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Cancro da bexiga: tudo o que precisa saber

O cancro da bexiga, mais frequente nos homens que nas mulheres, é o 5º cancro mais frequente na Europa. Conheça os sintomas e os tratamentos.

Cancro da bexiga: tudo o que precisa saber
Os fumadores têm mais probabilidade de desenvolver cancro da bexiga

O cancro da bexiga está entre os mais comuns e tem vindo a aumentar. Importa, portanto, conhecê-lo bem.

O aparelho urinário


O aparelho urinário é constituído por dois rins, dois ureteres, a bexiga e a uretra. Os rins são os órgãos responsáveis por filtrar o sangue, com o objetivo de eliminar os resíduos do organismo. Os ureteres levam a urina, que se forma nos rins, até à bexiga e, a bexiga liga-se à uretra que atravessa o diafragma urogenital onde se encontra o esfíncter externo.

A bexiga é composta pelo um músculo detrusor, que tem a capacidade de expandir e contrair para armazenar ou expulsar a urina. À medida que a bexiga enche, o reflexo de micção é mais frequente e provoca maiores contrações do músculo detrusor, o que conduz à abertura do esfíncter para que a urina possa fluir, através da uretra, e ser excretada para o exterior.

O que é o cancro da bexiga?


O cancro da bexiga, considerado o 5º cancro mais frequente na Europa, pode desenvolver-se quando as células da bexiga crescem de forma descontrolada. Dependendo do tipo de células que dão origem ao tumor, é possível distinguir diversos tipos de cancro da bexiga.

Os cancros da bexiga podem ser classificados atendendo à sua capacidade de invasão ou de infiltração para outros tecidos:

  • Carcinoma não-invasivo: o tumor permanece na camada mais interna do epitélio de transição, sem crescer para as camadas mais profundas;
  • Carcinoma invasivo: o tumor cresce para camadas mais profundas da bexiga. Este tipo de cancro é potencialmente mais agressivo e propaga–se frequentemente para outros tecidos ou órgãos do corpo.

Quais os principais fatores de risco?


Não são totalmente conhecidas as causas do cancro da bexiga, mas há diversos fatores de risco que lhe estão associados, nomeadamente:

1) O tabagismo é o principal fator de risco. O fumo do tabaco tem substâncias tóxicas que são processadas pelo corpo e chegam à bexiga através da urina;

2) Idade: a probabilidade de desenvolver cancro da bexiga aumenta com a idade;

3) Sexo: os homens apresentam um maior risco de desenvolver cancro da bexiga;

4) Antecedentes familiares: pessoas com familiares com cancro da bexiga apresentam um risco superior de o desenvolver;

5) Radiação: doentes sujeitos ao tratamento com radioterapia para outros tipos de cancro apresentam uma maior probabilidade de, posteriormente, desenvolver cancro da bexiga;

6) Infeções crónicas das vias urinárias.

Sintomas do cancro da bexiga


Os sintomas mais frequentes são a presença de sangue na urina e a presença de problemas a urinar (necessidade de urinar com mais frequência; necessidade de urinar com urgência; sensação de dor ao urinar).

Estes sintomas não são exclusivos do cancro da bexiga, são até bastante comuns nos casos de infeção urinária, daí que o diagnóstico de cancro da bexiga seja efetuado através de uma avaliação clínica rigorosa e completa, com o objetivo de determinar o estado de saúde geral, os fatores de risco, hábitos e sintomas.

Tratamento do cancro da bexiga


conheça o tratamento do cancro da bexiga

O tratamento do cancro da bexiga pode incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia, tratamentos intravesicais ou imunoterapia. O tipo de tratamento escolhido pode variar de acordo com diversos fatores, tais como: o estado geral do doente, a idade, o estádio do tumor, a existência de metástases, a preferência do doente e os possíveis efeitos secundários.

Terminado o tratamento, os doentes devem frequentar as consultas de seguimento para avaliar o seu estado de saúde geral e o risco de o tumor reaparecer. Após o tratamento, a vida do doente pode sofrer várias alterações. Podem ocorrer efeitos sobre o sistema urinário, perda da função da bexiga, bem como sintomas de ansiedade e depressão, dificuldade em dormir, redução do apetite e náuseas.

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Ana Graça Ana Graça

Mestre em Psicologia, pela Universidade do Minho, com a dissertação “A experiência de cuidar, estratégias de coping e autorrelato de saúde”. Especialização (Pós-Graduada) em Neuropsicologia Clínica, Intervenção Neuropsicológica e Neuropsicologia Geriátrica. Membro efetivo da Ordem dos Psicólogos Portugueses, com especialidade em Psicologia Clínica e da Saúde e Neuropsicologia. Além da Psicologia. é apaixonada por viagens, leitura, boa música, caminhadas ao ar livre e tudo o que traga mais felicidade!