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Gosta de uma boa fofoca? Saiba que cuscar pode ser mau para a saúde

Rumores, boatos, fofocas e notícias falsas. Provavelmente, acha estes termos inofensivos, mas a verdade é que cuscar pode ser mau para a saúde. Saiba tudo.

Gosta de uma boa fofoca? Saiba que cuscar pode ser mau para a saúde
Fofocas são aquilo de que ninguém diz gostar mas que toda a gente faz

Boatos, rumores e fofocas podem ser aversivos e problemáticos. As fofocas tendem a passar-se entre pessoas que têm uma história em comum ou interesses partilhados e através das redes sociais espalham-se mais rápido do que nunca. São aquilo a que frequentemente chamamos conversa fiada, e são quase sempre irrelevantes ou sem propósito. Mas será que cuscar pode ser mau para a saúde?

Cuscar pode ser mau para a saúde? Nem sempre!


Ninguém gosta de ser chamado de coscuvilheiro, já que geralmente significa que ser acusado de falar desrespeitosamente. Mas as fofocas nem sempre são negativas, muitas vezes são neutras, como no caso da tagarelice acerca de assuntos triviais.

As conversas triviais promovem a ligação entre pequenos grupos e são parte necessária das relações humanas. Bons amigos falam sobre as outras pessoas e através dessas conversas comparam os seus próprios padrões, os seus próprios valores e comparam o seu próprio comportamento com o dos outros.

As fofocas são comuns e são uma forma de transmissão de notícias entre pequenos grupos. São uma forma de partilhar informações e julgamentos sobre os outros e acabam por ser também comentários sobre as nossas próprias vidas, pois revelam a forma como avaliamos os outros.

Contudo, como em todos os julgamentos sobre os outros, as fofocas podem causar danos injustificados. Por vezes, a conversa é maliciosa e mancha a reputação de outra pessoa injustamente e, uma vez que o dano está feito, nem sempre é possível reparar.

tagarelice entre amigos

4 funções das fofocas na nossa vida

1) Como mecanismo de defesa: pôr em evidência que outro ser humano é muito inferior a nós pode trazer alguma satisfação momentânea. Esse sentimento cria um esquecimento temporário e parcial acerca das nossas próprias falhas e inseguranças;

2) Como desabafo emocional: as pessoas sobre quem fofocamos rapidamente se tornam o nosso escape. Sempre que estamos chateados com qualquer coisa, envolvemo-nos em fofocas caluniosas, manchando a imagem de outra pessoa;

3) Como conversação: pode ser uma forma de criar vínculo com outras pessoas;

4) Como vício: quantas vezes por semana se envolve em conversas acerca de assuntos de uma terceira pessoa? Sente que tem controlo sobre o que fala e o quanto fala?

Porque é que cuscar pode ser mau para a saúde?


Os rumores e as fofocas parecem inofensivos mas, na realidade, podem tornar-se prejudiciais à saúde, sobretudo quando se transformam em formas de bullying entre adolescentes, crianças e até entre adultos.

Os temas deste tipo de bullying podem ser variados, desde o aspeto físico a questões financeiras, podem ser sobre a própria pessoa ou sobre alguém que lhe é muito próximo e podem ser palavras ou imagens.

Quando estes problemas são abordados de forma sensata podem escalar de forma incrível, podendo atingir patamares de violência física a que já todos assistimos. Quando os problemas atingem esta magnitude, as vítimas podem apresentar um conjunto variados de problemas de saúde:

Em suma

Ser vítima de falsos boatos maliciosos pode fazer com que se sinta irado, desamparado e frustrado. Acima de tudo, não acredite no que está a ser dito sobre si e procure ajuda.

Se a vítima das fofocas maliciosas é outra pessoa, aplica-se a máxima: não faça aos outros o que não quer que lhe façam a si! Não partilhe, não comente e não se envolva em rumores criados propositadamente para ferir a suscetibilidade de alguém.

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Ana Graça Ana Graça

Mestre em Psicologia, pela Universidade do Minho, com a dissertação “A experiência de cuidar, estratégias de coping e autorrelato de saúde”. Especialização (Pós-Graduada) em Neuropsicologia Clínica, Intervenção Neuropsicológica e Neuropsicologia Geriátrica. Membro efetivo da Ordem dos Psicólogos Portugueses, com especialidade em Psicologia Clínica e da Saúde e Neuropsicologia. Além da Psicologia. é apaixonada por viagens, leitura, boa música, caminhadas ao ar livre e tudo o que traga mais felicidade!