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30 anos de Game Boy: como os jogos mudaram para sempre

A indústria de videojogos mudou para sempre com o Game Boy, a primeira consola que trouxe a possibilidade de jogar em movimento, em qualquer altura e lugar.

30 anos de Game Boy: como os jogos mudaram para sempre
A consola icónica foi lançada há três décadas

Antes do Game Boy, ninguém sabia o que era jogar videojogos em movimento, numa consola portátil e totalmente independente. Afinal, tudo o que precisava era de dois pares de pilhas prontas para horas de diversão. O Game Boy faz 30 anos e mudou a forma como jogamos para sempre.

Game Boy: 30 anos de história


game boy

Fonte da Imagem: Wikipedia/Divulgação

Produzido pela Nintendo, ainda hoje a empresa de videojogos mais conceituada em todo o mundo, o Game Boy foi lançado em abril de 1989, no Japão. Só em julho chegou aos EUA e só passado um ano era recebido pelos países europeus.

Apesar de esse ter sido o segundo modelo portátil lançado pela Nintendo, foi sem dúvida o que maior sucesso conseguiu. Na verdade, a primeira consola do género foi a Game & Watch, bem mais pequena que o Game Boy, que acabou por ser descontinuado em 2003.

A verdade é que esta consola icónica, que mais tarde conheceu diferentes modelos, abriu caminho para uma série de equipamentos portáteis que hoje conhecemos, a par de outros produtos que hoje são até vistos como vintage. Reunimos, por isso, alguns dos momentos mais importantes que, hoje em dia, não existiriam sem o Game Boy.

As consolas portáteis

Ainda que esta não tenha sido a primeira linha portátil lançada pela Nintendo, foi sem dúvida marcante e determinante para todos os lançamentos que se seguiram, seja da parte da gigante japonesa, seja de outras marcas concorrentes.

De facto, o Game Boy abriu caminho para a portabilidade de jogos. As consolas foram ficando mais leves, substituindo as pilhas por baterias, acrescentando novos acessórios, diminuindo o formato em que disponibilizavam os jogos, entre tanto outros fatores.

O Game Boy deu lugar a modelos mais finos da mesma linha (Play It Loud!, Pocket, Light), ao Game Boy Advance, à Nintendo DS e às linhas que lhe seguiram. As possibilidades são imensas e prova disso é a Nintendo Switch, capaz de conjugar duas realidades completamente opostas.

A consola que abriu caminho para a Nintendo Switch

Um dos produtos da Nintendo que mais sucesso tem nos dias de hoje é a Nintendo Switch, uma consola que, para além de poder ser utilizada como “fixa” à TV, em casa, pode também ser levada para qualquer lado, uma verdadeira inovação nesta indústria tão criativa.

É precisamente aí que reside a maior vantagem da consola que podendo ser utilizada de duas formas diferentes, não apresenta os melhores dos gráficos, sobretudo quando comparada com aparelhos como a PS4 ou a Xbox One. Inspirando-se também nas consolas “fixas”, a Nintendo melhorou alguns dos seus melhores jogos e deu-lhes uma vida mais “portátil”.

E é na flexibilidade que oferece, baseada em características que não são topo de gama, que esta se distingue de outras consolas. A verdade é que foi no hardware simples do Game Boy que a Nintendo Switch se inspirou para apresentar um equipamento flexível, eficiente e de uma jogabilidade sem limites.

game boy color

Os acessórios do Game Boy

Gadgets que pareciam não ter fim e que a cada lançamento introduziam uma nova funcionalidade a um jogo. Foram esses acessórios que inspiraram a produção de novas e mais avançadas consolas. Se bem se lembra, entre câmaras, lupas e outros adaptadores, parecia não haver fim para a quantidade de acessórios que o Game Boy tinha.

Aparelhos como o Game Boy Advance, a Nintendo 2DS ou a Nintendo Labo inspiraram-se nas infinitas possibilidades da edição original do Game Boy para introduzirem novas funcionalidades aos seus jogos, ao incluírem câmaras frontais, pens, dois ecrãs e até a possibilidade de conjugar jogos digitais com acessórios de papel numa harmonia admirável.

Partilha de dados

(Muito) Antes de serem usadas tecnologias como infravermelhos, Bluetooth ou Wi-Fi de alta velocidade, existiam outras formas de partilhar dados, introduzindo novas funcionalidades aos jogos do Game Boy. Exemplo disso eram as longas trocas feitas entre Game Boys, através de um cabo que conectava ambos os aparelhos.

Se se lembra do Pokémon Red, certamente se lembra de trocar Pokémons entre amigos para ganhar os duelos mais complicados e assim aumentar a biblioteca de criaturas mágicas que permitiam, até, participar em torneios desafiantes.

A possibilidade de emulação

Foi graças ao Game Boy que se conheceu o significado de “emulação” aplicado a jogos. Isto significava que desde que tivesse o código de determinado jogo que jogava no Game Boy, podia inseri-lo num outro dispositivo que iria conseguir jogar exatamente o mesmo jogo.

Isto deve-se ao hardware com o qual a consola funcionava, que permitia replicar uma situação de jogo num outro equipamento sem que isso implicasse adicionar mais gadgets no meio do processo. A emulação continuou a ser explorada noutros jogos lançados ao longo das décadas, como é o caso do Halo, que podia também ser jogado noutros equipamentos.

Sem que se adivinhasse, sequer, o sucesso que o Game Boy viria a ter, de igual forma não se tinha a perceção da influência que esta consola portátil teria em modelos futuros. O hardware simples e característico deste aparelho tão icónico contribui para um desenvolvimento sem precedentes no seio da indústria de videojogos. 30 anos depois, o Game Boy continua a estar bem presente.

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Luísa Santos Luísa Santos

Licenciada em Ciências da Comunicação - Jornalismo, Mestre em Multimédia, cantora sem diploma nas horas livres. Trabalha atualmente em Marketing e Comunicação, é viciada em redes sociais e fervorosa adepta do desenrasque.