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Menos tempo no Facebook: rede social em declínio

As pessoas passam cada vez menos tempo no Facebook. A rede social está a perder para plataformas como o Instagram ou Snapchat.

Menos tempo no Facebook: rede social em declínio
Tempo de utilização está a decrescer

Há vários fatores que podem explicar o facto de as pessoas passarem menos tempo no Facebook. A alteração do Feed de Notícias pode ser um dos motivos, mas a verdade é que as gerações mais novas estão a optar por outras redes sociais e não precisam, por isso, de aceder tanto ao Facebook como se poderia esperar.

Utilizadores passam menos tempo no Facebook


pessoa usa facebook

Se, no último ano, já constatou consigo próprio que tem passado menos tempo no Facebook, saiba que não está sozinho. A utilização global da rede social está em declínio e desde 2017 que se verificam números decrescentes no tempo de utilização.

Será este o princípio do fim da plataforma? A verdade é que é possível viver sem Facebook, mas que não precisamos, para já, de pensar no final definitivo da rede social. O que precisamos, por sua vez, é de constatar que os seus utilizadores têm, efetivamente, passado menos tempo a navegar na app.

Quem avança com a análise é a eMarketer, conhecida plataforma de análises do género, que afirma que os utilizadores mais novos preferem outras redes sociais e que, por esse motivo, não usam tanto o Facebook, aquela que foi uma das primeiras redes do género a ser criada.

Tempo de utilização diminui

A eMarketer comparou a utilização do Facebook, Instagram e Snapchat por parte de utilizadores maiores de 18 anos e concluiu que, ao contrário das outras duas, as pessoas passam cada vez menos tempo no Facebook. Em média, os utilizadores passavam 41 minutos por dia na rede em 2017. Em 2018, o valor caiu para 38 minutos.

Para 2021, a previsão diz que o tempo irá diminuir mais um minuto. O mesmo não acontece com o Instagram, empresa detida pelo Facebook que está em franco crescimento. Desde 2016 que a plataforma é cada vez mais utilizada, deixando o Snapchat cada vez mais para trás.

Ainda assim, o tempo de utilização apontado ao Instagram continuará muito mais baixo que o atribuído ao Facebook (até mesmo em 2021). A diferença entre as plataformas está, isso sim, no crescimento apresentado – e o do Instagram tem sido claramente mais eficiente.

utilizacao do facebook diminui

Fonte da Imagem: eMarketer/Divulgação

O porquê

A empresa de Zuckerberg tem experimentado diferentes abordagens à sua forma de trabalhar, sobretudo por causa dos escândalos de falhas de privacidade que aconteceram nos últimos anos. Entre venda de dados pessoais a permissões indevidas dadas a apps externas, o Facebook teve de enfrentar um pouco de tudo recentemente.

Como forma de se “redimir”, a plataforma foi apresentando algumas mudanças de forma a voltar a ganhar a confiança dos seus utilizadores – já que muitos acabaram por eliminar a conta que tinham na rede social. Um dos motivos que pode explicar o declínio no uso do Facebook serão as mudanças implementadas no Feed de Notícias.

Também a gradual eliminação do clickbait pode estar na origem destes resultados. A verdade é que são muitos os esquemas encontrados na rede social, aos quais as pessoas acediam sem saberem do que se tratava. Para além disso, as gerações mais novas estão, de momento, a preferir outras redes sociais – pelo que o Facebook “não está a conseguir a popularidade desejada entre os mais novos”, tal como afirma Debra Williamson, analista do eMarketer.

reacoes numa app de telemovel

As consequências

Ainda que o Facebook seja dono de diferentes serviços, como o WhatsApp, Messenger e Instagram (que deverão ser fundidos num futuro próximo), a sua maior fonte de rendimento provém da “plataforma-mãe”, isto é, o próprio Facebook.

O declínio da utilização pode significar igual declínio do lucro obtido pela empresa, algo que pode não ser uma grande notícia para a empresa – muito menos agora, que acaba de anunciar o lançamento de uma criptomoeda própria.

De facto, o Facebook não está a conseguir o sucesso pretendido entre os mais jovens, engagement essencial para a empresa, que pode começar a adotar novos anúncios publicitários como forma de manter e/ganhar cada vez mais lucro.

O E-konomista já tinha abordado o declínio de utilização recentemente, mas a verdade é que os números continuam a decrescer ao contrário daquilo que seria desejável. O historial de fugas de informação e falhas graves de privacidade não auguram nada de bom para o futuro do Facebook, mas a verdade é que a plataforma tem tentado recompor-se.

Mesmo depois de perder milhares de utilizadores mais recentemente, a rede social criada por Mark Zuckerberg está a lutar para se manter “à tona” e a par de outras plataformas – tendo o Twitter e o Snapchat como duas das maiores concorrentes.

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Luísa Santos Luísa Santos

Licenciada em Ciências da Comunicação - Jornalismo, Mestre em Multimédia, cantora sem diploma nas horas livres. Trabalha atualmente em Marketing e Comunicação, é viciada em redes sociais e fervorosa adepta do desenrasque.