Publicidade:

Sabe com que frequência deve mesmo mudar os lençóis?

Mudar os lençóis é uma tarefa doméstica extremamente importante. Sabe se o material dos lençóis influencia o tratamento? Contamos-lhe tudo.

Sabe com que frequência deve mesmo mudar os lençóis?
O tipo de lençol tem influência na mudança?

Sabe qual a frequência ideal para mudar os lençóis? Será que os diferentes tipos de lençóis influenciam o modo de lavar?

Mesmo que não saiba a resposta a estas questões, apostamos numa coisa: deitar-se numa cama lavada com lençóis limpos, frescos, suaves e cheirosos é algo extremamente agradável, principalmente depois de um dia cansativo. Essa sensação deve, afinal, ser mais frequente do que possa imaginar, pois mudar os lençóis é uma das tarefas mais importantes que pode fazer em casa.

A verdade é que cada um tem a sua rotina de limpeza com as suas regras estipuladas, até no que diz respeito à frequência com que os lençóis devem ser trocados. Mas será que o faz num espaço de tempo razoável? Será que a regra que segue não está a prejudicar a sua saúde?

Mudar os lençóis: esta é a frequência correta


mudar os lençóis

De cada vez que entra na sua cama, está a deitar-se com um enorme número de ácaros, bactérias, sebo, pele morta, pelo, bolor, suor e ainda a malfada bactéria e.coli, ou seja, a bactéria fecal. Além de se irem gerando cheiros desagradáveis, os lençóis podem acabar por representar um perigo para a saúde e higiene, podendo causar reações alérgicas ou piorar condições como a asma ou a rinite, caso sofra das mesmas.

Por isso, é fundamental que troque a sua roupa de cama com regularidade. Assim, as suas horas de sono e descanso serão melhores e a sua saúde também vai sair beneficiada.

A ciência tem uma explicação

Segundo o Instituto Pasteur, uma vez a cada 7 dias é o período mais razoável para mudar os lençóis. No entanto, e se conseguir vencer a preguiça, pode mudar os lençóis mais vezes, pelo menos no verão, quando suamos mais.

Esta é, também, a opinião também defendida por Philip Tierno, microbiologista da Universidade de Nova Iorque, em declarações ao Business Insider. O especialista revela que se os lençóis forem deixados na cama durante muito tempo, a vida microscópica que vive no seu interior pode mesmo deixar-nos doentes. Como tal, mudar os lençóis uma vez por semana ajuda a travar a quantidade de fungos e bactérias invisível ao olho humano, mas que tão mal nos pode fazer.

Essa questão agrava-se se pensarmos que, por ano, em média, os seres humanos produzem na cama cerca de 26 litros de suor, o que se converte no ambiente quente e húmido perfeito para a proliferação de microrganismos.

Mas, mudar os lençóis não é suficiente


Além de substituir lençóis usados por uns limpos, é importante que areje o quarto todos os dias, abrindo as janelas e deixando circular ar fresco, no mínimo durante 20 minutos.

Na hora de lavar os lençóis, deve lavá-los a 60ºC com um detergente antibacteriano. Além disso, deve procurar estender a roupa ao sol antes de passá-la a ferro. Desta forma vai eliminar mais bactérias e evitar problemas de saúde ou de higiene.

Não se esqueça que também o seu pijama deve ser trocado pelo menos uma vez por semana e, de 3 em 3 meses, lave a sua almofada a altas temperaturas, já que esta também está sujeita a ácaros, bactérias e saliva. Estará a pensar que nunca lavou a almofada? Então, está mesmo na altura de o fazer.

Quando mudar os lençóis, pode aproveitar também para retirar o pó que, entretanto, se acumula na superfície do seu colchão. Desta forma, vai mantê-lo em boas condições por mais tempo e muito mais limpo. Mas faça-o sempre com o aspirador, de modo a limpar realmente todas as impurezas e não as espalhar para outras partes do quarto.

Tipos de lençóis: interfere no tipo de cuidados a ter?


lençóis

Os tipos de lençol costumam variar bastante quanto à qualidade do tecido, mas independentemente disso, os cuidados a ter no que à mudança diz respeito são exatamente os mesmo que já lhe mostramos.

Assim sendo, o uso de diferentes tipos de lençóis apenas se relaciona com os gostos pessoais de cada um. Conheça quais são e atente às principais características.

Lençóis 100% algodão

São os lençóis mais utilizados e excelentes para a generalidade das pessoas por serem macios, apresentarem uma boa relação preço / qualidade e serem antialérgicos. Além disso, são lençóis de fácil manuseamento, providenciando um toque suave e confortável, têm boa resistência ao uso e lavagens e secam rapidamente.

Lençóis de algodão egípcio

Os lençóis feitos neste tipo de material apresentam uma qualidade superior em relação aos lençóis de algodão comuns e encontram-se entre as opções mais nobres e duráveis para um jogo de roupa de cama. Dado que são feitos com fibras longas e macias, este tipo de material é mais resistente.

Lençóis de microfibra

Os lençóis também podem ser feitos a partir de fibras sintéticas de poliéster, acrílico ou nylon. Entre as suas vantagens encontram-se o bom isolamento térmico; a secagem com facilidade; o facto de ser antialérgico; a facilidade na lavagem, sendo bastante resistente à lavagem na máquina e também é mais fácil de secar do que os demais tecidos.

Todavia não são tão duradouros como os materiais previamente referidos.

Lençóis de seda

São o suprassumo dos lençóis. Possuem elevada qualidade e muita elegância, mas estas são apenas 2 das muitas vantagens em optar por este tipo de lençol. Quer saber mais?

  • Toque suave e liso, o que produz uma sensação agradável e completamente adaptável à forma do corpo;
  • É um produto natural;
  • Elimina o habitual atrito contra os lençóis e travesseiros, logo é benéfico para pele e cabelo. No caso da pele, elimina as marcas típicas que aparecem quando saímos da cama; nos cabelos evita a quebra e o embaraço;
  • Ajusta-se perfeitamente à temperatura corporal, faça frio ou calor;
  • Possui uma ação eficaz contra os ácaros, bactérias e outros, por isso, são totalmente recomendados para pessoas com alergias variadas ou doenças da pele.

Todavia também tem algumas desvantagens, nomeadamente o facto de não possuir elasticidade, logo poder ser mais difícil de manusear na cama; a seda é bastante sensível à luz solar, logo não pode ficar exposta ao sol durante muito tempo; e o facto de a seda ser um mau condutor de eletricidade, logo pode acumular cargas estáticas.

Lençóis de cetim

O lençol de cetim é feito a partir de seda, com a diferença de que na sua confeção são utilizadas tramas mais fechadas, tornando-o numa alternativa mais económica.

Agora já sabe: independentemente do tipo de material que escolha, pela sua saúde, deve mudar os lençóis pelo menos uma vez a cada sete dias, mudando também as fronhas e o pijama.

Veja também:

Limpeza e Arrumação