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Está preparado para investir para a reforma?

Se quer maximizar as suas poupanças para a reforma, não basta apenas poupar. Terá que pensar em investir para a reforma. Deixamos-lhe algumas sugestões.

Está preparado para investir para a reforma?
Conheça as opções que lhe garantam maiores rendibilidades

Que montante colocar de parte para poupar para a reforma? Quando começar a poupar para a reforma? E em que aplicar essas poupanças? Estas são algumas das perguntas que fazermos quando se trata de investir para a reforma.

Quanto, como e quando investir para a reforma?


Cada caso é um caso e há vários fatores que influenciam o montante disponível para poupar e, consequentemente, investir para a reforma como a idade, estilo de vida, impacto dos impostos, o ordenado líquido, existência de dívidas e as taxas de juro. São assim vários os fatores que condicionam o nível de poupança e o retorno a obter com o seu investimento.

Quanto investir?

investir para a reforma

Para investir para a reforma de forma segura e consciente deve ter em atenção alguns fatores para saber quanto investir. Alguns fatores como as despesas correntes do mês, as poupanças e a reforma vão influenciar esta escolha. Os especialistas indicam que 10% a 15% do seu salário mensal deve ficar de parte para investir para a reforma.

Despesas fixas e essenciais

A prestação da casa, os transportes, a alimentação, os seguros, o colégio dos filhos são algumas das suas despesas correntes mensais a que não pode fugir. Quando pensa em poupar e investir para a reforma, a primeira etapa deve ser ter controlo sobre estas despesas. Isto para não cairmos no erro de sobrestimar a nossa capacidade de poupança.

Depois vem o cálculo da sua taxa de esforço, isto é, o quociente entre a totalidade dessas despesas e o seu ordenado líquido. Perceberá qual a sua margem para poupar e investir para a reforma.

Nível de poupança

Depois de saber o que lhe sobra depois de pagas as despesas correntes, pode distribuir o excedente por gastos extra, poupança e reforma. Se ainda não te uma conta poupança que lhe permita ter alguma estabilidade, então terá que a adquirir primeiro antes de começar a investir para a reforma. Os especialistas aconselham ter um montante de poupança que perfaça pelo menos seis meses de despesas fixas.

Existência de dívidas

A quantia a investir mensalmente em investimentos para a reforma deve ser adaptada ao seu perfil e deve ter também em atenção a possível existência de dívidas como crédito automóvel ou cartões de crédito, cujas prestações devem ser naturalmente pagas para não entrar em incumprimento.

Para ficar com uma folga financeira maior e poder ter dinheiro mais disponível para investir para a reforma, pode considerar fazer um crédito consolidado.

Quando começar a investir?

investir para a reforma

A resposta é simples: o mais cedo que conseguir. Quanto mais tempo tiver investido até chegar à idade da reforma, maiores são as possibilidades do seu dinheiro crescer, através da capitalização de investimentos. Trata-se de um investimento de longo prazo do qual só irá colher frutos a partir da idade mínima legal de reforma, no mínimo, só a partir dos 65 anos de idade.

Para que o esforço financeiro seja mais reduzido, deve aplicar o dinheiro poupado e constituir uma carteira de investimentos.

Estratégias de poupança em função da idade

De acordo com a teoria financeira, os investidores mais jovens devem assumir um maior risco nas suas carteiras de investimento. Diz-nos a teoria financeira que quanto mais novos são os investidores, maior deverá ser o risco que assumem nas suas carteiras. Porquê? Quanto maior o risco, maior a probabilidade de o investidor sofrer perdas. Ora, sofrer uma perda financeira aos 30 anos não é a mesma coisa que sofrê-la aos 55 em que as probabilidades de recuperar são menores.

Como investir?

Antes de pensar em que produtos investir para a reforma, não deixe de lado as próximas questões e procure responder de forma sincera. Assim será mais fácil encontrar produtos financeiros mais adequados ao seu perfil.

  • Quais são os meus objetivos e expectativas de rendibilidade?
  • Quanto tempo falta para a reforma?
  • Qual a minha disposição para correr riscos?
  • Quais os meus conhecimentos e nível de literacia financeira?

Onde investir?

investir para a reforma

Tem à sua disposição diferentes alternativas que não se resumem apenas a seguros, ações ou fundos. Existem outras formas de investimento como o imobiliário, comprar propriedades, bens de valor como obras de arte e cujo valor pode aumentar ao longo do tempo.

Ter um património diversificado significa que os seus investimentos estão menos vulneráveis às oscilações dos mercados financeiros. Deixamos-lhe algumas das características das soluções mais clássicas.

PPR – Planos Poupança Reforma

Quando pensamos em investir para a reforma pensamos em Planos Poupança Reforma: têm capital garantido e muitos garantem ainda uma taxa mínima de remuneração anual.

Estes produtos podem ser subscritos nos bancos e seguradoras. Os PPR são também conhecidos pelas vantagens fiscais que oferecem. As mais-valias são taxadas a uma taxa inferior que a generalidade dos produtos de poupança e têm benefício fiscal no IRS. No entanto, dinheiro investido nestes produtos só pode ser resgatado em determinadas circunstâncias e com penalizações.

Fundos PPR

Os fundos PPR apresentam as mesmas vantagens que os PPR. Contudo, a sua remuneração maior ou menos depende das flutuações do mercado.

Os fundos PPR apresentam um grau de risco maior que os PPR. Ainda assim, entre eles, há diferentes níveis de risco: os fundos PPR da categoria A são considerados conservadores, tendo uma reduzida exposição a ações (geralmente até 15%).Os fundos PPR mais arriscados são os da categoria D, que apresentam por norma uma exposição a ações superior a 35%.

Certificados de Reforma

Os certificados de reforma são também conhecidos por “PPR do Estado”. Permitem aos trabalhadores independentes e por conta de outrem descontem todos dos meses entre 2% e 6% do seu salário para um fundo de capitalização á parte da segurança social, que capitalizará e virá complementar a poupança para a reforma via descontos para a Segurança Social.

Apresentam as mesmas vantagens que os PPR privados, mas têm condições de resgate mais apertadas.

Fundos de investimento

Uma outra solução poderá ser adquirir unidades de participação de um fundo de investimento. A carteira de investimento deve tornar-se mais conservadora à medida que a idade da reforma se vai aproximando.

Existem mesmo fundos de investimento que são específicos para acompanhar o ciclo de vida do fundo de investimento. São os “target funds” e investem com base numa data de resgate pré-definida. No início investem de forma mais agressiva e perto da maturidade tornam-se mais conservadores. No entanto estes produtos que não têm capital, nem remuneração garantida.

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Catarina Gonçalves Catarina Gonçalves

Catarina Gonçalves é economista, com experiência em finanças, gestão e inovação estratégica. Estudou economia porque queria entender o modus operandi do mundo. Apaixonada pelo conhecimento, das letras às ciências, sem esquecer a música, adora criar, discutir ideias e desenvolver projetos em equipa. Foi coautora de vários livros e colaboradora em diferentes publicações. Acredita que tudo tem um propósito e um tempo certo para acontecer. Coleciona experiências e viagens.

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