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Família: como apresentar um novo companheiro aos filhos?

Separação, divórcio ou viuvez, e suas consequências mudam a dinâmica familiar.Explicamos como apresentar um novo companheiro aos filhos.

Família: como apresentar um novo companheiro aos filhos?
Uma situação delicada que pode ser minimizada

Qual é o melhor momento e a melhor maneira de apresentar um novo companheiro ou companheira aos filhos? Estamos aqui perante uma questão pela qual muitos passam, quer estejam a recuperar de uma separação, de um divórcio, ou até quem tenha passado pela morte de um dos cônjuges. É uma questão delicada, no meio de muitas outras. Refazer a vida amorosa transforma ainda mais a dinâmica familiar, pelo que é importante considerar a reação e o papel dos filhos (sejam crianças, ou não) nesta equação.

Contudo, a preocupação é bem maior na vida de uma criança mais jovem, que facilmente pode ficar confusa com as transformações que estão a ocorrer. A base da questão, é que o processo deve ocorrer da forma mais natural possível. Sem confundir as crianças, quando o novo relacionamento estiver sólido, quando a outra pessoa se sentir preparada também. É uma ideias algo direta, mas lembre-se sempre: a quem é que vai expôr a vida dos seus filhos? E se também existirem crianças da parte desse novo membro do casal? É  também uma questão a considerar. Fique com algumas linhas orientadoras para saber como apresentar um novo companheiro aos filhos.

Como apresentar um novo companheiro aos filhos: 5 ideias importantes


adulto com criança

1. Evitar demonstrações de afeto à frente dos filhos

Trocar carícias com o novo companheiro/a pode ser demasiado para os filhos. Por um lado a criança tem de lidar com o facto de existir outra pessoa na vida do pai ou da mãe, assistir a momentos que estariam reservados para outra altura e até mesmo sentir-se ameaçada no sentido de perder o amor do pai/mãe. Quando quer apresentar um novo companheiro aos filhos, dedique o tempo precisamente para a interação entre eles.

2. Combinar o primeiro encontro num local público

Antes de partir para um momento de partilha mais íntima, e de forma a ser um momento mais imparcial tanto para os seus filhos como para o seu novo companheiro ou nova companheira, combine um primeiro encontro num local público. Um restaurante, por exemplo. Isto cria um distanciamento necessário, mas ainda assim natural, para permitir que ambas as partes se conheçam e interajam num espaço neutro. Isto deve repetir-se algumas vezes, antes de levar a pessoa a casa, com os seus filhos lá.

3. Prepare as crianças/jovens atempadamente

pai com filho

Dar segurança aos seus olhos, sobretudo quando se trata de crianças em idade pré-adolescente é crucial. Podem ficar com medo de perder o espaço e tempo que ocupam na vida dos pais, antecipar que podem surgir entraves à sua rotina, ter ciúmes, fazer birra etc. Seja honesto/a com os seus filhos e contem quem é aquela pessoa e o que é que ela representa, responda às perguntas e lembre-se de afirmar que o seu amor por eles não muda. É importante saber lidar com as reações, para não confundir as crianças, sobretudo quando, por exemplo, em situação de divórcio, a outra figura parental ainda está presente. Quando os seus filhos estão a lidar bem com a situação e numa idade própria, explique-lhes que é uma nova relação, que é amor e o que pode acontecer no futuro.

4. Prepare o seu novo companheiro/companheira

Da mesma forma, prepare a pessoa que vai apresentar aos filhos. À partida, se o vai fazer, é porque o nível de confiança na nova relação é já grande, o que é muito bom e importante na hora de tomar este tipo de decisão. É bom falar com essa pessoa sobre os seus filhos, afinal quer que ela seja uma presença constante e positiva na vida deles.

5. Não mude rotinas nem comportamentos relativamente aos seus filhos

Não mude as rotinas e hábitos dos seus filhos para agradar ou incluir o novo companheiro ou nova companheira.  Pode ser um erro que chega a ser bastante comum, mas deve ser evitado a todo o custo. Quando se inicia uma nova relação, é normal querer agradar à pessoa. Mas há e tem de haver espaço para todos e de certeza que os seus filhos são a prioridade. Fazer isto, também mostra à nova pessoa que vai ser incluída na dinâmica familiar, como é lidar com a mesma, com as rotinas e hábitos, assim como com alguma resistência inicial (o que é bastante normal), e como se pode preparar melhor para facilitar a adaptação.

Mais uma vez, é importante referir como fazer as coisas com naturalidade é importante, mas sempre com respeito pelas duas partes. E sem pressas. Apresente o seu novo companheiro ou nova companheira, quando se sentir pronto para tal.

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