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Como responder às perguntas difíceis dos nossos filhos? Guia para pais

Como nascem os bebés? Porque não posso ter Facebook? Porque há pessoas más? Porque há guerras? Saiba como responder às perguntas difíceis dos seus filhos.

Como responder às perguntas difíceis dos nossos filhos? Guia para pais
Aqui não há pergunta que fique sem resposta

Como responder às perguntas difíceis dos nossos filhos? A regra de ouro, para começar, é nunca deixar uma pergunta dos mais novos sem resposta. Lembre-se sempre que as melhores respostas vão partir dos pais e educadores, nunca dos amigos e da internet.

Como responder às perguntas difíceis dos nossos filhos: guia essencial para pais


Há um enorme desafio que nos chega através da parentalidade: comunicar com os nossos filhos de forma positiva e, ao mesmo tempo, responsável. Uma tarefa ora simples, ora difícil, afinal nem sempre conseguimos manter o diálogo sem nos deixarmos cair na discussão.

No entanto, devemos lembrar-nos sempre de que é através do estreitamento destas conversas que vamos ter acesso às informações sobre o que se passa nas suas vidas. Logo, saber como responder às perguntas difíceis dos nossos filhos é fundamental, ainda que por vezes nos valha bochechas coradas ou uma grande atrapalhação.

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O que os pais devem evitar?

Quando os nossos filhos nos fazem perguntas é sinal de que necessitam, de alguma forma, de esclarecer questões que para eles são importantes. Por isso, esqueça respostas como “porque sim”, “porque não”, “respondo depois”, “não interessa”, “isto não é para a tua idade”, “esta pergunta é parva” ou “pergunta ao teu pai”. Estas são respostas expressamente proibidas.

10 perguntas difíceis dos nossos filhos e como respondê-las


1. Porque existem guerras?

Resposta: as guerras ocorrem quando há conflitos ou disputas e os governos não dialogam o suficiente, ou de forma eficiente, tomando decisões em nome de todos.

2. Porque é há pessoas más?

Resposta: provavelmente, em alguma altura da vida dessa pessoa, alguém lhe fez algo que resultou mal, deixando-a triste ou zangada. Como não consegue livrar-se desse sentimento e a infelicidade não vai embora, as pessoas infelizes não conseguem ser boas companhias ou ter empatia pelas outras pessoas.

3. Por que as mulheres têm bebés, mas os homens não?

Resposta: porque, dentro da barriga das mulheres, há um órgão chamado de útero, com o tamanho de um ovo de galinha, capaz de crescer como um balão e abrigar um bebé.

4. Como é que chove das nuvens?

Resposta: na verdade, as nuvens que vemos no céu são feitas de muitos pedacinhos de água que evaporou e está em forma de gás. Quando esses pedacinhos se juntam, fazem cair as gotas que chamamos de chuva.

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5. De onde eu vim? Como nascem os bebés?

Para responder às dúvidas sobre a chegada dos bebés, há que ter em conta a idade da criança que questiona.

Até aos 5 anos
Resposta: deve responder sempre a verdade, ou seja, esqueça a conversa das cegonhas. Uma boa forma de ilustrar a resposta para crianças mais pequenas é explicar, por exemplo, que o pai e a mãe têm uma semente que cresce na barriga.

A partir dos 6 anos
Resposta: a partir desta idade, é normal que a criança queira uma resposta mais elaborada, pois as dúvidas crescem e ficam mais complexas. Deverá acrescentar mais detalhes, explicando como a semente do pai entra no corpo da mãe, contando ainda como se desenvolve a gravidez e como o organismo feminino consegue alimentar o bebé, fazendo com que cresça. Uma boa ideia é procurar livros que ajudem nesta tarefa.

Adoção: como explicar em qualquer idade
Se tem um filho por adoção, seja sempre sincero, mostrando-se honesto para receber de volta a sua confiança. Pode, por exemplo, explicar que o seu filho teve um pai e uma mãe que, por situações da vida, não puderam assumir os seus cuidados – e vale dizer que isso foi bastante triste para eles. Saliente o amor que une a vossa família.

6. Como é que os bebés saem da barriga da mãe?

Mais uma vez, tenha em consideração a idade da criança que faz a pergunta.

Até aos 5 anos
Resposta: pode dizer que o bebé precisa de nascer quando fica demasiado grande para a barriga e que é nesta altura que está pronto para viver cá fora. Isso é bom porque toda a família que ver a sua carinha.

