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Demasiadas contas para pagar? 6 dicas para reorganizar as finanças

O seu mês já não aguenta mais contas para pagar? Reorganize-se. Temos algumas dicas para ajudá-lo a voltar a ter o orçamento em ordem.

Demasiadas contas para pagar? 6 dicas para reorganizar as finanças
Tudo começa com uma mudança

Ter despesas fixas mensais faz parte de quem tem uma casa para gerir. É a conta da água, a da luz, a do gás, a renda, o condomínio… as faturas para pagar vão surgindo na caixa de correio e, na verdade, nem se assusta muito, porque sabe que é normal.

Pode acontecer, no entanto, que o jogo das contas para pagar ao mês saia do seu controlo. Um dia olha para a caixa de correio e tem vários envelopes, todos a pedir a liquidação de dívidas e prestações e mensalidades, e de repente dá por si a olhar para um ordenado espremido quando o mês ainda nem vai a meio.

Revê-se nesta descrição? Então, aceite o diagnóstico: muito provavelmente está mergulhado num mar de contas para pagar todos os meses – mais do que aquelas que devia estar a pagar.

Como saber se tem demasiadas contas para pagar


demasiadas contas para pagar? 6 dicas para reorganizar finanças

Não é aquela prestação de cinco euros para o telemóvel novo que comprou nem são aqueles 10 euros da plataforma de séries online. É tudo junto que faz com que a sua vida financeira se desequilibre logo no início do mês.

O problema das contas mensais é que vão somando aos poucos, tão discretamente que nem dá conta. São cinco euros aqui, dez ali, mais cinco acolá, e quando dá por si tem largas dezenas de euros comprometidas todos os meses e já nem sabe muito bem porquê.

A forma mais fácil de fazer o seu diagnóstico é comparar o valor da sua conta no dia em que entra o ordenado com o valor da sua conta ao fim de uma semana. O dinheiro voou sem avisar para onde ia e, ao fim de oito dias, já só tem metade do ordenado que recebeu? É porque está demasiado comprometido e é hora de repensar as despesas.

Como lidar com as contas para pagar


demasiadas contas para pagar? 6 dicas para reorganizar finanças

Antes de mais, vamos partir de um consenso: é praticamente impossível viver sem contas fixas para pagar. A menos que viva numa caverna sem água nem luz, as contas vão sempre aparecer regularmente e isso, desde que não o sufoque, não tem mal nenhum. O objetivo aqui é ajudá-lo a controlar o número de contas e o peso que elas têm no seu orçamento, por isso não acredite que vai “limpar” o seu registo de compromissos milagrosamente.

1. Faça uma lista do que paga

É muito fácil perder o rasto às contas que paga mensalmente, sobretudo quando adere aos sistemas de débito direto. O dinheiro sai-lhe da conta regularmente, sem grande escândalo, e como não vê o processo nem se lembra que ele acontece.

Assim, o primeiro passo para uma vida financeira mais controlada é um registo. Olhe para o seu extrato bancário e identifique todas as contas que pagou e que são regulares: a água, a luz, o gás, a renda, o empréstimo do carro, o ginásio… tudo o que paga mensalmente.

Na lista devem constar a descrição da despesa, o montante e o nome do credor. É com esta informação que vai jogar nos passos seguintes.

2. Pondere agregar despesas

Olhe para a lista dos credores e categorize-os por área de negócio. Provavelmente a sua lista tem nomes de empresas que vendem a mesma coisa: telecomunicações, ginásios, energia, créditos… e se consolidasse estes valores?

Procure as empresas a quem paga e pergunte se não podem fornecer todos os serviços que usa naquela área de negócio, agregando a despesa total. Pode, por exemplo, juntar todos os telemóveis da família num único plano familiar, ou consolidar o crédito da casa com o do carro na mesma instituição bancária.

A vantagem de consolidar as dívidas é que, frequentemente, os prestadores do serviço concedem bons descontos, reduzindo a sua despesa total todos os meses.

