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Medicação segura: 10 regras para bom uso da medicação

Estima-se que 50% dos cidadãos em todo o mundo não tomem corretamente os medicamentos. É urgente mudar esta realidade através da medicação segura.

Medicação segura: 10 regras para bom uso da medicação
A utilização responsável do medicamento permite poupar muitos milhões

Não há grandes dúvidas em relação ao grande contributo dos medicamentos para a eficiência dos sistemas de saúde. Todavia, apenas a toma de uma medicação segura contribui para que todos estes benefícios sejam alcançados.

Assim, poderá contribuir-se para a redução da doença, redução da mortalidade e para a promoção da melhoria da qualidade de vida de todos nós.

Em que consiste a medicação segura?


Falamos de utilização responsável do medicamento ou de medicação segura quando um medicamento é utilizado somente quando necessário e quando os critérios da sua seleção estão baseados nas mais recentes evidências científicas e têm em consideração as preferências manifestadas pelo paciente.

Mais ainda, implica que a disponibilização do medicamento tenha sido feita atempadamente e que a sua administração tenha ocorrido da forma mais correta. Nos casos de utilização responsável, o paciente utiliza o medicamento tal como foi recomendado pelo médico que o prescreveu, de forma a obter a maior eficácia terapêutica possível.

Medicação segura: não abdique destas 10 regras


medicação segura é quando um medicamento é utilizado somente quando necessário

Estima-se que 50% dos cidadãos, em todo o mundo, não tomem a medicação de forma correta. Os números fazem que com esta realidade mereça a sua atenção, de forma a alterar comportamentos e o mais rapidamente possível. Para tal, importa conhecer algumas regras essenciais para uma medicação segura.

1. Adesão à terapêutica medicamentosa conforme prescrito

Infelizmente são muitas as situações em que os pacientes não tomam os seus medicamentos de forma correta, desde não respeitar as doses aos horários prescritos pelo médico. Este comportamento pode estar na origem de complicações que podem comprometer a saúde.

2. Otimização do uso dos antibióticos

O acesso facilitado a antibióticos e a perceção generalizada de que tratam qualquer tipo de infeção leva muitas vezes a que estes sejam utilizados de forma excessiva e indiscriminada, prejudicando a sua saúde.

Além disso, a utilização desadequada dos antibióticos pode acarretar custos acrescidos para o sistema de saúde, nomeadamente através de hospitalizações e tratamentos mais dispendiosos.

3. Diminuição dos erros de medicação

Os erros de medicação podem acontecer na fase da prescrição, preparação, dispensa, administração ou monitorização e podem resultar em hospitalizações evitáveis e utilização adicional de medicação.

4. Utilização de genéricos

Muitas vezes, o recurso a genéricos seguros e de baixo custo está subaproveitado. São ainda muitos os que duvidam da sua eficácia, quando, na verdade, a composição é igual a um medicamento de um laboratório mais conhecido.

5. Gestão da toma em simultâneo de vários medicamentos

Falamos de polimedicação nas situações em que os pacientes tomam simultaneamente vários medicamentos. Uma gestão inadequada desta situação pode trazer graves e dispendiosos problemas.

6. Armazenamento adequado da medicação

A medicação deve ser guardada ao abrigo da luz, da humidade e de temperaturas elevadas.

Deve ainda estar armazenada numa única localização da casa, que não deve ser a cozinha, nem a casa de banho e permanecer na embalagem de origem.

Mais ainda, os medicamentos devem ser guardados fora do alcance das crianças.

7. Dizer não à automedicação

A automedicação ou a utilização de medicamentos prescritos a outra pessoa não pode acontecer, mesmo que os sintomas lhe pareçam semelhantes. Se for algo simples ou ligeiro, poderá procurar apoio farmacêutico, caso contrário, deverá apenas tomar alguma coisa mediante aconselhamento médico.

8. Toma informada

Antes de iniciar uma medicação é importante conversar com o médico que a prescreveu, bem como ler o folheto informativo que acompanha o medicamento.

O paciente deve questionar o médico acerca da duração da toma do medicamento e acerca do que fazer perante o surgimento de efeitos secundários.

Deve também informar o médico acerca de todos os medicamentos (inclusive os de venda livre) e suplementos nutricionais que esteja a tomar

9. Ter em atenção os prazos de validade

A data de início da toma ou a data de abertura da embalagem deve ser registada.

Medicamentos cuja validade já passou não devem ser administrados.

Além disso, os medicamentos fora de prazo ou com aspeto alterado (cor, consistência ou cheiro) devem ser entregues na farmácia.

10. Monitorização da qualidade da prescrição em pessoas idosas

A polimedicação nos doentes idosos, assim como a utilização de medicamentos potencialmente inapropriados é bastante frequente, estando associada ao risco aumentado de reações adversas a medicamentos, à morbilidade e a uma utilização dos recursos de saúde que podia ser evitada.

Assim sendo, no caso de pessoas de idade avançada, pode ser útil criar lembretes escritos de forma a prevenir trocas de medicação e esquecimentos.

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Ana Graça Ana Graça

Mestre em Psicologia, pela Universidade do Minho, com a dissertação “A experiência de cuidar, estratégias de coping e autorrelato de saúde”. Especialização (Pós-Graduada) em Neuropsicologia Clínica, Intervenção Neuropsicológica e Neuropsicologia Geriátrica. Membro efetivo da Ordem dos Psicólogos Portugueses, com especialidade em Psicologia Clínica e da Saúde e Neuropsicologia. Além da Psicologia. é apaixonada por viagens, leitura, boa música, caminhadas ao ar livre e tudo o que traga mais felicidade!