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Níveis de inglês: Quadro Europeu Comum de Referência

Gostaria de saber quais são os níveis de inglês, de acordo com o Quadro Europeu Comum de Referência? Damos-lhe toda a informação que precisa de saber.

Níveis de inglês: Quadro Europeu Comum de Referência
Sabe quais são os níveis de inglês?

Ao construirmos um curriculum vitae, é crucial dar informação sobre conhecimentos relativos aos níveis de inglês que refletem a sua performance linguística neste idioma. Para tal, é importante estar a par dos níveis de inglês, de acordo com o Quadro Europeu Comum de Referência. Se não sabe do que se trata, chegou ao sítio certo. Passamos-lhe, de seguida, toda a informação relativa ao tema.

Níveis de Inglês no Quadro Europeu Comum de Referência


1. Compreensão Oral

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A1: Consegue reconhecer palavras e expressões simples de uso corrente relativas a si próprio, à sua família e aos contextos em que se encontra inserido, quando lhe falam clara e pausadamente.

A2: É capaz de compreender expressões e vocabulário de uso mais frequente e que se relaciona com aspetos de interesse pessoal – como, por exemplo, família, compras, trabalho e meio em que vive. É capaz de entender o essencial de um anúncio e de mensagens simples, curtas e claras.

B1: É capaz de compreender os pontos centrais de uma sequência falada que se debruce sobre assuntos correntes do trabalho, da escola, dos tempos livres, entre outros. Consegue compreender os pontos principais de muitos programas de televisão e rádio acerca de temas atuais ou assuntos de interesse pessoal ou profissional, quando lhe falam de forma relativamente lenta e clara.

B2: É capaz de compreender exposições longas e palestras, e até de seguir partes mais complexas da argumentação, desde que o tema lhe seja relativamente familiar. Consegue compreender a maior parte dos noticiários e de outros programas informativos que passam na televisão. É capaz de compreender grande parte dos filmes, desde que seja usada a língua padrão.

C1: Consegue compreender uma exposição longa, mesmo que não esteja claramente estruturada ou quando a articulação entre as ideias esteja apenas implícita. É capaz de compreender programas de televisão e filmes sem ter grande dificuldade.

C2: Não apresenta dificuldade em compreender qualquer tipo de enunciado oral, tanto cara a cara como através dos meios de comunicação, mesmo quando o ritmo de fala é rápido – como no caso dos falantes nativos -, sendo apenas necessário algum tempo para se familiarizar com o sotaque.

2. Leitura

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A1: Consegue compreender nomes conhecidos, palavras e frases muito simples, como, por exemplo, em avisos, cartazes ou folhetos.

A2: Consegue ler textos curtos e simples. É capaz de encontrar uma informação previsível e concreta em textos simples de uso corrente – como, por exemplo, anúncios, folhetos, ementas, horários. Consegue compreender cartas pessoais curtas e simples.

B1: É capaz de compreender textos em que predomine uma linguagem corrente quotidiana ou que se relacione com o trabalho. Consegue compreender descrições de acontecimentos, sentimentos e desejos, em cartas pessoais.

B2: Consegue ler artigos e reportagens sobre assuntos contemporâneos, em relação aos quais os autores adotam determinadas atitudes ou pontos de vista particulares. É capaz de compreender textos literários contemporâneos, escritos em prosa.

C1: Consegue compreender textos longos e complexos, literários e não literários, e distinguir estilos. É capaz de compreender artigos especializados e instruções técnicas longas, mesmo quando não se relacionam com a sua área específica de conhecimento.

C2: É capaz de ler com facilidade, praticamente todas as formas de texto escrito, incluindo textos mais abstratos, linguística ou estruturalmente complexos, como manuais, artigos especializados e obras literárias.

3. Falar: Interação oral

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A1: É capaz de comunicar de forma simples, desde que o seu interlocutor se disponha a repetir ou dizer por outras palavras, num ritmo mais lento, e o ajude a formular aquilo que gostaria de dizer. É capaz de perguntar e de responder a perguntas simples sobre assuntos conhecidos ou relativos a áreas de necessidade imediata.

A2: É capaz de comunicar em situações simples, do dia a dia, sobre assuntos e atividades habituais que exijam apenas uma troca de informação simples e direta. É capaz de participar em breves trocas de palavras, apesar de não compreender o suficiente para manter a conversa.

B1: Consegue lidar com a maior parte das situações que podem surgir durante uma viagem a um local onde a língua é falada. Consegue entrar, sem preparação prévia, numa conversa sobre assuntos conhecidos, de interesse pessoal ou pertinentes para o quotidiano.

