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Porque é que a inércia é inimiga do seu crescimento financeiro

Deixar as poupanças a “descansar” no banco pode dar uma sensação de segurança, mas essa inércia não o faz ter mais dinheiro. Talvez esteja na hora de mudar.

Porque é que a inércia é inimiga do seu crescimento financeiro
Por vezes é preciso arriscar para fazer crescer a sua conta bancária

A inércia domina muitos de nós e em muitas vertentes. Resistimos a fazer exercício físico, a começar uma alimentação saudável ou a voltar a estudar. E isto também acontece a quem tem algum dinheiro ou bens. O receio de se perder o que se tem e que, muitas vezes, custou a ganhar, é um dos grandes motivos para essa inércia, mas é preciso combatê-la.

Se revê a sua atitude relativamente às suas finanças nesta breve descrição, talvez deva continuar a ler este artigo. É importante que perceba que não fazer nada relativamente a essa inércia tem consequências. Quanto mais não seja, faz com que esteja estagnado. E se, em alguns casos, isso pode não ser significativo, em muitos outros faz muita diferença.

De seguida, enumeramos algumas situações em que a inércia é verdadeiramente inimiga do seu crescimento financeiro ou faz com que aquilo que tem não seja gerido como pretende. Mas também lhe damos sugestões de como ultrapassar essa falta de atitude.

Inércia nos investimentos

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Investir aquilo que se ganha e que tantas vezes foi ganho à custa de muito suor nem sempre é fácil. Mas o dinheiro parado não cresce. Os medos são vários: que não seja a altura certa, que o investimento escolhido não seja o melhor, que o objeto do seu investimento desvalorize, e por aí em diante.

Estes receios são legítimos e não há forma de prever se cada investimento vai mesmo correr bem, mas se tiver o dinheiro parado, tendo em conta que a inflação é constante, de certa forma já está a perder.

Resolução

Uma forma que pode fazer com que lhe custe menos a investir é não o fazer de uma única vez. Pode, por exemplo, parcelar o valor que pretenda investir para o fazer aos poucos.

Outra coisa que pode fazer para, psicologicamente, lhe custar menos, é definir que este investimento parcelado seja feito de forma automática. Emocionalmente, é mais fácil de lidar com a situação.

Inércia de um trabalho mal pago

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Permanecer num trabalho mal pago por muito tempo tem duas consequências automáticas: desvaloriza-o no mercado e fá-lo perder a noção do que é um pagamento justo.

Apesar de muitas vezes as pessoas se queixarem de ganhar mal, a verdade é que se calhar não estão a fazer tudo ao seu alcance para mudar essa situação. Não que alguém tenha prazer em ganhar pouco, mas talvez por nem se saber bem o que fazer para fugir a isso.

Com o passar do tempo acaba por existir um impacto psicológico que nos faz questionar se efetivamente merecemos ganhar mais. E mesmo que tenha a possibilidade de ter um novo trabalho, caso lhe perguntem quanto espera ganhar, a sua resposta será condicionada pelo pouco que tem ganho até então. E quanto mais tempo ficar nessa situação pior.

Tenha em mente que uma promoção monetária, por norma, tem por base o seu salário anterior. Isso significa que um aumento pode não ser muito significativo, porque existirá sempre uma comparação com o que ganhava antes.

Resolução

Tenha consciência do que vale tomando nota dos seus atributos e competências profissionais. Compare os requisitos dos trabalhos a que se candidata com essas competências e com as observações feitas ao seu desempenho ao longo do tempo. Se vir que é capaz de dar resposta, não tenha receio de pedir um valor justo.

Se não tem bem noção do que é um valor justo, consulte um site como o PayScale que, através da descrição da função e a sua localização, o ajuda a perceber qual é a média de salários para a sua profissão.

Se gostava de continuar na empresa onde está, faça esta mesma recolha sobre as suas competências e exponha em que medida é uma mais-valia para a empresa. Se o aumento não acontecer, não se deixe ficar por mais tempo em situação precária.

Inércia na gestão de bens

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Quem tem bens e propriedades muitas vezes não se preocupa em deixar diretrizes para o caso de lhe acontecer alguma coisa e como se deve proceder em caso de falecimento ou invalidez.

Normalmente, não estamos à espera que aconteça uma desgraça, por isso não fazemos testamentos e não tomamos medidas para assegurar que aquilo que temos leva o destino que desejamos.

Resolução

Defina um prazo para ter a questão resolvida. Cumpra esse prazo, caso contrário a inércia continuará a dominar a situação e tudo ficará na mesma ou irá arrastar-se por mais tempo do que devia.

Leia o nosso artigo sobre como fazer um testamento e lembre-se de o rever a cada 3 ou 5 anos, ou sempre que ocorra uma alteração significativa aos seus bens.

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