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7 dicas para negociar um crédito pessoal mais barato

Pedir dinheiro aos bancos é um negócio como qualquer outro. Se quer conseguir crédito pessoal mais barato, ofereça vantagens para exigir contrapartidas.

7 dicas para negociar um crédito pessoal mais barato
Uma boa negociação faz toda a diferença

Se está a precisar de dinheiro para equilibrar o orçamento familiar ou para fazer uma compra sem destruir as contas da família, pedir dinheiro emprestado ao banco é uma opção. No entanto, não se fique pela primeira oferta: há formas de conseguir negociar um crédito pessoal mais barato e vamos dizer-lhe quais são.

Primeiro, aquele que chamamos o “passo zero”: avalie a sua situação, a urgência com que precisa do dinheiro e o montante que lhe falta. Antes de correr para o banco, olhe à sua volta e confirme se não consegue um empréstimo junto de um amigo ou familiar ou se o patrão não lhe dá um adiantamento do subsídio de férias. Só se nenhuma outra opção estiver disponível é que deve recorrer ao banco para fazer negócio.

Como conseguir um crédito pessoal mais barato


crédito pessoal mais barato

Antes de mais, mantenha presente que os créditos pessoais são, por norma, associados a taxas de juro e spreads mais altos. Por serem créditos ao consumo, em que o dinheiro é aplicado em produtos ou serviços que não devolvem rentabilidade, representam um risco maior para os bancos e isso resulta em custos mais elevados para si.

Para conseguir um crédito pessoal mais barato vai precisar, então, de mostrar ao banco que o risco do empréstimo não é tão elevado como habitual e que pode oferecer garantias de que pretende pagar tudo até ao último cêntimo.

Dica 1: tenha uma fama imaculada

Quando pede um empréstimo ao banco, a primeira coisa que os avaliadores vão ver é o seu historial bancário. Independentemente de os seus créditos anteriores terem sido contratados naquele ou noutro banco, a sua folha de registo está no Banco de Portugal e tudo se sabe.

Para poder pedir um crédito pessoal mais barato tem mesmo de conseguir provar que foi sempre bem comportado, nunca pagou juros de mora e nunca atrasou um pagamento. Só assim o banco vai acreditar que é responsável e que vai esforçar-se por devolver cada cêntimo do que lhe for entregue.

Dica 2: tenha rendimentos estáveis

Se o seu salário varia de mês para mês, pode esquecer a negociação de um crédito pessoal mais barato. Ao olhar para a instabilidade nos seus rendimentos, o banco vai recear que, mais dia menos dia, seja incapaz de cumprir uma prestação.

Para provar que tem rendimentos estáveis não precisa de um contrato sem termo, embora seja verdade que este ajuda muito neste processo. Basta entregar ao banco a declaração de IRS dos dois anos anteriores e provar que os totais são muito semelhantes.

Dica 3: mantenha os movimentos bancários longe de suspeitas

Movimentos avultados sem explicação evidente fazem disparar todos os alertas dos avaliadores dos bancos. Ninguém quer correr o risco de emprestar dinheiro a um cliente que vai usá-lo para negócios ilícitos ou difíceis de explicar, por isso mantenha tudo às claras.

É a história do “menino bem comportado” outra vez: se quer conseguir aquele crédito pessoal mais barato vai ter de mostrar que nunca pisou o risco, que faz sempre tudo como manda a lei e que trata o seu dinheiro com bom senso.

Dica 4: aplique a lei do menor esforço

Não se anime, não estamos a dizer-lhe que pare de trabalhar ou de procurar propostas! Quando falamos em esforço estamos a referir-nos à taxa de esforço para pagamento do empréstimo.

De uma forma simples, para pagar as mensalidades ao banco vai ter de tirar dinheiro do seu orçamento familiar. Se esse valor representar uma percentagem muito grande do seu orçamento total, o banco fica com receio que um dia deixe de aguentar o esforço financeiro e pare de pagar o que deve. Se este receio existir, já sabe: adeus ao crédito pessoal mais barato.

Idealmente, a taxa de esforço não deve ultrapassar 20% do seu rendimento mensal – e aqui estamos a falar de esforço para pagar todos os empréstimos que tem e não apenas aquele que está a pedir.

Dica 5: proponha um fiador

Os bancos adoram que alguém assuma o risco por eles. Se conseguir que alguém aceite ser seu fiador, a recompensa chega sob a forma de um crédito pessoal mais barato, porque o banco vai reduzir o spread.

Se arranjar um fiador, não se esqueça de que está a beneficiar da confiança de quem assume o risco do empréstimo. Se parar de pagar, o banco vai cobrar ao fiador e certamente a sua relação com ele nunca mais vai ser a mesma.

Dica 6: ofereça hipotecas

Garantias reais são meio caminho andado para conseguir negociar um crédito pessoal mais barato. No fundo, o que está a dizer ao banco é “se eu não devolver o dinheiro, podem ficar com este bem”.

Aqui convém ter em atenção duas coisas: a primeira é que se hipotecar um bem muito mais valioso que o empréstimo pode estar a cair num negócio ruinoso para si; a segunda é que perde autonomia para vender o bem hipotecado, já que para qualquer negócio vai precisar da autorização do banco.

Dica 7: bata a todas as portas

O mercado financeiro funciona como qualquer outro e está sujeito às leis da concorrência. Se um banco recusar negociar consigo, não tenha problemas em bater a outra porta. Algum banco há de oferecer-lhe um crédito pessoal mais barato do que todos os outros.

A única desvantagem que tem em pedir propostas a vários bancos é que, em alguns casos, as instituições cobram comissões só para avaliar o seu processo. Se tiver de pagar essas comissões várias vezes, a procura pode sair-lhe cara.

Negociar um crédito pessoal mais barato com os bancos é possível e até é desejável. Só tem de “calçar os sapatos” de quem lhe empresta dinheiro e perceber que tipo de garantias pode oferecer para mostrar que o negócio não engloba grande risco. A partir daí, é fazer muitas contas e estar atento aos números pequeninos!

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