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Infidelidade financeira: 5 sinais que o devem deixar alerta

A infidelidade financeira é um problema grave e que pode levar à rutura de qualquer relação. Esteja atento aos sinais e evita problemas a longo prazo.

Infidelidade financeira: 5 sinais que o devem deixar alerta
Saiba quais são

Já ouviu falar em infidelidade financeira? É um termo que tem vindo a ganhar cada vez mais força em todo o mundo e que serve para explicar as situações em que um dos elementos do casal mente sobre as dívidas ou rendimentos ao outro.

Este problema é gerado, sobretudo, à conta da falha de comunicação entre o casal e agrava-se quando a omissão desses factos leva ao aumento das dívidas e, em casos mais graves e extremos, ao sobreendividamento.

Desengane-se se acredita que a infidelidade financeira só pode ser aplicada a grandes compras e investimentos: a aquisição de uma simples peça de roupa ou de um smartphone a crédito sem o conhecimento do parceiro é o primeiro passo para problemas graves que, feitas as contas, pode levar à acumulação de dívidas elevadas e ao fim da relação.

Ainda assim, os casos mais graves e comuns um pouco por todo o mundo são a contratação de cartões de crédito e de créditos pessoais sem o conhecimento do parceiro.

Será que a infidelidade financeira é motivo para separação? De acordo com um estudo da fundação norte-americana National Endowment for Financial Education, 75% dos inquiridos que já tinham sofrido com uma situação deste género admitiram que, depois da descoberta, a relação acabou por sofrer danos.

5 sinais de infidelidade financeira


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Existem alguns sinais que o devem deixar alerta e que permitem evitar surpresas desagradáveis a curto prazo, nomeadamente:

1. Não quer mesmo falar de finanças

Se o seu parceiro evita falar de finanças algo poderá estar errado. Este é sempre um tema sensível, mas a recusa constante em abordar o tema pode ser uma pista para um problema maior.

Se acredita que esse é o caso, então fale abertamente e sem julgamentos morais com o seu companheiro.

2. Insiste em tratar sozinho das finanças do casal

Este é um assunto sensível e que deve sempre ser gerido a dois. Quando o orçamento de um casal está entregue apenas a um dos parceiros, as situações de risco financeiro são elevadas, principalmente se o responsável pela gestão não partilha a evolução ao longo dos tempos.

Assim sendo, deverá insistir por ser envolvido em todo o processo, afinal de contas, as decisões financeiras devem sempre ser tomadas a dois.

3. Esconde os gastos

Se já percebeu que o seu cônjuge tem por hábito esconder alguns dos gastos que faz, por mais pequenos que sejam, mantenha-se alerta. Esse é o primeiro passo para problemas bem maiores e devastadores a longo prazo.

4. Pede assinaturas em documentos sem explicar motivos

Este é um dos principais e mais alarmantes sinais de infidelidade financeira. Nunca assine um documento em branco ou sem ver muito bem o que está lá escrito. Pode estar a permitir a aprovação de um crédito ou empréstimo que, em pouco tempo, pode tornar-se numa autêntica dor de cabeça financeira.

5. Dinheiro lá de casa desaparece

Muitos casais continuam a guardar algum dinheiro por casa. Se esse valor começa a desaparecer e não sabe os motivos para tal, comece a desconfiar. Esse é mais um dos sinais de infidelidade financeira que o devem deixar alerta.

Infidelidade financeira traduzida em números


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Do outro lado do oceano Atlântico, nos Estados Unidos da América e no Brasil, existem alguns estudos sobre o tema.

Segundo a consultora Harris Poll, dois em cada cinco americanos garantiu já ter mentido ao parceiro em matéria financeira. Entre os inquiridos, mais de um terço (39%) admitiu ter omitido uma conta bancária, uma compra, dinheiro ou uma dívida do companheiro.

Já num estudo junto de 1500 casais, levado a cabo pela norte-americana Ameriprise Financial, mais de metade (59%) dos inquiridos disse ter escondido certas despesas do companheiro porque o valor gasto não era suficientemente elevado, enquanto 17% reconheceu não admitir essas despesas por não ser fácil falar do assunto.

Pelo Brasil, a consultora Cerbasi & Associados fez uma sondagem a 800 internautas. Depois de analisadas as respostas, chegaram à conclusão que 41% das pessoas eram infiéis financeiramente e 67% consideravam aceitável fazer compras de valor elevado sem o conhecimento do parceiro.

E em Portugal? Ainda não existem dados concretos sobre esta matéria, mas o Banco de Portugal permite que os consumidores consultem as dívidas de que são titulares ou co-titulares.

Se acha que está a ser vítima de infidelidade financeira pode, pelo menos, saber quais as dívidas em que é co-titular.

É possível evitar a infidelidade financeira?

A resposta é simples: sim, é possível. Basta uma enorme dose de confiança e de diálogo constante entre os dois elementos do casal.

Por altura do casamento, o molde escolhido para firmar esse “contrato” também pode ajudá-lo a evitar surpresas desagradáveis. Os especialistas em finanças aconselham o regime de separação de bens para garantir que o seu património fica salvaguardado.

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Pedro Andrade Pedro Andrade

O amor à voz e às palavras levou-o, desde sempre, à rádio. Entrega-se à escrita (mais ou menos) criativa sem nunca esquecer a paixão pelo mar, pela boa comida e pelos serões rodeado da família e amigos.

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