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Guia para saber como comprar ações

Saber como comprar ações permite aos investidores, simultaneamente, aumentarem o retorno a médio prazo e reduzirem os riscos (sempre inerentes).

Guia para saber como comprar ações
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Comprar ações tem riscos, é indubitável. Mas também é certo que quanto maior for o risco, maior é a possibilidade de retorno. O segredo está em adotar uma estratégia e saber como comprar ações.

Segundo o Banco de Portugal, as ações (títulos) são “ativos financeiros negociáveis” que representam “uma fração do capital social de uma empresa, constituída sob a forma de uma sociedade anónima. O rendimento obtido com um investimento em ações depende não só da evolução da sua cotação, o seu preço ao longo do tempo, como também de outros eventos societários, como a distribuição de dividendos”.

Ou seja, trata-se de um investimento com riscos e de médio a longo prazo, pois o investimento em ações não garante o reembolso de capital aplicado. As ações são ativos cujo preço está sujeito a constantes mudanças, havendo a possibilidade de queda da cotação para valores abaixo do preço a que foram adquiridas. E em caso de insolvência da entidade que emitiu as ações, há a possibilidade de o investidor não receber o montante investido e os dividendos.

Assim, os investidores que não queiram estar propensos a tais riscos ou pretendam investir a curto prazo não devem comprar ações, optando por outros produtos financeiros como depósitos a prazo ou certificados do tesouro.

Quem pensa a longo prazo deve saber como comprar ações para garantir que o investimento vai gerar mais dinheiro (património). Conheça um guia básico de como comprar ações.

Como comprar ações: guia essencial


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1. Analisar a empresa

Ainda antes de saber como comprar ações de uma empresa, o investidor deve-se informar sobre a mesma, nomeadamente quanto ao seu volume de negócios e qual a tendência dos lucros, ou seja, saber se a cotação das ações é atrativa e se vale a pena investir.

2. Contactar o banco ou sociedade corretora

As únicas entidades que, em Portugal – autorizadas pela CMVM (Comissão de Mercado de Valores Mobiliários) –, têm acesso direto ao mercado bolsista são os bancos e as corretoras.

Estes nas agências, por internet ou telefone abrem uma conta e indicam se a opção é por compra ou venda, o nome da ação, a bolsa de cotação, o número de ações que o investidor pretende adquirir, a validade da ordem (um dia, uma data específica, etc.), as condições de preço, o valor máximo até o qual deseja adquirir (não obrigatório, mas serve de proteção caso, por exemplo, o valor das ações suba repentinamente.

Sublinhe-se que, antes da transação, terá de depositar junto do intermediário financeiro a quantia que pretende investir). Toda esta informação é recolhida pelo Mercado e, assim que outro investidor esteja disposto a vender as suas ações pelo preço previamente estabelecido, as ações mudam de investidor, ou seja, são tituladas na carteira do novo investidor.

Relembre-se ainda que as Bolsas de Valores funcionam de segunda a sexta-feira, mas os horários variam. Por exemplo, a Bolsa de Lisboa funciona das 8h às 16h30, mas a Bolsas de Valores norte-americanas NASDAQ e NYSE funcionam das 14h30 às 21h, na hora portuguesa.

3. Como comprar ações: bancos ou corretoras?

Os intermediários – bancos ou corretoras – cobram comissões. Assim, é importante comparar as comissões cobradas para optar pelo intermediário mais barato:

  • Se optar por uma corretora para negociar em bolsa, terá apenas de abrir uma conta-títulos, na qual deposita o dinheiro que pretende investir e que funciona como uma conta à ordem normal. Utilizar uma sociedade corretora é mais rápido, mas não se esqueça de verificar se a mesma detém licença para realizar este tipo de operações financeiras e se pratica uma comissão atrativa;
  • Se abrir conta num banco, a conta-títulos onde são depositadas as ações fica associada à conta à sua ordem, mas com um número diferente, ou seja, caso não seja cliente do referido banco, terá de abrir duas contas para poder começar a negociar em bolsa.

4. Proceder ao investimento

Agora que já possui uma conta-títulos já pode dar ordens de compra ao seu intermediário, através da plataforma online do seu banco ou corretora (como referido, também o poderá fazer por telefone ou presencialmente, mas são opções menos práticas).

Pode efetuá-lo individualmente ou coletivamente, através de um fundo de investimento de ações (ideal para os investidores menos experientes, mas implica o pagamento de comissões, concretamente percentagens do dinheiro sobre gestão).

Não há limite mínimo para investir na Bolsa, mas as ordens de compra ou venda têm custos (online são inferiores). Consulte o preçário antes de proceder à compra ou venda.

Recorde-se que a venda de ações tem de ser ser declarada no IRS.

5. Acompanhar o investimento

Após realizado o investimento, deverá acompanhar atentamente a evolução da cotação dos títulos adquiridos e todas as informações importantes sobre a atividade das empresas que constituem a carteira de ações.

O acompanhamento das cotações das ações poderá ser efetuado, gratuitamente, nos sites dos bancos e das corretoras – nacionais e estrangeiras –, bem como as principais notícias sobre as empresas. No entanto, ainda que o possa fazer nos referidos sites, é conveniente igualmente se manter informado sobre a atividade das empresas cotadas no mercado nacional.

Consulte com alguma regularidade o site da CMVM, onde as sociedades cotadas estão obrigadas a difundir, primeiramente, todas as informações relevantes sobre a sua atividade, nomeadamente: os resultados trimestrais, semestrais e anuais, as alterações importantes na estrutura acionista, as datas de pagamento de dividendos, eventuais anúncios de aumentos de capital, notícias sobre a evolução dos seus negócios (compras e alienações de ativos), esclarecimentos sobre notícias eventualmente publicadas na imprensa, entre outros.

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