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Obesidade: saiba como combater este problema de saúde pública

39,4% da população portuguesa tem excesso de peso e 14,2% são obesos. Estes números demonstram a importância de agir sobre a obesidade. Saiba como!

Obesidade: saiba como combater este problema de saúde pública
Em Portugal, o número de pessoas obesas tem vindo a aumentar

A obesidade caracteriza-se por um acumular anormal ou excessivo de gordura corporal que pode atingir níveis capazes de afetar a saúde. Importa conhecer melhor este problema de saúde pública, de forma a compreender as suas causas, consequências e formas de prevenção e tratamento.

Em que consiste a obesidade?


A quantidade de calorias que cada um de nós necessita é variável e está relacionada com o sexo, a idade e a atividade física praticada. O excesso de calorias, que surge como consequência de um balanço positivo entre aquilo que é consumido e aquilo que é gasto, armazena-se no organismo, e conduz à obesidade.

Podemos definir obesidade como a situação em que existe uma acumulação excessiva de massa gorda corporal, com potencial impacto negativo na saúde. O padrão de medida utilizado internacionalmente para traduzir a obesidade é o índice de massa corporal (IMC), que se obtém através da divisão do peso (em Kg) e o quadrado da altura (em metros).

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, valores normais de IMC são aqueles que se situam entre 18,5 e 24,9. O excesso de peso (pré-obesidade) oscila entre 25 e 29,9, e a obesidade está presente quando o IMC é superior a 30.

Mais ainda, a obesidade pode ser dividida em 3 classes:

a) Classe I – (IMC 30,0 – 34,9);

b) Classe II – (IMC 35-39,9);

c) Classe III – (IMC superior a 40).

Atualmente, este é um dos principais problemas de saúde pública a nível mundial, sendo não só considerada uma doença crónica como também um importante fator de risco para o desenvolvimento de outras doenças crónicas de elevada morbilidade e mortalidade.

acumulação excessiva de massa gorda corporal

Os números da obesidade


Para compreender a gravidade que este problema de saúde pública representa importa atentar aos números que traduzem esta realidade. A obesidade tem vindo a aumentar assustadoramente a nível mundial, daí que seja já considerada por muitos especialistas a epidemia do século XXI.

No ano de 2005, a Organização Mundial de Saúde alertou para o facto de existirem, a nível global, cerca de 1,6 biliões de adultos com excesso de peso e pelo menos 400 milhões com obesidade.

Os números que traduzem a realidade portuguesa não são mais animadores, já que no nosso país a acumulação excessiva de massa gorda corporal é também um grave problema de saúde pública. A prevalência da pré-obesidade na população portuguesa adulta é de cerca de 34% e de 12% para a obesidade.

Quais as principais causas?


De forma simplista, podemos dizer que a obesidade surge na sequência de um desequilíbrio energético, ou seja, quando a energia ingerida excede a energia despendida por um período de tempo considerável. Contudo, não existe uma causa única para a obesidade. Pelo contrário, existem vários fatores (bioquímicos, dietéticos, comportamentais) que contribuem para o acumular excessivo de gordura corporal.

Alguns fatores ambientais/comportamentais têm sido apontados como a grande causa da obesidade, nomeadamente: o aumento do teor de gordura nos alimentos, as dietas de grande densidade energética, a redução dos níveis de atividade física ou o aumento do comportamento sedentário.

Formas de prevenção e tratamento


Formas de prevenção e tratamento da obesidade

As consequências negativas que o excesso de peso acarreta para a saúde são imensas, variando desde o aumento do risco de morte prematura aos efeitos adversos na qualidade de vida, pelo que importa apostar na sua prevenção e tratamento.

O regime alimentar e a atividade física são alguns dos principais fatores de risco para a obesidade. Felizmente são modificáveis, ou seja, se corrigidos, podem contribuir para a prevenção ou tratamento da obesidade. Mais ainda, ao nível da prevenção, importa apostar em medidas educativas que envolvam toda a sociedade na aprendizagem de atitudes positivas relacionadas com os hábitos saudáveis.

Quanto ao tratamento, quando o IMC é superior a 30 e o risco de morbilidade associado é muito elevado, habitualmente é aconselhado um plano de redução de peso seguido de um plano de manutenção de peso a longo-prazo.

Quando o risco já é considerado extremamente elevado, ou seja, quando o IMC é igual ou superior a 40, e o tratamento convencional não foi capaz de reduzir o peso excessivo, o paciente tende a ser referenciado para uma consulta especializada, de forma a avaliar a necessidade e a pertinência da realização de cirurgia.

Estratégia a seguir


A obesidade é um problema de saúde pública à escala mundial

A obesidade é um problema de saúde pública à escala mundial, pelo que é vital preveni-la e combate-la. Para tal, há algumas estratégias que devem fazer parte do dia-a-dia de todos nós:

1) Seguir as proporções recomendadas pela roda dos alimentos (adotar uma dieta equilibrada e variada);

2) Aprender a conhecer os alimentos e os nutrimentos (procurar saber que tipo de nutrientes se está a fornecer ao organismo);

3) Comer a cada 3 a 4 horas, de forma a não ter demasiada fome na refeição seguinte;

4) Praticar atividade física de forma regular;

5) Emagrecer e manter um peso saudável (as dietas “relâmpago” podem ter o efeito contrário ao pretendido).

 

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Ana Graça Ana Graça

Mestre em Psicologia, pela Universidade do Minho, com a dissertação “A experiência de cuidar, estratégias de coping e autorrelato de saúde”. Especialização (Pós-Graduada) em Neuropsicologia Clínica, Intervenção Neuropsicológica e Neuropsicologia Geriátrica. Membro efetivo da Ordem dos Psicólogos Portugueses, com especialidade em Psicologia Clínica e da Saúde e Neuropsicologia. Além da Psicologia. é apaixonada por viagens, leitura, boa música, caminhadas ao ar livre e tudo o que traga mais felicidade!