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Phubbing: o vício do telemóvel está a arruinar as suas relações

Phubbing refere-se ao ato de ignorar alguém, em contexto familiar, social e profissional, privilegiando o relacionamento com o telemóvel. Conheça o fenómeno.

Phubbing: o vício do telemóvel está a arruinar as suas relações
Quando sai com alguém prefere distrair-se com o telemóvel?

Esta situação já nos aconteceu, certamente, a todos: estarmos a tentar manter uma conversa com alguém quando, de repente, essa pessoa pega no telemóvel e nos deixa a falar sozinhos. Este cenário repete-se com toda a gente e em todos os lugares: no relacionamento de casal, em jantares de amigos ou enquanto tentamos resolver um problema com um colega de trabalho. O ato de ignorar os outros dando primazia ao telemóvel denomina-se de phubbing.

Compreender o fenómeno do phubbing


sinais de phubbing

É um pequeno gesto, às vezes até passageiro, mas suficiente para criar uma barreira psicológica e gerar sentimentos profundos de rejeição e falta de conexão com o outro.

Refere-se ao facto de prestar mais atenção ao telemóvel do que às pessoas que nos rodeiam. A prática do phubbing é comum e generalizada e pode ter profundas implicações psicológicas.

Sinais de alerta

1. Durante o tempo livre que passa junto de outra pessoa, essa pessoa nunca se separa do telemóvel e verifica-o continuamente;

2. O telemóvel é sempre colocado em local próximo, de forma a ser possível pegar nele constantemente;

3. Durante as refeições, a pessoa verifica constantemente o telemóvel e não espera que as outras pessoas à mesa terminem o que estão a dizer;

4. A pessoa controla continuamente o telemóvel, mesmo que este não tenha tocado ou vibrado;

5. A pessoa fala com toda a gente, com uma atitude desinteressada, ao mesmo tempo que verifica o telemóvel;

6. Qualquer pequena pausa é aproveitada para verificar o telemóvel.

Efeitos psicológicos do phubbing


Para entender os efeitos psicológicos do phubbing é necessário partir do pressuposto de que o tempo é um dos nossos bens mais preciosos. Quando decidimos partilhar o nosso tempo com alguém que prefere usar o telemóvel, percebemos que, de alguma forma, somos rejeitados ou não somos suficientemente interessantes ou importantes. O phubbing implica uma falta de respeito para com a pessoa que dedica o seu tempo ao outro.

Quando nos sentimos ignorados, também nos protegemos atrás do ecrã do telemóvel e elevamos ainda mais o muro que nos separa do outro. Em vez de encarar a situação e expressar o nosso desconforto com a situação, muitas vezes, preferimos esconder-nos atrás do telemóvel.

phubbing

Como lidar com o phubbing: 3 estratégias


a) Falar francamente

Se nos incomoda que a outra pessoa esteja a prestar mais atenção ao telemóvel do que à nossa conversa, a melhor coisa a fazer é dizê-lo diretamente. A chave é expressar, de forma sensata e adequada, como nos sentimos nessas situações.

b) Estabelecer limites

Em alguns casos, é difícil fazer com que a outra pessoa esqueça completamente o telemóvel, mas é possível definir regras (por exemplo, não colocar o telemóvel em cima da mesa durante as horas de refeição). A chave é concordar e não impor as regras, para que ambos se comprometam e tenham em consideração as necessidades um do outro.

c) Estar consciente do uso que damos ao telemóvel

Muitas pessoas não têm noção da quantidade de tempo que dedicam ao telemóvel. Nesses casos, talvez seja conveniente ponderar instalar aplicações que forneçam estatísticas sobre o tempo de conexão ao telemóvel. Enfrentar essa realidade pode ajudar a ter noção da utilização exagerada, negligenciando aqueles que estão próximos.

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Ana Graça Ana Graça

Mestre em Psicologia, pela Universidade do Minho, com a dissertação “A experiência de cuidar, estratégias de coping e autorrelato de saúde”. Especialização (Pós-Graduada) em Neuropsicologia Clínica, Intervenção Neuropsicológica e Neuropsicologia Geriátrica. Membro efetivo da Ordem dos Psicólogos Portugueses, com especialidade em Psicologia Clínica e da Saúde e Neuropsicologia. Além da Psicologia. é apaixonada por viagens, leitura, boa música, caminhadas ao ar livre e tudo o que traga mais felicidade!