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Pai que fica em casa: conciliar a paternidade com o trabalho

O pai que fica em casa já não é um fenómeno raro hoje em dia e, até, são muitos os progenitores que o fazem. Como é o dia a dia desses pais?

Pai que fica em casa: conciliar a paternidade com o trabalho
São cada vez mais os que usam a sua licença parental

O pai que fica em casa não é nenhum fenómeno raro, nem estranho, tal como era há alguns anos atrás. São cada vez mais os pais que decidem dar prioridade a passar tempo com os filhos, em casa, em detrimento de trabalharem longos períodos de tempo fora.

Podemos estar diante de várias situações: um pai que fica em casa, ao passo que a mãe regressa ao trabalho a tempo inteiro depois de terminada a licença de maternidade; ou um pai que reduziu as horas de trabalho; um pai que trabalha a partir de casa; ou até de um pai que mantém um trabalho a part-time, se as crianças já estiverem na escola. Claro está, esses pais assumem o trabalho doméstico, que tradicionalmente tem ficado sempre a cargo das mulheres.

Pai que fica em casa: licença de paternidade


Atualmente, o tempo da licença parental inicial exclusiva, obrigatória, é de seis semanas consecutivas a seguir ao parto e pode iniciar-se até 30 dias antes do parto. A licença parental inicial exclusiva do pai dura 25 dias úteis, dos quais 15 obedecem a obrigatoriedade, sendo os restantes 10 facultativos. As licenças são individuais ou partilhadas.

O pai tem direito a partilhar a licença com a mãe, sendo que neste caso, devem comunicar o facto às entidades patronais para estender o período de licença parental exclusiva do pai. Durante este período, os pais têm direito ao subsídio parental e não efetuam descontos.

pai

Felizmente, as licenças de paternidade estão a sofrer e a provocar uma mudança de mentalidades em Portugal. Depois de nos anos 70, a Suécia ter introduzido a licença paternal, foram muitos os países europeus que se seguiram, nomeadamente Portugal. Oferecemos 25 dias úteis aos homens, o que resulta em cinco semanas que podem ficar em casa com os filhos, o que nos colocam a meio da tabela da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

Um relatório desta organização de 2016, destaca a importância da presença do pai na vida da criança, juntamente com a mãe, citando benefícios para a saúde física e emocional, assim como um equilíbrio justo da vida doméstica. Trata-se de uma evolução positiva relativamente às funções que a sociedade pré-determinou durante tanto tempo. E são as gerações mais novas, entre os 30 e 45 anos, que mais tomam a decisão de também ficar em casa com as crianças.

Conciliar a paternidade com o regresso ao trabalho

Ao mesmo tempo que existem pais que decidem ficar em casa por longos períodos de tempo, são também muitos aqueles que decidem conciliar algumas funções profissionais com a vida doméstica. Podemos estar perante horários de trabalho flexíveis, trabalhadores por conta própria, e até trabalhadores a tempo parcial.

Esta escolha permite haver uma maior partilha entre pais e filhos. São alguns os que optam por trabalhos noturnos, ou ao final do dia. Os que têm trabalho freelancer gerem o seu dia à volta dos horários das crianças.

Se está nesta situação e procura uma maneira de voltar ao ativo, explore as possibilidades de trabalho freelancer na sua área. Part-times sem horários rotativos são também uma possibilidade atraente, ou a criação do próprio negócio. Nos vários testemunhos, estas são as possibilidades mais frequentes.

Pode, ainda, oferecer serviços de explicações para estudantes ou criar o seu próprio negócio de consultoria, caso se aplique. Acabam por ser várias, as possibilidades para conseguir continuar a acompanhar o crescimento dos seus filhos.

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Júlia Rocha Júlia Rocha

Licenciada em Ciências da Comunicação pela Universidade do Porto, sempre se deu bem com os livros, teclados de computador e canetas. A importância da palavra escrita num mundo tecnológico, aliada à história, ao cinema, literatura e televisão, são os seus maiores campos de interesse.