Inês Silva
Inês Silva
19 Out, 2017 - 09:49

OE 2018: 7 medidas que podem afetar as suas finanças

Inês Silva

O Orçamento do Estado para 2018 foi apresentado e com ele chegam algumas medidas que podem afetar as suas finanças pessoais. Saiba quais.

OE 2018: 7 medidas que podem afetar as suas finanças

Aumento do número de escalões, batata frita e refrigerantes taxados, aumento do Imposto Único de Circulação (IUC) e empregos de verão sujeitos a retenção. Estas são algumas das medidas do Orçamento do Estado para 2018 (OE 2018) que vão ter impacto nas suas finanças pessoais.

OE 2018: saiba o que vai mudar no próximo ano

1. Aumento dos escalões do IRS

O segundo e o terceiro escalões de IRS são divididos e surgem dois novos escalões, passando assim o IRS a ter sete escalões.

Há um alívio para quem ganha até cerca de 3.250 euros brutos mensais, conforme as deduções familiares. Os contribuintes que ganhem mais que 3.252 euros brutos mensais, vão sentir apenas o alívio da eliminação da sobretaxa.

No OE 2018, surge outra vez a taxa adicional de solidariedade para os contribuintes do escalão mais alto, ou seja, rendimentos superiores a 80 mil euros anuais, pagam 2,5% e rendimentos superiores a 250 mil euros, pagam uma taxa adicional de solidariedade de 5%.

2. Empregos de verão

Os estudantes que decidam ter um emprego temporário ou sazonal, vão sofrer uma retenção à cabeça de 10% sobre o salário que receberem. Se os jovens assim decidirem, podem englobar esses rendimentos no IRS dos pais.

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3. Limite a deduções automáticas

Os profissionais liberais que trabalhem por conta própria deixam de ter uma dedução automática de 25% no apuramento do rendimento em sede de IRS.

Segundo o OE 2018, da aplicação dos coeficientes não pode resultar um rendimento tributável inferior a 4.104 euros, correspondente à dedução específica dos rendimentos do trabalho dependente. Em situações que resultem uma dedução inferior aos 4.104 euros, o limite é o que resultar da dedução ao rendimento bruto de algumas despesas relacionadas com a atividade, como os encargos com imóveis e as despesas com pessoal, entre outras.

4. Carro fica mais caro

Não só comprar um carro novo ficará mais caro, como ter um carro também não vai ficar mais barato. Sobe o Imposto Sobre Veículos (ISV) e o Imposto Único de Circulação (IUC), o agravamento médio é de 1,4% para ambos.

5. Bolachas e batatas fritas taxadas

Os alimentos com alto teor de sal, como batatas fritas, cereais e bolachas vão pagar mais imposto. A taxa será de 0,80 cêntimos por quilograma. A receita do imposto é consignada ao Serviço Nacional de Saúde para ser aplicada nos programas de prevenção e promoção da saúde.

6. Bebidas alcoólicas

O imposto sobre a cerveja, as bebidas espirituosas e os vinhos licorosos sofre um agravamento de 1,5% depois da subida de 3% no último orçamento.

7. Refrigerantes

A taxa aplicada às bebidas açucaradas sobe também. O aumento será entre 1,4% e 1,5%, de acordo com a quantidade de açúcar.

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