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Facebook cria Supremo Tribunal para avaliar contas

É verdade: o Facebook vai criar um Supremo Tribunal para decidir se determinadas contas devem ser apagadas permanentemente da rede social.

Facebook cria Supremo Tribunal para avaliar contas
Conselho será formado por várias pessoas

Foi Zuckerberg que confirmou uma novidade que há muito estava pensada: a criação de um Supremo Tribunal do Facebook está pensada desde 2018, mas só agora vai ver a luz do dia. A data oficial do lançamento não foi ainda confirmada, mas a empresa já está a trabalhar no processo.

Supremo Tribunal do Facebook vai ser uma realidade


supremo tribunal

A ideia é que este Supremo Tribunal seja responsável pelas decisões mais importantes, e críticas, do Facebook. De acordo com Mark Zuckerberg, CEO da empresa, mesmo que ele não concorde com as decisões finais, não poderá fazer nada contra as decisões desse “Conselho”.

Esta é uma ideia que tem estado “na gaveta” desde 2018 e que foi agora impulsionada pela recente eliminação de várias contas de Facebook associadas a ativistas de extrema-direita, nomeadamente as de Milo Yiannopoulos, Alex Jones e Louis Farrakhan.

De forma a evitar situações futuras e a obter um maior controlo sobre conteúdo inapropriado, algo que já está a acontecer no Instagram (uma das empresas detidas pelo Facebook), o Supremo Tribunal da rede social tem como função principal avaliar se determinada conta deve continuar ativa ou não.

Cada situação será avaliada de forma independente e, se eliminada, o detentor da conta pode “recorrer” da decisão e a rede social pode até voltar atrás na sua diretiva e reativar a conta – mas a empresa alerta que isso pode nem sempre acontecer.

Supremo Tribunal: os constituintes

Este “departamento” será constituído por 4 pessoas independentes, diferentes entre si em termos de crenças e pontos de vista. O Supremo Tribunal será constituído por pessoas que provêm de contextos distintos e que trabalham, inclusive, em áreas completamente opostas.

Dessa forma, o Facebook espera garantir decisões isentas e debates de ideias que não prejudiquem os utilizadores. Ainda assim, a empresa garante que, apesar de decidir sobre determinadas partilhas de conteúdo, não se vai responsabilizar por posts relacionados com diretivas de governos, fake news, publicidade, Inteligência Artificial e Feed de Notícias.

As regras oficias pelas quais o Supremo Tribunal se vai reger só serão, contudo, divulgadas em agosto de 2019. Depois de oficializar o lançamento da sua criptomoeda, o Facebook continua a inovar e promete não ficar aqui nos próximos tempos.

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Luísa Santos Luísa Santos

Licenciada em Ciências da Comunicação - Jornalismo, Mestre em Multimédia, cantora sem diploma nas horas livres. Trabalha atualmente em Marketing e Comunicação, é viciada em redes sociais e fervorosa adepta do desenrasque.