B2: É capaz de conversar com a fluência e espontaneidade suficientes para tornar possível a interação normal com falantes nativos. Pode tomar parte ativa numa discussão que tenha lugar em contextos conhecidos, apresentando e defendendo os seus pontos de vista.

C1: É capaz de se exprimir de forma espontânea e fluente, sem dificuldade aparente em encontrar as expressões adequadas. É capaz de utilizar a língua de maneira flexível e eficaz para fins sociais e profissionais. Formula ideias e opiniões com precisão e adequa o seu discurso ao dos seus interlocutores.

C2: Consegue participar sem esforço em qualquer conversa ou discussão, e mesmo utilizar expressões idiomáticas e coloquiais. É capaz de se exprimir fluentemente e de transmitir com precisão pequenas diferenças de sentido. Sempre que tenha um problema, é capaz de voltar atrás, contornar a dificuldade e reformular, sem que tal seja notado.

4. Produção Oral

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A1: Consegue utilizar expressões e frases simples para descrever o local onde vive e pessoas que conhece.

A2: É capaz de utilizar uma série de expressões e frases para falar, de forma simples, da sua família, de outras pessoas, das condições de vida, do seu percurso escolar e do seu trabalho atual ou mais recente.

B1: É capaz de articular expressões de forma simples para descrever experiências e acontecimentos, sonhos, desejos e ambições. Consegue explicar ou justificar opiniões e planos. É capaz de contar uma história, de relatar o enredo de um livro ou de um filme, e de descrever as suas reações.

B2: Consegue exprimir-se de forma clara e pormenorizada sobre uma vasta gama de assuntos relacionados com os seus centros de interesse. É capaz de explicar um ponto de vista sobre um dado assunto, apresentando as vantagens e desvantagens de diferentes opções.

C1: Consegue apresentar descrições claras e pormenorizadas sobre temas complexos que integrem subtemas, desenvolvendo aspetos particulares e chegando a uma conclusão adequada.

C2: É capaz de, sem dificuldade e fluentemente, fazer uma exposição oral ou desenvolver uma argumentação num estilo apropriado ao contexto, e com uma estrutura lógica tal que ajude o seu interlocutor a identificar e a memorizar os aspetos mais importantes.

5. Escrever

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A1: Consegue escrever um postal simples e curto, por exemplo, na altura de férias. É capaz de preencher uma ficha com dados pessoais, como, por exemplo, num hotel, com nome, morada e nacionalidade.

A2: É capaz de escrever notas e mensagens curtas e simples sobre assuntos de necessidade imediata. Consegue escrever uma carta pessoal muito simples, por exemplo para agradecer algo.

B1: Consegue escrever um texto articulado de forma simples sobre assuntos conhecidos ou de interesse pessoal. É capaz de escrever cartas pessoais para descrever experiências e impressões.

B2: É capaz de escrever um texto claro e pormenorizado sobre uma vasta gama de assuntos relacionados com os seus interesses. Consegue redigir um texto expositivo ou um relatório, transmitindo informação ou apresentando razões a favor ou contra um determinado ponto de vista. Consegue escrever cartas evidenciando o significado que determinados acontecimentos ou experiências têm para si.

C1: É capaz de se exprimir de forma clara e bem estruturada, apresentando os seus pontos de vista com um certo grau de elaboração. Consegue escrever cartas, comunicações ou relatórios sobre assuntos complexos, pondo em evidência os aspetos que considera mais importantes. Mostra-se capaz de escrever no estilo que considera apropriado para o leitor que tenha em mente.

C2: Consegue escrever textos num estilo fluente e apropriado. É capaz de redigir de forma estruturada cartas complexas, relatórios ou artigos que apresentem um caso através de uma estrutura lógica que ajude o leitor a aperceber-se dos pontos essenciais e a memorizar o assunto. É capaz de fazer resumos e recensões de obras literárias e de âmbito profissional.

Desta forma, baseando-se nos níveis de inglês, de acordo com o Quadro Europeu Comum de Referência, é mais fácil identificar o seu conhecimento relativo a esta língua.

Preparado para fazer um upgrade no currículo?

Todas as normas citadas neste artigo seguem o modelo Europass.

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Catarina Mesquita Catarina Mesquita

Licenciada em Línguas e Literaturas Modernas, variante de Estudos Portugueses e Ingleses, Pós-Graduada em Linguística Portuguesa e Mestre em Estudos Portugueses Multidisciplinares, possui experiência de mais de quinze anos ao serviço da educação, da tradução e da escrita.