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Diabetes: 5 perguntas-chave para entender mais sobre este tema

Hoje em dia, a diabetes constitui um dos grandes desafios mundiais de saúde pública. Conheça as causas associadas a esta doença.

Diabetes: 5 perguntas-chave para entender mais sobre este tema
Saiba a que se deve o aumento da diabetes em todo o mundo

A incidência da diabetes está a aumentar a nível mundial, principalmente devido à diabetes tipo 2. Se está interessado em entender esta doença e quais as causas, consequências e tratamentos que poderão estar associados, este artigo é para si.

Diabetes: o que é?


A diabetes é uma doença metabólica, crónica, caracterizada por níveis elevados de glicose (açúcar) no sangue.

A insulina é uma hormona que permite a entrada de açúcar nas células, reduzindo a quantidade de açúcar circulante. Quando o pâncreas não consegue produzir insulina em quantidades suficientes para satisfazer o organismo, ou até mesmo quando existe uma resistência a esta hormona por parte dos órgãos, é aí que acontece a diabetes. Ou seja, quando esta hormona não funciona corretamente ou até mesmo quando não existe, o nível de glicose no sangue irá aumentar e, consequentemente, aparecerá esta doença crónica que é tão comum em todo o mundo.

Diabetes tipo 1: tudo o que precisa de saber

Quais são os sintomas?

A diabetes pode ser assintomática, ou aparecer com vários sintomas. Tome nota dos sintomas mais comuns:

  • sede excessiva;
  • fadiga;
  • sensação de formigueiro ou até mesmo dormência nas mãos e pés;
  • visão turva;
  • urinar com frequência;
  • vómitos;
  • dores abdominais;
  • infeções com alguma frequência;
  • perda de peso;
  • fome excessiva;
  • processo de cicatrização de feridas lento.

Saiba mais sobre os sintomas de Diabetes >>

Que tipos de diabetes existem?

a) Diabetes Tipo 1:

Na diabetes tipo 1, o diagnóstico é muito rápido e, normalmente, um pouco dramático. Também conhecida como diabetes juvenil ou insulinodependente, tem uma forte predisposição genética.

Caracterizada como sendo uma doença autoimune, onde o pâncreas perde a capacidade de produzir insulina, devido a um defeito presente no sistema imunológico (aparecimento de autoanticorpos contra as células beta pancreáticas).

b) Pré Diabetes

Acontece quando existem ligeiras alterações dos valores glicémicos no sangue, isto é, valores estes que não são normais, mas também não são suficientes para se conseguir considerar diabetes.

Normalmente, as pessoas que se encontram com alterações deste género têm tendência a vir a ter diabetes no futuro.

Pré diabetes: saiba mais sobre esta condição >>

c) Diabetes Tipo 2

Acontece quando existe uma resistência, por parte do pâncreas, à insulina, mas também quando a produção de insulina é relativamente pouca e insuficiente.

A diabetes do tipo 2, é o tipo mais comum que ocorre predominantemente em adultos. Está muitas vezes associada ao excesso de peso, ao sedentarismo e ao consumo excessivo de alimentos ricos em gorduras e hidratos de carbono refinados, que não são de todo proporcionais à energia que é despendida. Contudo, pode também manifestar-se devido a fatores genéticos, em que já há uma predisposição genética.

Neste tipo de diabetes, a doença pode, muitas vezes, não ser detetável assim que se manifestam os primeiros sinais. Ou seja, pode viver com diabetes do tipo 2 durante um longo período de tempo sem saber que a doença está presente.

d) Diabetes Gestacional

A diabetes gestacional desenvolve-se, normalmente, no 3º trimestre da gravidez. É resultante de uma resistência à insulina devido ao ambiente hormonal que é próprio da gravidez, sobretudo se já existe história familiar de diabetes.

Se está grávida, tenha calma. Nós vamos ajudá-la a compreender melhor este assunto!

Embora possam surgir alguns sinais de alerta, como a visão turva e sede excessiva, este tipo de diabetes tem tendência a desaparecer depois do parto. Trata-se, na maioria dos casos, de um período apenas durante a gravidez e no qual a grávida tem de tomar alguns cuidados.

O diagnóstico envolve duas fases:

  • avaliação da glicemía em jejum, na primeira consulta pré-natal;
  • reavaliação às 24-28 semanas, através de uma prova de tolerância à glicose oral (PTGO).

Quais são os tratamentos associados?

como administrar insulina na diabetes

A diabetes é uma doença crónica que não tem cura. No entanto, com a alteração do estilo de vida e tratamento farmacológico adequado, é uma doença controlável.

O objetivo no tratamento da diabetes, é controlar a quantidade de glicose que está presente no sangue, evitando assim as quedas ou picos ao longo do dia.

Para o tratamento da diabetes do tipo 1, é necessário que faça injeções de insulina de forma a manter normais, os valores de glicose no sangue. Para que isto aconteça da melhor maneira, o seu médico irá acompanhá-lo e ser-lhe-á fornecido um esquema de insulina (inclui tipos de insulina, dosagens adequadas, formas de administração corretas e horários).

Sempre administrada por baixo da pele, através de injeções em locais como braços, barriga, coxas e nádegas. Importa salientar que, a barriga é o local para as injeções de ação mais rápida e as coxas são mais utilizadas para injeções de ação intermédia.

Portanto, sempre que tiver um pico ou uma queda nos valores de insulina, deve aplicar a injeção na barriga.

No que toca ao tratamento da diabetes do tipo 2, este exige que altere os seus hábitos alimentares e, por sua vez, o seu estilo de vida.

A ingestão de alimentos com baixo teor de gorduras e açúcares, a prática de exercício físico, o controlo do peso, a monitorização periódica dos valores de glicose bem como as visitas médicas regulares, são alguns fatores que contribuem para um tratamento eficaz.

Contudo, se tem este tipo de doença, pode também ter que tomar alguns medicamentos para controlar os seus níveis de glicose. Em consulta com o seu médico, este indicará o tratamento mais adequado ao seu caso, que pode passar pela toma de comprimidos diferentes e até mesmo de injeções.

Falando agora no tratamento da diabetes gestacional, este visa diminuir os níveis de açúcar no sangue da mãe, de forma a que não prejudique o desenvolvimento do bebé.

Se for o seu caso, não fique preocupada. A prática de exercício físico juntamente com uma alimentação saudável, é muitas vezes suficiente para manter os seus níveis de glicose normais.

No entanto, se estas práticas não forem suficientes, existem outros métodos, como a toma de medicamentos por via oral ou até mesmo injeções de insulina temporárias.

Qual a importância da nutrição no tratamento da Diabetes?

nutrição é um elemento essencial no tratamento da diabetes, mas importa saber mais e informa-se junto ao médico que realiza o acompanhamento da doença.

Para muitas pessoas com esta doença crónica, é indispensável que se estabeleça um plano nutricional adaptado às suas preferências individuais bem como às suas necessidades glicémicas e atividades diárias. Por isso, se é diabético deve ser acompanhado por uma equipa de especialistas da nutrição, para que todo o processo de tratamento se torne mais fácil para si.

Não se esqueça que, a atividade física em conjunto com o equilíbrio na sua alimentação são a chave para ter um tratamento eficaz. Claro está, e nunca esquecendo, a medicação prescrita pelo seu médico.

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Catarina Milheiro Catarina Milheiro

Finalista da licenciatura em Gestão de Marketing, entende a partilha de informação através da escrita, como uma forma nobre da comunicação.