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Marcas automóveis esquecidas: recorde 8 delas

Vítimas do seu próprio percurso, há grandes marcas automóveis esquecidas que não conseguiram garantir a sua continuidade. Conheça os motivos da sua extinção.

Marcas automóveis esquecidas: recorde 8 delas
Conheça as marcas que caíram no esquecimento

Com o passar dos anos e as sucessivas mudanças na indústria automóvel, foram várias as construtoras que simplesmente não conseguiram competir e preservar a sua existência, acabando por se integrarem na lista de marcas automóveis esquecidas. As exigências da tecnologia, as atualizações do mercado, as políticas na gestão de produtividade e a recetibilidade do próprio público fizeram com que a filosofia de muitas marcas acabasse por não fazer mais sentido, num mundo que vive de atualizações constantes.

Apesar de algumas marcas terem vivido até ao último segundo com um público comprador fiel às suas motivações, foram os factos e números que tiveram mais peso e as fizeram cair por terra. Todos os anos, as mais variadas construtoras de automóveis são financeiramente postas à prova e obrigadas a investir enormes quantias de dinheiro no desenvolvimento, produção e inserção dos seus modelos nos mercados globais.

Cada marca tem o seu público alvo de utilizadores e, hoje em dia, os requisitos de garantia de sucesso passam, em grande parte, pela componente da gestão político-financeira, assim como por compreender as demandas do mercado que, cada vez mais, se tornam mais exigentes. O número de modelos por marca quase que quadruplicou pelas questões de customização do tipo de veículos – devido aos nichos de modelos criados por cada segmento -, assim como por causa das particularidades que cada marca pretende oferecer a um público alvo mais exigente, em relação à forma como cada um deseja desempenhar as suas atividades a bordo de um automóvel.

Este é um segmento da indústria que, por vezes, poder tornar-se cinzento e menos clássico. Antigamente, as marcas desenhavam os seus carros e colocavam como pano de fundo a bandeira e o patriotismo dos seus países. Porém, a globalização dos produtos, a flexibilidade da tecnologia a incorporar-se rapidamente nos automóveis e o plano de marketing bem estruturado para promover as vendas são, atualmente, alicerces fundamentais que muitas construtoras não seguiram à risca e fizeram com que muitas marcas automóveis fossem esquecidas.

Recorde 8 grandes marcas automóveis esquecidas


Algumas marcas automóveis esquecidas resultaram essencialmente de dois motivos interligados: a produção limitada de alguns modelos – muito por fruto da pouca demanda para proporcionar a comercialização dos mesmos –  e o impacto reduzido que algumas marcas tiveram, dentro da sua época.

Porém, faz sentido referir que, em alguns casos particulares, certas marcas automóveis esquecidas não desapareceram, de todo, devido à falta de competência e mérito em desenvolver modelos que se tornassem icónicos, mesmo numa escala reduzida. Muitos deles, tornaram-se colecionáveis pelo seu elevado status e senso tecnológico que, simplesmente, na altura, não faziam qualquer sentido e, em muitas das situações, foram modelos “mal-amados” ou, apenas, “incompreendidos”.

Desta forma, sugerimos que conheça a seleção de 8 grandes marcas automóveis esquecidas que revitalizarão a sua memória, ao mesmo tempo, que fica a par dos motivos que levaram algumas marcas a encerrar o seu percurso.

1. De Soto

A marca americana de automóveis De Soto foi fundada em 1928, por Walter Chrysler, e fabricada sob custódia do grupo Chrysler. Fez sucesso no top de vendas no ano em que introduziu o seu primeiro modelo, sendo que este recorde permaneceu até 1960. A marca De Soto foi pioneira em introduzir a tecnologia de faróis que rebatiam para o interior da carroçaria.

O propósito desta marca nunca foi o de apresentar modelos de luxo. Na verdade, a lógica partia antes do desenvolvimento de modelos acessíveis para o povo americano. Porém, numa tentativa de mudança de abordagem, a De Soto decidiu fabricar modelos mais requintados e luxuosos, mas não teve sucesso nas vendas, o que acabou por comprometer a sua filosofia inicial e precipitar o início do seu fim. A Chrysler tentou “reanimar” a marca até 1978.

 

2. Oldsmobile

A Oldsmobile foi fundada por  Ransom Eli Olds, em 1897, e comprada pelo grupo General Motors, em 1908. Os modelos desta marca levavam a cabo o bom estilo americano: grandes dimensões, muito espaço e extrema potência, com os famosos motores de 8 cilindros. O modelo mais popular da marca foi o 442, um “muscle car” de tração traseira que tinha um motor V8 que debitava entre 160 e 400 cv de potência (entre a primeira e a segunda versão).

Oficialmente, a Oldsmobile encerrou a sua fábrica em 2004, mas o baixo volume de vendas, em todo o seu percurso, anunciava sistematicamente que a marca não viria a ter muito sucesso. A par da Daimler, Peugeot e Tatra, a Oldsmobile é considerada uma das marcas mais antigas da indústria automóvel.

 

3. Daihatsu

Durante muitos anos, a marca Daihatsu foi uma das maiores marcas japonesas. Criada em 1907, originalmente a marca dedicava-se à montagem de mini-carros, de estrutura compacta, especificamente para transporte e trabalho. Mas foi a partir de 1951 que a marca foi re-editada de forma a desenvolver automóveis com uma finalidade mais generalista, de modo a exportar os seus modelos para o mercado europeu e, posteriormente – no final dos anos 80 -, para o mercado norte-americano.

