ar nas embalagens


Segundo a Kitchen Cabinet Kings, empresa que divulgou o estudo realizado pelo especialista Ross Hudgens, “o que muitos de nós confundem como sendo ar atmosférico nos nossos snacks é, na verdade, nitrogénio”, o que dá razão ao comentários referidos anteriormente, escritos por alguns consumidores.

O nitrogénio “não é prejudicial de forma alguma, já que cerca de 78% do ar que respiramos é composto por nitrogénio”, explica a Kitchen Cabinet Kings.

A entidade acrescenta ainda que o oxigénio faria com que os snacks ficassem velhos e os óleos destes bafientos, deixando assim de se sentir o conhecido gosto que leva à compra dos mesmos. Além disso, o nitrogénio protege os snacks de danos, pois “têm um longo caminho desde a criação até o consumidor”, o que inclui o processo das embalagens serem colocadas em caixas, umas em cima das outras.

Ainda assim, a empresa termina com a afirmação de que todos estes factos não desculpam “a grande proporção de espaço que o gás ocupa numa embalagem”. Por isso, talvez a melhor conclusão a tirar acerca deste tema é que, apesar de ser importante haver nitrogénio na embalagem, as marcas poderiam reduzir a percentagem do mesmo em alguns produtos.

Para a Kitchen Cabinet Kings, as três marcas com a melhor percentagem de nitrogénio para o consumidor são a Fritos (19% de nitrogénio), a Pringles (28% de nitrogénio) e a Tostitos Scoops (34% de nitrogénio).

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Cátia Tocha Cátia Tocha

Formada em Ciências da Comunicação pela Universidade Autónoma de Lisboa, onde concluiu Licenciatura e Mestrado, começou o seu percurso como jornalista na Rádio. Hoje, escreve sobre diferentes áreas e tem já alguns anos de experiência na escrita para meios online.