Pílula para gatas: sim ou não? Nós respondemos

Descubra se a pílula para gatas é ou não o melhor método anti-concecional para evitar o cio e a gestação indesejada da sua gataExplicamos tudo!

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Pílula para gatas: sim ou não? Nós respondemos
Conheça as vantagens e desvantagens deste método

Se tem felinas, este artigo interessa-lhe e muito. Caso pretenda controlar o cio do seu animal e evitar gestações indesejadas, então deve ponderar sobre qual o método anticoncecional mais adequado. Aqui, vamos falar sobre pílula para gatas e expôr as suas principais vantagens e desvantagens.

Reflita sobre os prós e contras deste método e decida se, realmente, a pílula para gatas é a solução mais indicada ou se há outras alternativas a ponderar, na hora de controlar o cio da sua amiga de quatro patas.

Pílula para gatas: saiba para que servem e como administrar


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O que é?

A pílula para gatas funciona, tal como nos humanos, como um método anti-contracetivo e é a alternativa mais recorrente à cirurgia, também conhecida por castração. A administração da pílula ao felino evita a ocorrência de cios e, habitualmente, é feita a cada 15 dias (embora também haja pílulas de toma mensal), sempre fora do período de cio.

Quando aparece o cio?

O primeiro cio nas gatas pode aparecer a partir dos 5/6 meses de idade durando, aproximadamente, uma a duas semanas. O intervalo entre cios é variável, dependendo do número de horas de luz diárias. Em liberdade, as gatas são poliéstricas sazonais, ou seja, fazem vários cios durante a primavera. Já gatas domésticas, sob influência da luz artificial, podem ciar regularmente, ao longo do ano.

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Como se manifesta?

As gatas com cio miam muito, rebolam, esfregam a cabeça nos objetos e fazem marcações de território com urina. Durante este período, mostram bastante vontade de sair de casa.

Outros usos da pílula para gatas

  • Interrupção da lactação, motivada por uma pseudo-gestação
  • Tratamento da pseudo-gestação
  • Tratamento da dermatite miliar de origem endócrina

Contra-indicações

Não administrar em caso de:

  • gestação
  • hiperplasia quística do endométrio
  • hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes

Efeitos secundários mais frequentes

  • Aumento de peso
  • Transformação glandulo-quistica do endométrio
  • Retorno precoce do cio normal, ao fim de um certo tempo, sendo geralmente conservada a fertilidade

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1. Covinan

A sua substância ativa é a proligestona, um composto recente com doses mais baixas. Deverá ser iniciada após o cio, para evitar indução de piometras (inflamação do útero).

É uma suspensão injetável, para administração subcutânea. O tratamento deve ser repetido em 3 meses, depois em 4 meses e, a partir daí, a cada 5 meses.

É eficaz na prevenção do cio, mas poderá reduzir a fertilidade futura. Aumenta a incidência de patologias uterinas e tumores mamários.

2. Megecat

A substância ativa é acetato de megesterol, sob a forma de comprimidos, para administração oral. Requer a toma de 1 comprimido a cada 15 dias. Deve ser iniciado no anestro e continuado. Pode antecipar o próximo cio.

A sua toma pode conduzir ao aumento do peso e do apetite e provocar Diabetes mellitus. A longo prazo, potencia patologias uterinas e tumores mamários.

3. Supprestral

A substância ativa é o acetato de medroxiprogesterona, sob a forma de suspensão injetável, para administração subcutânea ou intramuscular. Deve ser repetida a cada 6 meses, para prevenção do cio.

Pode originar aumento do apetite, da agressividade e obesidade. Por vezes, ocorre reação no local de administração. Potencia o aparecimento de patologias uterinas, como piometra, e tumores mamários.

4. Pilucat

A substância ativa é o acetato de megesterol, sob a forma de comprimidos para administração oral. Para prevenção do cio, recomenda-se a administração a cada 15 dias. Deve ser iniciado no anestro ou prostro. Há tendência para o aumento de peso e formação de quisto no útero que resultam em piometra.

Vantagens e desvantagens de administrar pílula para gatas


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Vantagens

  • A curto prazo, é mais barata do que a cirurgia (castração).
  • É uma alternativa, para quem não quer submeter o felino a uma cirurgia.

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Desvantagens

  • Apesar de mais barata a curto prazo, a pílula, a longo prazo, pode sair mais cara, pelos problemas de saúde que pode causar.
  • Menos eficaz do que a castração.
  • Obriga a uma administração frequente e regular, não podendo haver lugar a esquecimentos.
  • Origina patologias a médio/longo prazo, tais como infeções uterinas purulentas e tumores mamários malignos, tumores uterinos e de ovário.
  • Predispõem a doenças endócrinas, tais como o hiperadrenocorticismo.
  • Promovem a resistência insulínica, provocando o surgimento da diabetes mellitus.
  • Também pode ser observada falha, ausência ou descoloração do pelo, no local da aplicação.

Como ficou claro, as vantagens da pílula para gatas apenas se verificam a curto prazo, já que a médio/longo prazo são várias e graves as desvantagens que este método pode trazer.

Contudo, há que ter em conta que a sua alternativa – a castração – é um método algo dispendioso, rondando em média os 100€, além dos cuidados pós-cirúrgicos que qualquer operação pressupõe. Por essa razão, a nossa sugestão é que converse com o seu veterinário e, dependendo da sua disponibilidade financeira, tentem em conjunto encontrar a melhor solução, para o bem da sua gatinha.

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