Dois dos modelos lançados para o mercado – ambos de categoria compacta e citadina – o Charade, de 1987 e o Rocky, de 1988, pretendiam rivalizar com algumas construtoras de renome, como a Suzuki. Porém, os preços relativamente altos para o tipo de arquitetura dos modelos apresentados, assim como a escassez de representantes da marca fora do Japão, fez com que a Daihatsu acabasse por, silenciosamente, desaparecer em meados dos anos 90, com a crise asiática em contraste com o alto valor do dólar americano.

Em 2016, todos os direitos da marca foram comprados pela gigante japonesa, Toyota.

 

4. DMC

A DMC – DeLorean Motor Company – foi originalmente formada em 1975, pelo próprio John DeLorean, um executivo de renome na indústria automóvel. Na sua tentativa de produção de carros desportivos, o mais conhecido ficou pelo nome de DeLorean DMC – 12, produzido entre 1978 e 1982. Inteiramente construído em aço, integrava um motor V6 capaz de produzir 200 cavalos de potência. Mas seguramente que a popularidade deste carro não se deveu apenas às suas famosas portas de abertura vertical, mas antes à sua participação na sequela de filmes do “Regresso ao Futuro”, em 1985.

Três anos antes do filme ter sido lançado, a marca registava falência e nunca antes uma marca automóvel tinha passado por circunstâncias tão negativas e distintas: a DeLorean ficou com o seu nome associado a um dos maiores escândalos de fuga ao fisco, assim como sendo um dos maiores importadores de cocaína para os Estados Unidos da América.

 

5. Tatra

A República Checa é detentora de uma das marcas mais antigas – a seguir à Daimler – até agora registadas, mas sobretudo é uma das marcas automóveis esquecidas. Fundada em 1850, começou por produzir veículos até 1897. Durante a Segunda Guerra Mundial, produziu exclusivamente motores para equipar tanques, o que serviria de mote para a sua sobrevivência.

Após a Segunda Grande Guerra, a Tatra produziu essencialmente camiões, mas foi através do lançamento do seu super-desportivo – o MTX V8 – em 1991, que ficou mundialmente conhecida. Este vinha equipado com duas versões de motor V8 (de 215 e 301 cavalos de potência) que atingia 265 km/h. Foram somente produzidas 5 unidades deste modelo em particular e somente 90 mil unidades na totalidade de veículos. A marca foi obrigada a encerrar em 1999, entrando diretamente para o grupo de marcas automóveis esquecidas.

 

6. De Tomaso

A marca italiana De Tomaso foi considerada uma das marcas mais promissoras na segunda metade do século XX. Esta teria o seu início em 1959 e foi fundada por Alejandro de Tomaso, um jovem argentino que ambicionava a produção de carros de alta competição, como a Fórmula 1, nos anos 60. Porém, o gosto por carros desportivos de turismo estava na lista de considerações de Alejandro.

Entre vários modelos lançados, de forma a ser uma alternativa à concorrência (como a Ferrari, Lamborghini e Maserati), o mais conhecido acabara por ser o De Tomaso Pantera (produzido entre 1971 e 1991), um modelo super-desportivo curvilíneo da baixo perfil. Foram lançadas várias versões, todas elas equipadas com motores Ford V8 de 5.8 litros com 335 cv de potência.

A produção deste modelo terminaria em 1991, com uma totalidade de 7260 exemplares produzidos, dentro das variadas versões evolutivas lançadas no mercado durante 20 anos. Em 2004, a De Tomaso foi extinta.

 

7. Horch

A relevância da Horch dentro da lista de marcas automóveis esquecidas passa por uma particularidade bastante simples: é uma das marcas que teve um papel sólido na concretização do lançamento da Audi no mercado, tal como a conhecemos hoje.

A empresa foi fundada no início do século XX, em 1904, por August Horch que era especialista em produzir automóveis de alto desempenho, bastante luxuosos e extremamente caros, sendo utilizados unicamente pela elite alemã. Em meados dos anos 30, fundiu-se a três construtoras alemãs de renome – Audi, DKW e Wandener – de forma a criarem a Auto Union. Esta marca conjunta tinha o mesmo logótipo dos quatro anéis, que ainda hoje é utilizado pela própria Audi.

Após a Segunda Guerra Mundial, a marca passou a ser descontinuada, perante uma Alemanha destruída e numa profunda recessão económica.

 

8. Saab

Apesar de não considerarmos totalmente que a Saab seja uma das marcas automóveis esquecidas, as gerações mais novas podem considerá-la como uma pertencente da lista. Fundada em 1945 na Suécia, por dois engenheiros aeronáuticos especializados na conceção de motores e asas para aviões militares, os dois homens decidiram aplicar o conhecimento adquirido na produção de veículos de estrada.

Porém, as motivações da Saab foram sempre singulares à das restantes construtoras automóveis. Em alguns casos, foram geniais em elevar a questão da segurança no desenvolvimento de carros, assim como na apresentação de soluções engenhosas na forma de conduzir os seus modelos. Mas a Saab tinha um grande problema: o custo de desenvolvimento dos seus carros, na década de 80 e 90, era superior ao volume de vendas revertidas em compensação.

Em 2000, a General Motors tomou posse da marca com o intuito de melhorar a produtividade e partilhar plataformas de outros modelos das restantes marcas do grupo americano. Sem sucesso, a empresa sueca foi vendida à construtora holandesa – Spyker – de forma a planear um novo ciclo para a Saab. Apesar de ter lançado alguns modelos emblemáticos – como o modelo 900, de 1993 – e ter recebido sucessivas ajudas de outras construtoras; a partir de 2014, a Saab não resistiu ao seu baixo volume de vendas e a falta de visão no novo mundo automóvel.

 

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