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Saiba como lidar com um trabalho que não gosta

Como lidar com um trabalho que não gosta? Mudanças, ainda que pequenas, na sua organização, poderão ser positivas para resolver este problema.

Saiba como lidar com um trabalho que não gosta
Se não gosta do seu trabalho, eis algumas sugestões para resolver a situação

Quer saber como lidar com um trabalho que não gosta? Muitas pessoas permanecem anos a fio num trabalho de que não gostam por receio de nunca encontrarem um trabalho melhor. Outras, consideram que devem partir em busca da oportunidade de trabalho perfeita, apenas para descobrirem, algum tempo depois, que a perfeição, no mercado de trabalho, está longe de existir. O que fazer?

Como lidar com um trabalho que não gosta? Sugestões úteis


Se não gosta do seu trabalho, eis algumas sugestões para resolver a situação.

Caso sinta que não gosta do seu trabalho, não está sozinho. Todos já nos sentimos da seguinte forma: ansiosos e angustiados a partir da hora de almoço de domingo e felizes e entusiasmados a partir da hora de almoço de sexta-feira. Com certeza que o próprio leitor se reflete neste padrão emocional, pois muitos profissionais não estão satisfeitos com o seu emprego, vivendo na angústia da segunda-feira e antecipando sempre os momentos de pausa, folga e fim de semana.

É um padrão desgastante, a médio-longo prazo, mas do qual a maioria tem receio de sair. Os medos mais frequentes são: “e se não encontrar nada melhor?”, “e se gostar mais de outro trabalho, mas for ganhar menos?”, “e se não houver nenhum trabalho melhor que este?”. Há um célebre ditado que diz “atrás de mim virá quem de mim bom fará”: devemos dar-lhe ouvidos e temer a mudança?

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Não gosto do meu trabalho: o que devo fazer?

Somos seres de hábitos, e as mudanças, mesmo que pequenas, são-nos sempre dolorosas. Mudar de trabalho pode significar arriscar todo um novo estilo de vida. Tem os seus riscos e pode não correr bem, mas se não mudar, também há riscos: burnout, depressão, esgotamento, infelicidade e prejuízo das suas relações sociais e familiares.

Queixas mais frequentes

Há uma série de passos que poderá dar para mudar de trabalho ou, antes disso, para vir a sentir-se mais feliz no atual emprego; mas antes disso, deverá entender o que está por detrás do sentimento de insatisfação. É importante identificar aquilo de que não gosta de fazer no seu trabalho, e se isso está relacionado ou não com a sua insatisfação.

Veja alguns dos problemas mais frequentemente relatados.

  • “Agora que tenho dinheiro, não tenho tempo para o gastar”: nem toda a gente consegue transformar em dinheiro aquilo que realmente gosta de fazer, e a consequência disso é que muitas pessoas acabam por ficar agarradas a empregos com os quais, por alguma razão, não se identificam. O cenário só se agrava quando a realidade nos diz que perder um emprego seguro para encontrar outro é arriscado, e muitas pessoas não se sentem com capacidade para o tentar. O dilema aqui é evidente: ter mais tempo ou ter mais dinheiro?
  • “Não vejo na minha empresa oportunidades de progredir”: sente que tem muitas competências e muito potencial, mas que a sua chefia é cega quanto ao que realmente vale? Este fator está na origem de inúmeras mudanças de emprego. Antes de sair da sua empresa atual, converse com a sua chefia e com o departamento de gestão de pessoas para fazer um plano de carreira. Foque a sua conversa em como pode demonstrar mais resultados de forma a alavancar a sua carreira; se depois de mostrar continuamente resultados continuar a não ver uma promoção na linha do horizonte, pode começar a pensar em partir para outra.
  • “Não ganho o suficiente”: neste caso, o profissional sente que nem tem tempo, nem dinheiro. O mercado de trabalho evoluiu, os salários subiram e o seu ficou como era desde que entrou na sua empresa. Estará na altura de negociar um aumento?
  • “Os colegas não gostam de mim”: o fator que mais contribui para a satisfação ou insatisfação com o trabalho é a qualidade das relações profissionais. Pode até estar a desempenhar tarefas que não lhe agradam, mas se as relações forem positivas, é quase certo que permanecerá satisfeito com o seu trabalho. Invista nas relações, tire tempo do seu dia para socializar com os seus colegas.

Enquanto não muda de emprego, saiba como lidar com um trabalho que não gosta

Quando lidamos com um emprego do qual não gostamos, uma forma de aliviar a amargura é deitá-la cá para fora. Mas não o faça no escritório – isso apenas piora as coisas para si e para os que o rodeiam, que provavelmente fazem parte do problema e não da solução. Não se dirija apenas à/ao namorada/o, à família, ou aos amigos, uma vez que eles também terão os seus próprios problemas e nem sempre estarão disponíveis para ouvir e ajudar. Tente conhecer casos concretos de pessoas que estavam em empregos semelhantes ao seu dos quais não gostavam, e conseguiram dar a volta por cima. Pesquise na internet. Provavelmente, vai encontrar alguns testemunhos que lhe poderão dar alguma luz. Além disso, as histórias de outros poderão ajudar a colocar a sua em perspetiva.

Mantenha o foco no grande “prémio”. Lembre-se das razões pelas quais decidiu aceitar esse emprego, e mantenha esse objetivo vivo na sua cabeça.

Não evite ter as conversas difíceis. Se sente que chegou a hora de ter “aquela conversa” com o seu diretor, não se esquive – pode residir aí a chave para todos os problemas. Se alguma coisa está a deixá-lo infeliz em relação ao seu trabalho, cabe a si tomar a iniciativa e falar. Mesmo que pareça não haver grandes chances de a situação melhorar, quem sabe se será surpreendido, e se tudo se resolve da melhor maneira? Se não falar, então é mais difícil que assim aconteça.

Não perca o sentido de humor. Nas alturas piores o sentido de humor pode ser o seu maior aliado. Isto porque tem o efeito de transformar a pressão em libertação.

Concentre-se na vida fora do escritório. Quando os pensamentos maus o assaltarem, pense nas coisas boas que irá fazer depois do trabalho. Isso ajuda a soltar as más energias e a relativizar tudo, mesmo que seja temporariamente.

Faça o melhor trabalho que já fez até agora. Muitas vezes os períodos em que tudo corre mal no nosso trabalho transformam-se em grandes epifanias, que nos permitem ir buscar forças onde pensávamos não haver, para nos superarmos e mostrarmos um trabalho fora de série. Quanto mais não seja, terá o efeito positivo de auto realização pessoal. E quem sabe se não será essa a forma de ser notado e contactado por outra empresa para aceitar o seu próximo trabalho?

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Catarina Reis Catarina Reis

Consultora de carreira com mais de 10 anos de experiência, possui formação superior em Gestão de Recursos Humanos e Psicologia. É naturalmente curiosa, desenvolvendo múltiplos projetos paralelos que envolvem a Fotografia, a Música, o Marketing Digital e o Cinema.