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Carregar o telemóvel todas as noites? Saiba porque não o deve fazer

Sempre ouvimos que carregar o telemóvel todas as noites vicia a bateria de um smartphone, mas será mesmo verdade? Descubra neste artigo.

Carregar o telemóvel todas as noites? Saiba porque não o deve fazer
Pode limitar a vida útil do smartphone

Já perdeu a conta às vezes que ouviu dizer que carregar o telemóvel todas as noites vicia a bateria, certamente. Para muitas pessoas – mesmo não sabendo se é ou não verdade -, “mais vale prevenir do que remediar”, por isso evitam fazê-lo. Para outras pouco importa, pois a verdade é que é muito prático deixar o telemóvel a carregar enquanto dormimos (que é, na maior pare dos casos, uma das única situações em que não o utilizamos).

Saiba se, de facto, se trata de um mito ou se carregar o telemóvel todas as noites realmente vicia a bateria ou danifica o telemóvel de alguma forma.

Carregar o telemóvel todas as noites vicia a bateria?


carregar

Este é um debate que não parece acabar. Para além de já ter ouvido esta afirmação um sem número de vezes, há outras tantas que se associam a esta. Por exemplo, se deve, ou não, deixar que a bateria descarregue antes de a carregar; se deve, ou não, carregar o smartphone até aos 100%; se o deve manter perto de si enquanto dorme, entre outras.

As dúvidas são, de facto, mais que muitas e acabam por causar alguma confusão, até porque tudo aquilo que não quer é contribuir para a degradação, de uma forma ou de outra, do seu smartphone.

Ora, em resposta a esta questão, a resposta é simples: tudo depende do telemóvel que tem e de quando ele foi produzido e lançado. E por que é que depende? Porque a “idade” do seu dispositivo dita os componentes utilizados para construir o telemóvel.

Assim sendo, se colocasse esta questão há alguns anos, certamente lhe diríamos de imediato que “sim”, carregar o telemóvel todas as noites vicia a bateria. Mas se tivermos em consideração os smartphones mais recentes a situação não é bem igual.

As componentes do telemóvel importam

Por outras palavras, tudo depende se o smartphone tem, ou não, uma bateria de lítio. Em meados de 2012, este tipo de baterias começou a ser utilizado em mais e mais telemóveis e foi a partir desse momento que a situação mudou.

Uma bateria de lítio pode ser vista como uma componente inteligente. E porquê? Porque funciona com base em ciclos, o que significa que, por exemplo, quando atinge os 100% de carregamento, pára automaticamente de carregar. Este facto acaba por desacreditar o facto de uma bateria poder viciar se estiver toda a noite a carregar.

Assim, se o seu smartphone é recente, isso não deverá acontecer, porque mesmo ligado à corrente, a bateria não carrega para além dos 100%, não consumindo mais energia.

Deve deixar que o smartphone descarregue todas as noites?


Não, não o faça. Exatamente por estarmos a falar de telemóveis com baterias de lítio, essa situação deve ser evitada ao máximo. Claro que se isso acontecer muito esporadicamente – por não ter o carregador por perto, por exemplo -, não existe o risco de a bateria viciar.

O problema está em fazer disso regra. Se deixar o telemóvel descarregar todas as noites, isso vai comprometer a bateria mais rapidamente do que pensa, uma vez que está a danificar a vida útil dos próprios ciclos a partir dos quais uma bateria de lítio trabalha.

Aquilo que deve fazer é carregar o smartphone quando ele tem, ainda, alguma bateria. O aconselhável é não deixar que a percentagem desça dos 20%. Com um valor mais baixo do que esse, iniciar o carregamento não é tão aconselhável quanto isso, mas é, ainda assim, melhor para prolongar a vida útil da bateria do seu telemóvel.

O que podemos, então, concluir?


Os smartphones mais recentes foram construídos para perceberem que devem parar de carregar quando a bateria já estiver carregada. Contudo, fazer com que um smartphone continue ligado à corrente várias horas após o carregamento total pode trazer um desgaste adicional que prejudica a vida útil do smartphone.

Se não tiver bateria, é óbvio que deve carregar o smartphone. Contudo, tente precaver-se para que este não fique ligado durante largas horas depois de já ter a bateria completamente carregada.

Quando a bateria do smartphone é carregada, a corrente elétrica é transferida a diferentes velocidades. Esta pequena “técnica” permite que o telemóvel carregue mais rapidamente, mas também pode corroer baterias de iões de lítio mais rapidamente.

Ou seja, mesmo que, em teoria, a bateria não fique viciada por carregar o telemóvel todas as noites, é aconselhável que não o deixe ligado à corrente durante demasiado tempo para não prejudicar outros componentes e comprometer a vida útil do smartphone.

carregar telemovel

Como aumentar a vida útil da bateria de um smartphone


Claro está que não pode esperar que a bateria dure “uma vida inteira”, pois o facto de serem de lítio tem também as suas desvantagens, nomeadamente o facto de ter um ciclo de vida mais curto que as baterias mais antigas.

Isto acontece porque esta nova geração de componentes funciona à base de ciclos que não são infinitos. Isto significa que, quando uma bateria atinge os 100% de carregamento, mais um ciclo foi utilizado, dando lugar ao próximo.

Na verdade, as baterias são, normalmente, uma das primeiras componentes (senão a primeira) a demonstrar sinais de desgaste que podem, possivelmente, conduzir à sua substituição. Isto acontece porque um smartphone, quanto mais avançado for, mais exige de todas as componentes que o constroem.

Coisas como ver filmes, jogar ou utilizar aplicações muito pesadas em simultâneo, fazem com que o telemóvel trabalhe a “todo o vapor”. Isto pode, também, levar ao sobreaquecimento do aparelho, sendo que, em casos raros, a bateria pode mesmo chegar a queimar por ser a componente que está mais “vulnerável”.

Há, até, algumas dicas que pode seguir para manter a sua bateria “saudável”, como não ligar sempre o modo de poupança de energia e não utilizar cabos ou outros acessórios que não sejam os originais para carregar a bateria.

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Luísa Santos Luísa Santos

Licenciada em Ciências da Comunicação - Jornalismo, Mestre em Multimédia, cantora sem diploma nas horas livres. Trabalha atualmente em Marketing e Comunicação, é viciada em redes sociais e fervorosa adepta do desenrasque.