A partir dos 6 anos
Resposta: agora é hora de aprofundar as informações sobre o parto: o que é, como é feito, quem o realiza. Uma boa ideia é procurar livros que ilustrem o crescimento do bebé na barriga da mãe, explicando o seu desenvolvimento e necessidade de nascer.

7. O que é sexo?

Podemos admitir que este é o tema que mais embaraça os pais e, sim, é dos assuntos que mais intrigam as crianças. Vamos tentar deixar de lado o constrangimento e fazer o possível para ter uma conversa natural e fluida sobre o assunto. Lembre-se que o melhor é que os seus filhos aprendam e entendam a partir dos diálogos familiares o que é o sexo e qual o seu significado.

Até aos 5 anos
Resposta: Pode começar por explicar que o sexo é uma forma de carinho entre os adultos e que os pais demonstram o amor que os une desta forma. Diga que é algo íntimo, que se faz no quarto, afinal é um momento demasiado especial para os dois.

A partir dos 6 anos
Resposta: quando já são mais crescidas, as crianças percebem que os genitais da mulher e do homem são diferentes e que o toque dá uma sensação agradável. Pode, então, explicar que essa sensação leva ao ato em que os adultos fazem os bebés.

Dica: sempre que falar sobre o sexo, destaque que é algo só para os adultos, quando já se sentem preparados para o fazer.

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8. O que é masturbação?

Resposta: é normal tocar-se quando há uma sensação agradável e todos podemos fazê-lo, desde que seja na nossa intimidade e que ninguém esteja a ver. Isso não é uma brincadeira a fazer com amigos e deve ser um momento só nosso, de descoberta do nosso corpo. Sempre que tiveres alguma dúvida sobre o teu corpo, podes vir perguntar e conversar com os pais.

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9. O que é gay?

Cada vez mais, é difícil fugir a esta questão. No entanto, falar sobre sexualidade com as crianças deve mesmo ser um exercício a fazer de forma frequente. Fale com tranquilidade sobre o assunto e derrube os preconceitos (os seus também, se for o caso). Explique que ser gay é ter uma orientação sexual, tal como ser heterossexual.

Até aos 5 anos
Resposta: os gays são meninos que querem namorar outros meninos, ou meninas que querem namorar outra meninas.

A partir dos 6 anos
Resposta: ser gay é ser homossexual, que é uma pessoa que quer namorar com outra do mesmo sexo. Quem gosta de pessoas do sexo oposto, como a mãe e o pai, é heterossexual. Um menino gay quer namorar outro menino, por exemplo. Uma menina gay gosta de outra menina. Não é errado que se amem, todos devemos ser felizes como somos e é errado que outras pessoas fiquem incomodadas com isso. A diferença é que casais gays não podem reproduzir-se naturalmente, pois é preciso haver um homem e uma mulher para fazer um bebé.

10. O que acontece quando alguém morre

Há perguntas que não têm uma resposta exata nem simples, e esta é uma delas. Falar sobre morte exige habilidade dos pais, especialmente se a família está a passar por uma fase de luto.

Se a dúvida do seu filho envolve a morte, tente explicar da forma mais básica o que é morrer: ou seja, biologicamente, estar morto é deixar de respirar, ter um corpo que já não funciona. Explique que, em geral, animais e pessoas morrem quando já estão muito velhinhos e têm um coração ou cérebro que não funciona como deveria.

Não minta: diga que, quando morrem, não voltam mais. Não estão novamente entre nós como estavam enquanto vivos. Explique que podemos lembrar, sonhar, ver fotografias e matar as saudades que temos de quem já se foi. Deixe claro que quem morre não sofre mais.

Para sabermos como responder às perguntas difíceis dos nossos filhos, a regra é manter a calma e facilitar o diálogo sempre. Quanto mais conversarmos com os mais novos sobre as suas dúvidas, mais próximos de nós vão estar.

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Luana Freire Luana Freire

Estudou Jornalismo e Assessoria de Imprensa no Brasil, transferindo a paixão, bagagens e coração para o Porto, onde estudou Ciências da Comunicação na UP. Mãe, simpatizante do feminismo, devoradora de novidades, louca por viagens, boa música, boa conversa e boa comida. Mulher das letras, é adepta da escrita criativa e acredita que a palavra, com todas as suas máscaras e possibilidades, é infinita e capaz de mudar o mundo de quem a lê, ouve, toca, espalha e constrói.

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