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Assistente de bordo: funções, salário e critérios de admissão

O recrutamento para assistente de bordo é bastante meticuloso, ainda que, por vezes, não seja exigida experiência prévia. Conheça os critérios.

Assistente de bordo: funções, salário e critérios de admissão
Dominar línguas estrangeiras é essencial

As companhias aéreas procuram para as suas tripulações de cabine muito mais que simpatia e capacidades para servir comida e bebida. Ainda que ter experiência como assistente de bordo não seja de todo fulcral neste processo, dominar várias línguas estrangeiras dão sempre pontos extra, sendo que é obrigatório possuir um bom nível de inglês.

O recrutamento das equipas de bordo varia de empresa para empresa, no entanto é um processo que se desenvolve em várias fases, todas elas eliminatórias, e que só termina após a frequência de curso ou programa de treino da respetiva companhia aérea.

Este processo é bastante meticuloso e os critérios de admissão passam pelas características físicas, como a altura, alcance de braços, visão e peso, aparência, traços de personalidade e capacidades físicas para desempenhar a função.

Assistente de bordo: o que fazem e quais os critérios de admissão


assistente de bordo

Os assistentes de bordo são tripulantes de cabine que tem como funções receber os passageiros à entrada do avião, indicar os lugares que lhes são destinados e verificar se a bagagem está devidamente acondicionada.

São também responsáveis por dar instruções sobre normas de segurança e procedimentos a adotar em caso de emergência, servir refeições e efetuar serviço de vendas de vários artigos, zelando sempre pela qualidade de serviço, higiene e comodidade dos ocupantes do avião.

Para exercer esta profissão é essencial o domínio de línguas estrangeiras, ter fortes capacidades de comunicaçãorelacionamento interpessoal e simpatia, bem como uma apresentação irrepreensível e altura acima da média. Além de possuir gosto por viajar, tem de estar preparado para responder prontamente a qualquer situação anormal dentro do avião, pelo que é necessário ter uma boa condição física e psicológica.

1. Formação académica

Não é obrigatório possuir uma licenciatura, pois o mínimo é ter o 12º ano de escolaridade. No entanto, como já dissemos, é fulcral dominar línguas estrangeiras, sendo o inglês obrigatório.

2. Características físicas

As características físicas exigidas podem variar de empresa para empresa e estão relacionadas com segurança. Os candidatos a tripulante de cabine devem medir entre 1,5m e 1,9m e ter um alcance de braços de cerca de 2,08m. Algumas companhias permitem que este valor inclua estar em bicos de pés.

Isto tem que ver com a capacidade de trabalhar em cabines e alcançar as mesmas. Quanto ao peso, não existem números concretos, mas recomenda-se que seja proporcional à altura.

A visão também é muito importante. Para trabalhar a bordo deve ter pelo menos uma visão 20/30 e é permitido usar lentes de contacto ou óculos.

3. Aparência

Não é preciso ter o aspeto de um modelo, o que é importante é ter uma apresentação limpa e cuidada. Cada companhia tem os seus critérios específicos, porque o aspeto dos funcionários faz parte da imagem da marca, mas existem algumas regras gerais:

  • É preciso ter sempre os sapatos engraxados, o uniforme completo e a camisola por dentro das calças/saia;
  • Não ter um corte ou cor de cabelo extravagante;
  • No que diz respeito ao uso de jóias, também há normas: a joalharia deve ser minimalista e apenas se pode usar um anel em cada mão;
  • Os relógios também devem ser discretos;
  • Piercings são proibidos e as tatuagens devem estar sempre tapadas;
  • A maquilhagem deve consistir num eyeliner discreto, blush e sombras sempre com tons naturais.

4. Personalidade

As grandes qualidades de personalidade de um bom assistente de bordo passam pelas regras de educação e simpatia, estar preparado para reagir depressa e com calma em situações de stress, trabalhar em equipa, ser flexível, confiante, consciente, pontual e ter empatia.

5. Boa condição física

Embora possa não parecer, é uma profissão exigente a nível físico, pois pode implicar viajar durante alguns dias sem ter folgas, transportar, por vezes, bagagem pesada acima da cabeça, empurrar o carrinho da comida e da bebida, conseguir manter o equilíbrio enquanto serve comida e bebida, trabalhar em espaços apertados e saber lidar bem com jet lag e poucas horas de sono.

Como são recrutados os assistentes de bordo?


assistente de bordo

Como já dissemos anteriormente, o recrutamento das equipas de bordo varia de empresa para empresa, no entanto é um processo que se desenvolve em várias fases, todas elas eliminatórias, e que só termina após a frequência de curso ou programa de treino da respetiva companhia aérea.

Se foi chamado para iniciar este processo, saiba que vão falar do seu percurso académico e profissional e o porquê de querer trabalhar nesta área. É importante que demonstre simpatia, vá bem vestido e seja carismático.

1. Entrevista de imagem

Nesta fase é avaliada a postura e imagem do candidato.

2. Entrevista de línguas estrangeiras

Vão perguntar quais as línguas que o candidato domina e é importante ser sincero, pois vão fazer-lhe questões de imediato nessas línguas que podem ser de carácter motivacional ou outros temas mais imprevistos.

3. Testes psicotécnicos

Pode ser uma entrevista em grupo com psicólogos a observar, jogos em grupo, com o objetivo de criar uma discussão dinâmica entre os candidatos. Podem ser exibidas imagens abstratas para descrever, finalizando com uma conversa individual com um psicólogo. Os testes psicotécnicos são frequentemente usados para o processo de seleção de assistente de bordo, por isso, convém estar preparado.

4. Exames médicos

Servem para verificar as capacidades físicas e despistar alguma coisa que não permita exercer fisicamente as funções.

5. Entrevista final

É aqui que se toma a decisão final. Esta entrevista serve para confirmar se o candidato é mesmo a pessoa certa para o papel e para integrar o curso ou programa de treino da companhia aérea.

Quanto ganha um tripulante de cabine?


O salário varia de empresa para empresa, podendo um tripulante de cabine ganhar entre 1.500 a 2.115€ limpos por mês que dependem, contudo, do número de voos e de dias de trabalho.

No entanto, além do salário e da oportunidade de viajar, há outras regalias oferecidas pelas companhias aéreas que atraem os candidatos. A Emirates, por exemplo, oferece um salário livre de impostos e casa garantida no Dubai.

Mas estas regalias podem incluir seguros de saúde, mais dias de férias ou de folgas, subsídios de refeição na moeda do país onde se faz escala, hotel e transporte para o aeroporto, entre muitas outras.

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Inês Silva Inês Silva

Licenciada em Ciências da Comunicação pela Universidade da Beira Interior e com uma pós-graduação em Assessoria de Comunicação pela Escola Superior de Jornalismo do Porto, o seu percurso profissional foi sempre na área da comunicação com a criação dos mais diversos tipos de conteúdos.