Publicidade:

Quais os efeitos do stress no nosso corpo? Fique a conhecer!

Os efeitos do stress sentem-se a todos os níveis, físico e mental. Perceba o que muda no seu corpo quando está ansioso e como o stress afeta o seu cérebro.

Quais os efeitos do stress no nosso corpo? Fique a conhecer!
Será que o stress é mais prejudicial do que aquilo que imagina?

Milhões de pessoas têm distúrbios de ansiedade em todo o mundo, daí que o stress represente um custo elevado para a saúde pública. Os efeitos do stress não se sentem apenas ao nível da nossa saúde mental e emocional, afetam também a nossa saúde física.

O stress é um perigo para a nossa saúde física


Quando estamos ansiosos, o nosso sistema nervoso simpático, responsável por controlar a nossa atividade corporal, é ativado: o fluxo sanguíneo aumenta para as extremidades do corpo (mãos e pernas) e diminui para os órgãos internos, levando a uma variedade de sensações (ritmo cardíaco acelerado; tonturas; dificuldade em respirar).

Portanto, os efeitos do stress ao nível do nosso corpo são imensos e registam-se diversas alterações em diferentes partes do nosso organismo.

efeitos do stress

Coração

O stress causa o aumento do batimento cardíaco e pode produzir um batimento cardíaco irregular, chamado de arritmia.

Pulmões

Pessoas que sofrem de altos níveis de stress tendem a respirar mais intensa e rapidamente, causando uma grande pressão nos pulmões. Por vezes, tal pode resultar num ataque de pânico, cujos sintomas variam entre falta de ar e hiperventilação.

Esta ingestão rápida de ar fornece mais oxigénio do que o seu corpo realmente precisa e resulta numa queda correspondente do dióxido de carbono no sangue. Por sua vez, esta queda força o coração a trabalhar ainda mais e sobrecarrega bastante o sistema respiratório.

Estômago

O stress afeta significativamente o sistema gastrointestinal. Quanto mais tempo o estômago está sujeito a um estado de agitação, maior é a probabilidade de surgimento de úlceras e síndrome do intestino irritável.

Quando está sob o efeito de grande stress, pode experienciar diferentes sintomas que evidenciam o desequilíbrio do sistema gastrointestinal, nomeadamente: indigestão; refluxo gástrico; náuseas; diarreia.

Músculos

A contração constante de determinados músculos pode causar tensão e dor. Daí que, quando estão sob grande stress, muitas pessoas apresentem queixas de dores de pescoço e costas.

Pele

Maior propensão para o surgimento de determinadas erupções cutâneas. Os estados de ansiedade favorecem a eclosão de surtos de psoríase.

Sistema imunitário

O sistema imunitário é o mecanismo que o corpo utiliza para nos colocar a salvo de vírus e bactérias. Altos níveis de ansiedade podem enfraquecer o sistema imunitário de forma dramática.

O stress também afeta o nosso cérebro


efeitos do stress no cérebro

O stress faz parte da vida de todos nós e quando se torna crónico pode trazer imensas consequências negativas à nossa saúde, nomeadamente ao nosso funcionamento cerebral. Têm sido divulgados estudos sobre os efeitos do stress no nosso cérebro:

a) A exposição prolongada ao stress provoca mudanças químicas e estruturais em várias regiões cerebrais;

b) O stress crónico pode ter consequências ao nível do tamanho do cérebro, da sua estrutura e do seu funcionamento;

c) Quando o nosso cérebro deteta uma situação de grande stress, e liberta uma hormona chamada cortisol, que estimula o nosso corpo para agir imediatamente. Contudo, altos níveis de cortisol durante longos períodos de tempo causam danos no nosso cérebro. Estes danos parecem situar-se ao nível das áreas cerebrais responsáveis pela memória, aprendizagem e capacidade de controlar a ansiedade;

d) A exposição ao stress pode precipitar ou agravar muitas doenças mentais, como é o caso da esquizofrenia, doença de Alzheimer e depressão.

Em conclusão, o stress pode afetar-nos física e emocionalmente, mais do que aquilo que imaginamos. Importa, portanto, alterar hábitos de vida, nomeadamente: dormir bem; fazer exercício físico; ter momentos de prazer e relaxamento; praticar exercícios de relaxamento; partilhar os nossos sentimentos e preocupações.

Veja também:

Ana Graça Ana Graça

Mestre em Psicologia, pela Universidade do Minho, com a dissertação “A experiência de cuidar, estratégias de coping e autorrelato de saúde”. Especialização (Pós-Graduada) em Neuropsicologia Clínica, Intervenção Neuropsicológica e Neuropsicologia Geriátrica. Membro efetivo da Ordem dos Psicólogos Portugueses, com especialidade em Psicologia Clínica e da Saúde e Neuropsicologia. Além da Psicologia. é apaixonada por viagens, leitura, boa música, caminhadas ao ar livre e tudo o que traga mais felicidade!