3. Livre-se de algumas contas

Se está a sentir-se sobrecarregado com tantas contas para pagar, esta é uma estratégia da qual não vai poder fugir. A matemática não costuma ser subjetiva, por isso a solução segue sempre o mesmo caminho: se tem contas a mais, tem de passar a ter menos.

Para reduzir o número de contas para pagar todos os meses, um dos caminhos é anular os serviços de que beneficia. Custa deixar de ir ao ginásio ou passar a ir menos vezes? Claro que custa. Custa deixar de ver uma série? Sabemos que sim. Mas repare: nenhuma destas coisas é mais importante do que a sua saúde financeira.

Abdicar de uma parte da sua vida não é nada fácil, mas muitas vezes é a única alternativa. Se precisar de motivação, pense que este pode ser um corte temporário e que em breve pode voltar a subscrever aqueles serviços se recuperar a saúde financeira.

Outra forma de eliminar contas da lista é pagá-las na totalidade. Comprar bens de consumo em prestações raramente é bom negócio e deixa-o preso a mensalidades que, juntas, lhe pesam muito no bolso. Assim, se tem mensalidades ativas de produtos que comprou e não são impossíveis de pagar a pronto, amortize a totalidade da dívida. O esforço financeiro a curto prazo vai ser muito grande, mas vale a pena, porque no mês seguinte já não tem aquela conta para pagar. A partir daqui, lembre-se sempre: não é boa opção comprar produtos de baixo valor em prestações.

Outra dica que temos para lhe dar é olhar muito bem para o nome dos credores na sua lista e confirmar que em todos eles tem processos ativos. Falamos-lhe nisto porque não é raro deixarmos de utilizar serviços e esquecermo-nos de cancelar o respetivo débito direto. Resultado: passamos meses a pagar uma coisa que nem usamos!

4. Renegoceie com os credores

Se as dívidas se acumulam, não se deixe chegar ao limite: procure as instituições a quem tem de pagar prestações e peça para renegociar a dívida. Sabemos que admitir dificuldades financeiras não é fácil nem agradável, mas garantimos-lhe que nenhuma empresa vai preferir perder o dinheiro do que recebê-lo mais devagar. Tenha coragem, erga a cabeça e fale abertamente da sua situação.

5. Arranje mais rendimentos

Esta é uma solução limite, porque exige um maior esforço físico e mental, mas se de facto tem muitas contas para pagar e não consegue liquidá-las no imediato, o melhor é arranjar mais fontes de rendimento para o ajudar a fazer face a todos os custos.

A boa notícia é que se uma parte das suas despesas fixas mensais for relativa a compromissos de curta duração (por exemplo, bens de consumo que comprou a prestações), provavelmente esta fonte de rendimento extra é apenas temporária e pode libertar-se dela assim que acabar de pagar algumas dívidas.

6. Não arranje desculpas

Se tem mesmo de cortar nas despesas, não racionalize. Não arranje justificações para não abdicar deste ou daquele serviço, porque o objetivo não é convencer-se de que precisa, mas resolver a sua situação. Nós não precisamos de saber se a subscrição de massagens semanais é essencial ao seu bem-estar: a escolha entre elas e a sua saúde financeira é só sua.

Para cumprir melhor este objetivo, o nosso conselho é que pegue na sua lista de contas para pagar, selecione as descrições dos serviços e mostre a um amigo. Peça-lhe que indique as que acha menos essenciais e comece a cortar por aí. Se ele acha que não são essenciais, é porque provavelmente não são mesmo – por muito que lhe custe abdicar delas.

Acumular demasiadas contas para pagar é um erro muito comum e, não raras vezes, é o primeiro passo para uma situação de insolvência. Mantenha presente que só deve aceitar pagar mensalmente aquilo que não tem mesmo outra solução. Além disso, nesta situação, evite os débitos diretos. Pague tudo manualmente, para ter noção do que gasta. A atenção é a melhor amiga do seu bolso!

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