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Como reduzir pequenas despesas que pesam muito no orçamento familiar

Nem sempre é fácil gerir as contas de casa. Existem, contudo, pequenas despesas que pesam muito no orçamento familiar e que podem ser contornadas.

Como reduzir pequenas despesas que pesam muito no orçamento familiar
Descubra como poupar nas pequenas coisas

É costume dizer-se que “depois da tempestade vem a bonança”. Os “tempos da Troika” fazem já parte da memória coletiva do país, mas os anos de crise fizeram estragos nas finanças da grande maioria das famílias portuguesas. Muitos continuam a “apertar o cinto” e à procura das melhores formas de poupança. As técnicas são cada vez mais apuradas, mas a verdade é que ainda continuam a passar despercebidas pequenas despesas que pesam muito no orçamento familiar.

A boa gestão das finanças passa por um controlo apertado e eficaz de todos os ganhos e despesas (fixas e variáveis). Por cá, já explicamos como organizar o seu orçamento familiar de forma eficaz de forma a aliviar os gastos mensais. Basta esforço e dedicação.

Economia nacional: o que dizem os números


Sete anos depois, a Moody’s retirou Portugal da categoria “lixo” e deu sinais de confiança ao país: estamos, agora, de regresso ao “nível de investimento”. Segundo a agência de notação financeira internacional existem, agora, mais fatores de crescimento e uma posição externa mais favorável ao nosso país, com uma economia mais robusta e com menos riscos para o sistema bancário, bastante fragilizado ao longo dos últimos anos.

Já o Fundo Monetário Internacional (FMI) também está otimista em relação à economia portuguesa: segundo os últimos dados, o poder de compra dos portugueses registou, em 2017, a maior subida desde o início do século, ao aumentar 2,9%. De acordo com o FMI, esta recuperação é explicada pelo aumento do salário mínimo e das pensões, pelo “boom” turístico sentido ao longo dos últimos anos, pelo reforço do investimento e pela nova dinâmica do mercado imobiliário.

Bons sinais para a economia nacional, mas será que estas mudanças influenciam realmente o orçamento das famílias portuguesas?

Os mais céticos dirão que as melhorias económicas dos últimos anos não foram suficientes, já que 1,9 milhões de portugueses vivem, ainda, em situação de pobreza.

Mas há mais: de acordo com os dados do Eurostat, Portugal ocupa o 11º lugar na lista de países com maior percentagem da população em risco de pobreza e exclusão social. Segundo os dados revelados em outubro de 2018, a Bulgária, a Grécia e a Roménia ocupam o topo desta lista, com valores superiores a 34%, enquanto Portugal regista uma taxa de 23%, ligeiramente acima da média da União Europeia (UE), situada nos 22,5%.

Como controlar pequenas despesas que pesam no orçamento familiar


pequenas despesas que pesam muito

De acordo com o estudo do barómetro Centromarca, os portugueses continuam atentos às despesas e, entre abril e junho de 2018, gastaram, em média, 512 euros na fatura do supermercado, um valor 1,5% mais baixo do que no mesmo período do ano passado.

Segundo os mesmos dados, esta descida nos gastos dos portugueses pode ser explicada pelo aumento da popularidade das marcas brancas, que cresceram 3,6%, enquanto as chamadas marcas tradicionais têm vindo a perder terreno, ao caírem 1,6%.

Apesar de estarmos cada vez mais atentos aos gastos, algumas pequenas despesas que pesam muito no orçamento familiar continuam a passar despercebidas, até a alguns olhares mais atentos.

Basta uma nova análise mais cuidada ao seu orçamento familiar mensal para descobrir aqueles gastos “inofensivos” e que, no final do mês, acabam por representar um valor considerável.

O tabaco e o café são algumas delas, mas há mais, como é o caso das idas ao cinema e do número de refeições fora de casa. Em alguns casos, os gastos acabam por não ser contabilizados.

Chegou a altura de fazer contas

Para saber quanto gasta com estas pequenas despesas que pesam muito no orçamento precisa apenas de alguns minutos do seu dia e de uma calculadora. Se toma um café todos os dias (o preço de referência é de 0,60 cêntimos), estará a gastar cerca de 18 euros por mês. Feitas as contas, gasta 216 euros por ano com esta simples rotina.

O mesmo se aplica às refeições fora de casa: se os seus almoços semanais representam um gasto diário de 6 euros, no final do mês representam uma despesa de 120 euros e, no final do ano, pode contar com menos 1440 euros na sua conta bancária.

Assim que percebe quais os gastos associados a estas pequenas despesas, que nem sempre são controladas de forma eficaz, poderá avançar para um novo plano de poupança.

Na maioria dos casos, basta uma boa dose de imaginação para cortar neste tipo de despesas: o café e os almoços pode levar de casa, poupando tempo e dinheiro, e as idas ao cinema podem ser reduzidas a um número mínimo, já que existem diversas plataformas online do género que ficam bem mais em conta (e podem ser partilhadas com amigos para reduzir o valor da fatura).

Poupar não pode nem deve ser um bicho de sete cabeças. Há formas bastante simples de reduzir os gastos e otimizar o orçamento mensal. Hoje em dia, existem diversas aplicações para smartphone que prometem facilitar a sua vida e torná-lo um especialista em economia familiar.

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