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7 lugares escondidos no Alentejo para descobrir este verão

Já foi eleita "melhor região vinícola do mundo" e um dos "melhores destinos para se visitar", mas há lugares escondidos no Alentejo que esperam por si.

7 lugares escondidos no Alentejo para descobrir este verão
Conheça melhor estes encantos alentejanos

Entre montes e sobreiros, há lugares escondidos no Alentejo que merecem a sua atenção e que valem a pena a visita. O Alentejo é uma região de grande beleza e com muitos lugares que, ao longo dos tempos, foram sendo esquecidos em prol de lugares mais mediáticos e com muitos outros tesouros escondidos que iremos partilhar consigo.

Seja qual for o motivo que o leva até lá, poderá sempre contar com a simplicidade da terra e das pessoas que fazem do Alentejo, um local onde há sempre algo novo para descobrir.

7 lugares escondidos no Alentejo


A norte, o ritmo é marcado pelo verde da campina. A sul, a paisagem combina com sol, calor e um ritmo acelerado. Assim é esta região. Para descobri-la melhor, revelamos 7 lugares escondidos no Alentejo, que o farão apaixonar-se ainda mais.

1. Pedreira Plácido Simões, Estremoz

estremoz

O que é que pode tornar uma simples pedreira num dos lugares escondidos no Alentejo mais interessantes? O facto de descer mais de 80 metros em profundidade, num total de 14 pisos e 40 mil metros quadrados.

Um local que enche bem o olho a qualquer um e que pode ser visitado, apesar de este curto passeio não ser aconselhável para todos, por isso se sofre de vertigens, talvez seja melhor optar por outra atividade. Se realmente decidir entrar, então irá conhecer o chamado “ouro branco do Alentejo”, designação dada ao mármore bem como testemunhar a famosa “Lagoa Azul do Alentejo”, dada a cor da água fazer lembrar a existente nos Açores.

2. Museu do Estanho Apeles Coelho, Vila Viçosa

Este museu único dá a conhecer a arte de trabalhar o estanho, bem como o percurso artístico de um artesão em particular, Apeles Coelho. Foi construído a partir do espólio particular do artista, que faleceu em 2015, e que foi doado à câmara municipal da cidade pelo seu filho. É um importante exemplo para perceber como esta arte está presente e marca o território nacional e que agora tem caído em desuso.

3. Aldeia de Azaruja, Évora

azaruja

Já se chamou de forma bem romântica Vila Nova do Príncipe, mas o regime republicano implantado em 1910 não gostou do nome e alterou-o para Azaruja. Esta é uma das mais populosas e industrializadas aldeias do distrito de Évora, devido às fábricas de processamento de cortiça ali existentes, que refletem anos e anos de influência e interesse inglês e catalão nesta prática.

Uma visita a esta bonita aldeia deve ainda contemplar a Igreja Paroquial, o Pelourinho, o Palácio do Conde da Azarujinha, a antiga estação de comboios, o arco do portão da Quinta de Santo António e a Ermida de Nossa Senhora do Monte do Carmo.

4. Cromeleques dos Almendres, Évora

Cromeleques dos Almendres

Este complexo megalítico é o maior conjunto de menires estruturados da Península Ibérica. Não há indicação precisa do ano da sua construção, porém depreende-se ser de, pelo menos, 3000 a.C.

Os Cromeleques dos Almendres são constituídos por 95 blocos de pedra, denominados de monólitos e foram descobertos em 1964 pelo investigador Henrique Leonor Pina e encontram-se em propriedade privada, na Herdade dos Almendres. Mas fique descanso, pois esta área foi cedida para utilização pública, estando assim disponível para quem desejar visitar e sentir-se como se pertencesse a outros tempos.

5. Centro Interativo da História Judaica, Monsaraz

A Casa da Inquisição alberga agora o Centro Interativo da História Judaica, cujo objetivo é dar a conhecer a passagem da comunidade judaica por terras de Monsaraz, todos os vestígios, influências e sinais que foram deixando.

Este projeto museológico ocupa os dois pisos da casa e é possível descobrir desde pormenores tão únicos como a história de Abraão Alfarime, um judeu entre as várias dezenas de habitantes de Monsaraz que foram acusados pela Inquisição, com recurso a vídeos e documentos reais.

6. As pinturas da Ermida de São Neutel, Santa Águeda

Longe da civilização e envoltas pelo típico montado alentejano, encontram-se as pinturas da Ermida de São Neutel. Para as visitar é preciso bater à porta dos caseiros, os guardiões deste tesouro histórico a que cabe a tarefa de preservar a ermida. Este é um bom exemplo de pintura mural religiosa, que cativa pelos desenhos e as cores que sobrevivem até aos nossos dias.

7. Torre de Menagem do Castelo, Beja

Torre de Menagem do Castelo

Se acha que subir 183 degraus numa escada em formato de caracol é uma tarefa simples, então nada lhe custará subir até ao topo da Torre de Menagem do Castelo de Beja, que é, aliás, a mais alta da Península Ibérica, com 40 metros de altura.

Depois do esforço e partir do varandim que contorna a torre, poderá testemunhar uma das vistas mais abrangentes da grande planície alentejana.

Perca-se de amores por estes lugares escondidos no Alentejo que revelam uma região com tantos mistérios e históricas bonitas para partilhar.

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