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Encontrar emprego depois dos 40: é impossível?

Mudar ou conseguir um novo emprego depois dos 40 parece-lhe impossível? Fique com as nossas dicas e pense num plano em ação.

Encontrar emprego depois dos 40: é impossível?
A idade não tem de ser um obstáculo

Uma situação de desemprego é complicada, difícil e desmotivadora em qualquer idade – e a desmotivação também se pode aplicar a um desejo de mudança na vida profissional. Mudar ou conseguir novo emprego depois dos 40 pode parecer impossível e, claro, não vamos ignorar que é difícil, mas não é um objetivo inalcançável.

Os números da taxa de desemprego têm vindo a adquirir contornos menos negativos nos últimos tempos. Mas, uma pessoa é bem mais do que um número e lidar com a perda de um emprego de 10 ou 20 anos, e/ou com as dificuldades familiares que advêm de uma situação de desemprego, não é nada fácil.

A idade pode tornar as coisas mais difíceis em algumas áreas, mas até nessas podemos afirmar que nada é impossível. Já ouviu falar que os 40 são os novos 30? Esta máxima nunca foi tão verdadeira no mercado. Fique com os nossos conselhos.

Emprego depois dos 40: como lidar com a procura de trabalho


emprego

1. Esqueça preconceitos

Eles existem, mas não os perpetue. Existem exceções à regra. O remédio para estes falsos preconceitos só depende de si e da atitude que adota na sua procura de emprego. Portanto, trate de provar que encontrar emprego depois dos 40 anos é possível. A sua atitude pode ser determinante numa entrevista em que o recrutador procurava candidatos mais jovens, por exemplo.

2. Mantenha o otimismo

Sabemos que esta noção é um grande cliché, mas é a mais pura das verdades. Em qualquer idade, a força do que dizemos a nós mesmos influencia bastante o nosso dia-a-dia. Foque-se em aspetos positivos, trabalhe a autoconfiança e aposte no que sabe fazer de melhor e valorize esses aspetos.

Até pode e deve aproveitar o tempo que agora tem livre para tratar de si e da sua mente com atividades como yoga, ler aqueles livros que tem acumulados na mesinha de cabeceira, começar a fazer algum desporto, etc. Estas atividades vão ajudar a manter uma visão mais positiva no seu dia a dia.

3. Recicle e atualize competências

Independentemente da sua área de trabalho, o mundo laboral está em constante mudança, por isso, com certeza que tem coisas para aprender, conceitos para atualizar e até novas tarefas em que precisa de treino para melhorar. Faça um update das suas competências profissionais. A formação é importante em qualquer idade.

4. Atualize o seu currículo

O mesmo se aplica ao CV. Há quantos anos não atualizava o seu currículo? Ter um CV bem estruturado, apelativo e original pode ser o primeiro passo para ser chamado para entrevistas.

curriculo

5. Valorize a sua experiência profissional

Ao ter este período de tempo sem trabalho, aproveite para reorganizar as suas competências e prioridades. De certeza que é altamente competente em determinadas atividades. Ponha-as em ação, interiorize que as suas melhores qualidades e, consequentemente, as habilitações que adquiriu são e serão uma mais valia.

6. Não tenha medo de começar do zero

Provavelmente, recomeçar do zero numa nova empresa pode significar um ordenado mais baixo ou condições menos boas do que as que estava habituado. Pode estar a trabalhar com pessoas quem têm menos idade e experiência. Primeiro que tudo, considere esse contacto com camadas mais jovens uma oportunidade para aprender e ensinar, e em segundo lugar, não encare o salário como um entrave quando está a começar de novo.

7. Aposte em redes sociais e marketing digital individual

Trate-se como se fosse uma marca que precisa de clientes, aposte nas redes sociais profissionais como o Linkedin, e inscreva-se em sites de emprego onde os recrutadores possam consultar o seu perfil.

8. Não desista de pesquisar

Dedique-se à procura de emprego e não desista. Não obter respostas é muito frustrante, mas desistir não vai levá-lo a conseguir uma nova posição. Dê preferência a anúncios que peçam experiência e envie muitas candidaturas espontâneas.

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Júlia Rocha Júlia Rocha

Licenciada em Ciências da Comunicação pela Universidade do Porto, sempre se deu bem com os livros, teclados de computador e canetas. A importância da palavra escrita num mundo tecnológico, aliada à história, ao cinema, literatura e televisão, são os seus maiores campos de interesse.