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Como comprar ações em 5 passos

Saber como comprar ações permite aos investidores, simultaneamente, aumentarem o retorno a médio prazo e reduzirem os riscos (sempre inerentes).

Como comprar ações em 5 passos
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Comprar ações tem riscos, é indubitável. Mas também é certo que quanto maior for o risco, maior é a possibilidade de retorno. O segredo está em adotar uma estratégia e saber como comprar ações.

Segundo o Banco de Portugal, as ações (títulos) são “ativos financeiros negociáveis” que representam “uma fração do capital social de uma empresa, constituída sob a forma de uma sociedade anónima. O rendimento obtido com um investimento em ações depende não só da evolução da sua cotação, o seu preço ao longo do tempo, como também de outros eventos societários, como a distribuição de dividendos”.

Ou seja, trata-se de um investimento com riscos e de médio a longo prazo, pois o investimento em ações não garante o reembolso de capital aplicado. As ações são ativos cujo preço está sujeito a constantes mudanças, havendo a possibilidade de queda da cotação para valores abaixo do preço a que foram adquiridas. E em caso de insolvência da entidade que emitiu as ações, há a possibilidade de o investidor não receber o montante investido e os dividendos.

Assim, os investidores que não queiram estar propensos a tais riscos ou pretendam investir a curto prazo não devem comprar ações, optando por outros produtos financeiros, como depósitos a prazo ou certificados do tesouro.

Quem pensa a longo prazo deve saber como comprar ações para garantir que o investimento vai gerar mais dinheiro (património). Conheça um guia básico de como comprar ações.

Como comprar ações: guia essencial


como comprar acções

1. Analisar a empresa

Ainda antes de saber como comprar ações de uma empresa, o investidor deve-se informar sobre a mesma, nomeadamente quanto ao seu volume de negócios e quanto à tendência dos lucros, ou seja, saber se a cotação das ações é atrativa e se vale a pena investir.

2. Contactar o banco ou sociedade corretora

As únicas entidades que, em Portugal – autorizadas pela CMVM (Comissão de Mercado de Valores Mobiliários) –, têm acesso direto ao mercado bolsista são os bancos e as corretoras.

Estes – nas agências, por Internet ou telefone – abrem uma conta e indicam se a opção é por compra ou venda, o nome da ação, a bolsa de cotação, o número de ações que o investidor pretende adquirir, a validade da ordem (um dia, uma data específica, etc.), as condições de preço, o valor máximo até o qual deseja adquirir (não obrigatório, mas serve de proteção caso, por exemplo, o valor das ações suba repentinamente).

Sublinhe-se que, antes da transação, terá de depositar junto do intermediário financeiro a quantia que pretende investir. Toda esta informação é recolhida pelo mercado e, assim que outro investidor esteja disposto a vender as suas ações pelo preço previamente estabelecido, as ações mudam de investidor, ou seja, são tituladas na carteira do novo investidor.

Recorde ainda que as Bolsas de Valores funcionam de segunda a sexta-feira, mas os horários variam. Por exemplo, a Bolsa de Lisboa funciona das 8h às 16h30, mas a Bolsas de Valores norte-americanas NASDAQ e NYSE funcionam das 14h30 às 21h, na hora portuguesa.

3. Como comprar ações: bancos ou corretoras?

Os intermediários – bancos ou corretoras – cobram comissões. Assim, é importante comparar as comissões cobradas para optar pelo intermediário mais barato:

Se optar por uma corretora para negociar em bolsa, terá apenas de abrir uma conta-títulos, na qual deposita o dinheiro que pretende investir e que funciona como uma conta à ordem normal. Utilizar uma sociedade corretora é mais rápido, mas não se esqueça de verificar se a mesma detém licença para realizar este tipo de operações financeiras e se pratica uma comissão atrativa.

Se abrir conta num banco, a conta-títulos onde são depositadas as ações fica associada à sua conta à ordem, mas com um número diferente, ou seja, caso não seja cliente do referido banco, terá de abrir duas contas para poder começar a negociar em bolsa.

4. Proceder ao investimento

Agora que já possui uma conta-títulos, já pode dar ordens de compra ao seu intermediário, através da plataforma online do seu banco ou corretora (como referido, também o poderá fazer por telefone ou presencialmente).

Pode efetuá-lo individualmente ou coletivamente, através de um fundo de investimento de ações (ideal para os investidores menos experientes, mas implica o pagamento de comissões, concretamente percentagens do dinheiro sobre gestão).

Não há limite mínimo para investir na Bolsa, mas as ordens de compra ou venda têm custos (online são inferiores). Consulte o preçário antes de proceder à compra ou venda. Recorde-se que a venda de ações tem de ser ser declarada no IRS.

5. Acompanhar o investimento

Após realizado o investimento, deverá acompanhar atentamente a evolução da cotação dos títulos adquiridos e todas as informações importantes sobre a atividade das empresas que constituem a carteira de ações.

O acompanhamento das cotações das ações poderá ser efetuado, gratuitamente, nos sites dos bancos e das corretoras – nacionais e estrangeiras –, bem como as principais notícias sobre as empresas. No entanto, ainda que o possa fazer nos referidos sites, é igualmente conveniente manter-se informado sobre a atividade das empresas cotadas no mercado nacional.

Consulte com alguma regularidade o site da CMVM, onde as sociedades cotadas estão obrigadas a difundir, primeiramente, todas as informações relevantes sobre a sua atividade, nomeadamente: os resultados trimestrais, semestrais e anuais, as alterações importantes na estrutura acionista, as datas de pagamento de dividendos, eventuais anúncios de aumentos de capital, notícias sobre a evolução dos seus negócios (compras e alienações de ativos), esclarecimentos sobre notícias eventualmente publicadas na imprensa, entre outros.

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