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Como fazer o cálculo do subsídio de desemprego

Se ficou ou está em vias de ficar desempregado é conveniente saber fazer o cálculo do subsídio de desemprego. Nós ajudamos.

Como fazer o cálculo do subsídio de desemprego
Faça já o cálculo do subsídio de desemprego

Ninguém está livre de ficar desempregado; felizmente, muitos trabalhadores sabem que podem contar com proteção no desemprego. Mas será que sabem fazer o cálculo do subsídio de desemprego?

Faça já o cálculo do subsídio de desemprego


contas

Quando antecipamos que podemos vir a ficar desempregados, devemos fazer previsões e algum planeamento para sabermos de antemão com que valor de subsídio de desemprego podemos contar. Deixar de receber o salário a que estávamos acostumados enquanto trabalhamos pode causar alguma angústia, que poderemos aliviar se estivermos bem informados sobre o que iremos receber.

Saber fazer o cálculo do subsídio de desemprego é um fator chave para nos prepararmos para a nova realidade. Nós explicamos como se faz e apresentamos-lhe um guia prático para conseguir apurar o valor a que terá direito se ficar em situação de desemprego involuntário.

Guia prático para o cálculo do subsídio de desemprego

O subsídio de desemprego é um montante monetário que serve para compensar a perda do salário, resultante da perda do emprego. É pago mensalmente a quem perdeu o emprego de forma involuntária, e para ter acesso a ele terá que estar inscrito no Centro de Emprego ou no Serviço de Emprego da sua área de residência.

Mas como fazer para apurar o valor a que temos direito? Como fazer o cálculo do subsídio de desemprego? Já a seguir encontrará a informação que precisar para saber como fazer o cálculo do seu subsídio, por etapas, considerando que dentro de cada etapa há vários passos a dar.

Descubra aqui o que pode acumular com o subsídio de desemprego >>

Etapa n.º 1

Vejamos então, passo a passo, como calcular o valor do seu subsídio.

  • 1.º passo: em primeiro lugar, deve apurar o total de remunerações declaradas nos primeiros 12 meses dos últimos 14, a contar do mês anterior àquele em que ficou desempregado, acrescido dos subsídios de férias e de Natal declarados e devidos durante estes 12 meses (no máximo, um subsídio de férias e um subsídio de Natal).
  • 2.º passo: cálculo do valor líquido da remuneração de referência. Para fazer este cálculo, use a seguinte fórmula: RR= R/12, em que RR é “remuneração de referência” e “R” é a sua remuneração.
  • 3.º passo: cálculo do valor mensal do subsídio de desemprego. O valor do subsídio de desemprego é 65% da remuneração de referência acima calculada. Ou seja, o valor mensal da sua prestação de desemprego corresponde a 65% do valor bruto do total de remunerações mensais dos últimos 12 meses, anteriores à data do desemprego, tendo em conta os subsídios de férias e de Natal. O cálculo deve ser feito tendo por base 30 dias por mês.
  • 4.º passo: calcular o valor líquido da remuneração de referência. O valor líquido da remuneração de referência obtém-se pela dedução à remuneração de referência ilíquida do valor da taxa contributiva para Segurança Social a cargo do trabalhador e da taxa de retenção do IRS.
  • 5.º passo: o cálculo do subsídio de desemprego deve ter em conta que este corresponde a 65% do valor líquido da sua remuneração de referência, pelo que deve aplicar a fórmula: 0,65 X VLRR.

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Etapa n.º 2

A segunda etapa deste processo de cálculo do subsídio de desemprego consiste em verificar os limites ao valor do subsídio de desemprego. O limite máximo é atualmente de 1.089,40€ (corresponde a duas vezes e meia do valor do IAS). Por sua vez, o limite mínimo encontra-se atualmente nos 435,76€ (valor do IAS).

O subsídio de desemprego também não pode ser superior a 75% da remuneração líquida de referência que lhe serviu de cálculo, sem prejuízo da garantia do montante mínimo do IAS ou do valor líquido da remuneração de referência se esta remuneração for inferior ao IAS. Em nenhuma circunstância pode ser superior ao valor líquido da remuneração de referência que lhe serviu de cálculo.

Para apurar o valor líquido de remuneração de referência terá que descontar ao valor ilíquido de remuneração de referência os valores correspondentes à taxa de IRS e à taxa contributiva da segurança social em vigor.

Como proceder para solicitar o seu subsídio de desemprego?

O subsídio de desemprego deve ser solicitado, pelo beneficiário, no prazo máximo de 90 dias consecutivos (incluindo feriados e fins-de-semana) a partir da data efetiva de desemprego, no centro de emprego da sua área da residência.

Majoração do montante do subsídio de desemprego

Há ainda que ter em conta este importante fator: o valor do subsídio de desemprego poderá estar sujeito a uma majoração. Esta situação poderá ocorrer se:

  • no mesmo agregado familiar os cônjuges ou pessoas que vivam em união de facto estejam a receber subsídio de desemprego e tenham filhos ou equiparados a cargo titulares de abono de família- neste caso o valor do subsídio de desemprego é aumentado em 10% para cada titular da prestação;
  • se se tratar de um agregado monoparental, o montante do subsídio de desemprego é também majorado em 10% se o titular do subsídio de desemprego for o único adulto a viver com a(s) criança(s) titular(es) de abono de família.

Tendo todos estes fatores em conta, poderá já apurar qual o valor do seu subsídio no caso de perder o seu emprego. A perda do salário é de facto uma situação delicada, mas felizmente a proteção no desemprego concedida aos cidadãos portugueses permite que procurem um novo trabalho em condições de maior segurança financeira.

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Catarina Reis Catarina Reis

Consultora de carreira com mais de 10 anos de experiência, possui formação superior em Gestão de Recursos Humanos e Psicologia. É naturalmente curiosa, desenvolvendo múltiplos projetos paralelos que envolvem a Fotografia, a Música, o Marketing Digital e o Cinema.

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