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Como evitar as fraudes mais comuns no Facebook

As redes sociais introduziram uma partilha sem precedentes. Entre essa divulgação encontram-se vários esquemas associados ao Facebook que deve saber evitar.

Como evitar as fraudes mais comuns no Facebook
Fraudes que se espalham facilmente

Atualmente, é praticamente impossível contabilizar todas as partilhas que são feitas no Facebook, rede social criada propositadamente para o efeito. É neste contexto que várias informações, muitas vezes fraudulentas, circulam sem qualquer tipo de filtro, pelo que é importante saber identificá-las.

Os esquemas que se encontram no Facebook


homem usa o facebook

O Facebook potencia a partilha por parte dos utilizadores: seja de momentos do dia-a-dia ou de acontecimentos importantes. É nesse sentido que todas as pessoas que tenham conta nessa rede social se sentem “integradas”, quer partilhem informação pessoal, quer não.

Pessoas há que apenas partilham notícias de órgãos de comunicação social, artigos que vão de encontro aos seus interesses ou até acontecimentos de última hora. O Facebook é, muitas vezes, utilizado como uma página pessoal onde os utilizadores são a conhecer os seus gostos, aquilo que não apoiam ou concordam, assim como a opinião relativa a assuntos importantes que estejam a ser debatidos naquela altura.

Da mesma forma que qualquer uma dessas partilhas é feita livremente, também o conteúdo fraudulento encontra o mesmo palco quando chega a esta rede social. É nesse contexto que surgem os primeiros esquemas que, gradualmente, vão ganhando espaço no feed de cada pessoa, garantindo partilhas em todo o mundo.

Ainda que existam coisas que não deve partilhar no Facebook, é natural que não identifique, de forma imediata, a veracidade de determinado post – considerando que, na dúvida, mais vale partilhar aquela informação para que ninguém seja apanhado no esquema anunciado.

É com base nesse raciocínio que as partilhas fraudulentas ganham espaço na rede social. Os esquemas mais comuns alertam as pessoas para roubos de informação, para partilharem aquela informação caso não queiram a sua conta hackeada, para o facto da política de privacidade do Facebook ter alterado, entre tantos outros.

Como identificar estes esquemas

Partilhas que comecem ou incluam expressões como “é oficial”, “deve fazer isto se” ou “isto vai mudar se não” devem ser automaticamente ignoradas. Se, a par disso, ainda pedirem que copie a informação, cole no seu estado pessoal e a partilhe com os seus amigos, então certamente que está perante mais um esquema no Facebook.

Quantas vezes não se deparou com situações semelhantes? Certamente tantas quanto aquelas em que o alertaram que a rede social ia mudar, que as políticas de privacidade foram alteradas sem o seu conhecimento e que toda a sua informação pessoal será exposta de não partilhar aquela publicação.

Publicações que lhe peçam para clicar em ligações (que podem não parecer necessariamente suspeitas) são de ignorar por completo. São vários os casos em que isso acontece e tantos outros associados a acontecimentos atuais, que levam as pessoas a carregar por curiosidade.

Um dos casos mais recentes aconteceu com o nascimento do Baby Sussex, o “bebé real” de Harry e Meghan. A especulação em torno do acontecimento era tal que vários posts no Facebook anunciavam ter fotografias exclusivas da criança. Para as visualizar, o utilizador teria de carregar na ligação partilhada.

Nesse, e em outros casos, o mais comum é um vírus se apoderar automaticamente do dispositivo que está a utilizar e apoderar-se de toda a sua informação pessoal. Casos há em que as próprias contas da rede social são “roubadas” e, para as reaver, é pedido um resgate monetário a cada pessoa – um esquema de phishing que, infelizmente, é muito comum em toda a Internet.

virus detetado num pc

Esquemas também chegam ao Messenger

Não se iluda ao pensar que este género de informações se limita à plataforma principal do Facebook, até porque vários casos foram detetados também no Messenger, o serviço de partilha de mensagens da rede social que, por sua vez, funciona através de outra app.

As mensagens partilhadas são muito semelhantes e alertam o recetor para que não aceite determinada pessoa como amigo, no caso de receber uma sugestão de amizade associada a esse nome. A verdade é que essa(s) pessoa(s) nem sequer existem e tudo não passa de um esquema para conseguir os seus dados privados.

É igualmente comum dizerem que essa pessoa é um hacker que se irá apropriar da sua informação caso não partilhe aquela mensagem com os seus amigos. Uma simples interação nessas conversas é capaz de ter consequências graves, deixando espaço para a apropriação dos seus dados (incluindo moradas, informações de cartões de crédito e passwords) ou para a instalação de vírus do dispositivo que está a usar.

Evite estas situações

Em conclusão, aquilo que deve fazer para contornar este tipo de esquemas é, de facto, ignorá-los completamente.

Por muito que lhe seja pedida a partilha de informação no seu mural “se não…”, ou aquele clique para ter acesso a informação que não é de todo pública, não ceda à tentação porque certamente se trata de mais um esquema.

Acreditar que o Facebook alterou as suas políticas ou que vai começar a ser pago são informações totalmente fraudulentas que conduzem a consequências graves para os utilizadores.

Lembre-se que, qualquer alteração feita pela rede social, tem de ser obrigatoriamente comunicada de forma pública, sob a forma de um comunicado e não através de posts feitos por pessoas aleatórias.

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Luísa Santos Luísa Santos

Licenciada em Ciências da Comunicação - Jornalismo, Mestre em Multimédia, cantora sem diploma nas horas livres. Trabalha atualmente em Marketing e Comunicação, é viciada em redes sociais e fervorosa adepta do desenrasque.