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Crédito Universitário – Vida de Estudante não é fácil!

Ser estudante, afinal, não é pêra doce! Desengane-se quem pensa que é só noitadas de convívio. Não se pode esquecer as horas de estudo intermináveis, despesas com os livros, material escolar, refeições, transportes, entre outros.

Crédito Universitário – Vida de Estudante não é fácil!
Recorrer ao crédito para estudantes para suportar as despesas escolares

Mesmo numa universidade pública, os estudantes têm sempre que pagar as propinas, além de todas as despesas relacionadas com a frequência universitária.

 

Depois de resolvido o problema de conseguir entrar na Faculdade, após meses de estudo, chega um outro problema: Como garantir, no mínimo, 3 anos de estudos? Onde ir buscar os rendimentos?

Na maioria dos estudantes, a família representa a principal fonte de rendimento, outros têm acesso a bolsas de estudo e outros há que resolvem trabalhar enquanto estudam.

 

Crédito para estudantes é a solução?

No caso de nenhuma das soluções acima indicadas serem possíveis, o crédito universitário poderá ser uma solução. Tratam-se de empréstimos bancários com garantia mútua especialmente desenvolvidos para os estudantes universitários sem possibilidade de pagar as propinas, que queiram fazer uma licenciatura, mestrado, doutoramento, pós-graduação ou até participar do Programa Erasmus, e são o resultado de um protocolo entre o Estado e oito bancos nacionais: Banco BPI, Millennium BCP, BES, Santander, Caixa Geral de Depósitos (CGD), Montepio, BANIF e Caixa Agrícola.

 

Quanto a valores, o máximo do crédito vai até €25 mil para um prazo até cinco anos, ou o montante pode variar dos €1000 aos €5000 por ano.

 

O valor é pago mensalmente e durante o período de estudos apenas paga juros sobre o capital emprestado. No final do curso, pode optar por um prazo de carência de capital máximo de um ano, no qual continuará a pagar só os juros. O prazo de reembolso pode ir até aos dez anos, mas regra geral o período de pagamento compreende o dobro dos anos do curso.

 

Sendo o Estado fiador, supostamente, as condições têm de ser iguais em todas as instituições bancárias, no entanto, tal não acontece, pois alguns bancos cobram despesas que, na realidade, o crédito com garantia mútua não tem, como é o caso das comissões. Também o prazo do reembolso do empréstimo, em algumas instituições, é obrigatório que seja o dobro da duração do curso, não sendo possível pagar num prazo menor, se tal for o pretendido pelo estudante.

Outra desvantagem deste produto é que não é muito conhecido das instituições, o que leva muitas vezes a serem prestadas informações erradas ou até mesmo não serem dadas explicações por falta de conhecimento. Além disso, este crédito é um negócio pouco rentável para as instituições, pois representa muitas despesas associadas e pouco lucro para o banco, daí que muitas tentem vender os seus próprios créditos aos estudantes.

 

Devido à informação confusa existente a nível dos bancos, e aos aspectos que vão divergindo de banco para banco, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior explica que estes créditos são muito simples, mas a vontade está do lado das instituições bancárias: “Cada banco pede o plafond que quer, não é o Ministério que define quanto é que cada um recebe. Quando o plafond se esgota, já não podem dar mais crédito com a garantia do Estado”. A única coisa que é igual para todos são as regras do crédito com garantia mútua. “A base tem de ser igual para todos”.

 

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