Publicidade:

4 boas dicas para poupar para a reforma

Poupar para a reforma é poupar para uma velhice descansada. Saiba como começar já a guardar o dinheiro que lhe vai garantir o sono tranquilo.

4 boas dicas para poupar para a reforma
Prepare o futuro

Já está a poupar para a reforma? Se não está, devia. O tempo passa mais rápido do que imagina e, quando der conta, está pronto para arrumar as botas e descansar do trabalho árduo.

Parece uma utopia – pior, parece um conselho que está sempre a ouvir sobre algo que nunca viu acontecer nem lhe parece que vá acontecer já -, mas a verdade é que “o tempo voa” e, se pensar bem em quantos anos deve viver depois de se reformar, vai perceber que não será tarefa fácil amealhar o dinheiro necessário para se sustentar nessa altura.

Por sabermos que poupar para a reforma é uma prioridade difícil de definir (e, muitas vezes, ainda mais difícil de cumprir), reunimos algumas dicas para ajudá-lo a criar rotinas e a amealhar dinheiro que lhe garanta uma velhice mais feliz.

Como poupar para a reforma


poupar para a reforma

1. O Plano de Poupança Reforma (PPR)

O famoso Plano de Poupança Reforma é para lá de conhecido, mas ainda não é dos produtos financeiros mais populares de sempre. Não vamos dizer-lhe que fazer um PPR é um investimento 100% seguro nem vamos dizer-lhe que é o mais rentável, mas uma coisa podemos garantir-lhe: é o que exige menos esforço da sua parte para poupar para a reforma.

Os Planos de Poupança Reforma são produtos especializados oferecidos por praticamente todos os bancos que operam no mercado português e visam suportar um esquema de poupança contínua que, ao longo dos anos, alimenta um “mealheiro” para usar quando parar de trabalhar.

Como em todos os produtos financeiros, os PPR têm vantagens e desvantagens. Vamos começar pelas desvantagens: os Planos de Poupança Reforma não são produtos garantidos pelos fundos de apoio, o que significa que, se o banco onde o seu estiver alojado abrir falência, fica sem nada. Vão-se as poupanças de uma vida e dá por si de volta à estaca zero – mas agora com muito menos tempo para amealhar outra vez.

Por outro lado, os PPR são ótimos para pessoas que têm clara dificuldade em poupar para a reforma. Como são produtos destinados à poupança para a velhice, os PPR guardam o dinheiro amealhado longe da sua vista e protegem-no de si próprio e dos seus desejos consumistas. Se tiver entregas programadas, então, nem tem de se chatear muito com o assunto; o dinheiro vai diretamente da sua conta para a poupança e fica lá reservado para quando chegar a altura de maior necessidade.

2. Os certificados de aforro

São, muitas vezes, apresentados como a melhor alternativa aos PPR, e há bons motivos para que isso aconteça. Os certificados de aforro são uma espécie de empréstimo que pode fazer ao Estado, entregando dinheiro e recebendo em troca uma obrigação de pagamento com juros.

Nesta fase, os certificados de aforro são só vantagens para os casos em que o objetivo é poupar para a reforma: os juros a que o Estado português está a arrecadar financiamento são altos (o que significa que recebe uma boa quantia por emprestar o seu dinheiro), o dinheiro também fica preso (até demais – não pode, mesmo, mexer nele em situação nenhuma até terminar o prazo) e, convenhamos, é difícil de imaginar um cenário em que o Estado não lhe devolva o que lhe pediu (era preciso irmos à bancarrota!).

Os certificados de aforro são produtos pensados para investimentos a médio e longo prazo e têm vários horizontes temporais disponíveis, mas, sendo o objetivo poupar para a reforma, talvez seja boa ideia apostar nos produtos mais longos.

3. Os investimentos seguros

Outra boa forma de poupar para a reforma é começar já a investir o que tem. A estratégia mais popular neste momento – até por causa da bolha imobiliária – é a compra de imóveis, mas este não é um método único e pode (e deve) estudar outras opções que lhe pareçam mais vantajosas.

A ideia é “guardar” o dinheiro que tem sem o depositar nas mãos dos bancos ou em certificados que não sabe muito bem como se vão comportar.

A correr bem, um bom investimento em imóveis pode, mais do que permitir poupar, garantir-lhe uma fonte de rendimento para a velhice (porque pode arrendar e viver das rendas). A correr mal, pode ter de vender novamente os imóveis quando o corpo se tornar vulnerável – e, na pior das hipóteses, recupera o dinheiro que investiu, tal como se partisse o porquinho-mealheiro para recuperar as moedas.

4. Os investimentos de risco

Se os investimentos seguros são bons para quem começa a poupar para a reforma muito cedo (porque rendem menos, mas durante mais tempo), os investimentos de maior risco são boas opções para quando perdeu demasiado tempo sem pensar em poupar para a reforma ou sequer a pensar na velhice.

Aplicando o dinheiro que tem em investimentos de maior risco, vai conseguir maiores rendimentos e de forma mais rápida. A vantagem é que consegue, em menos tempo, chegar ao mesmo valor amealhado, mas a desvantagem é que também pode perder o montante investido.

Num cenário ideal, poupar para a reforma seria uma estratégia combinada de investimentos seguros e arriscados: aplicaria um montante em investimentos rentáveis e, algum tempo depois, recuperaria o dinheiro inicial para aplicar em investimentos seguros, deixando apenas o ganho do lado do risco (ou seja, arriscaria apenas o dinheiro que já ganhou sem esforço).

Independentemente da estratégia que usar, lembre-se que poupar para a reforma não é uma tarefa que deva ser encarada quando já só faltam cinco anos para dar a carreira por encerrada.

Este é um trabalho moroso e exige dedicação, porque os valores envolvidos são altos e vão ter de ser construídos em simultâneo com a sua vida, os seus altos e baixos, a construção da família e as vivências que o coração lhe vai pedindo. O segredo é manter-se sempre consciente de que, quando se reformar, ainda vai ter muitos anos pela frente para viver. Faça as contas a quantos meses de salário ainda vai precisar depois disso e logo fica com uma ideia de que não pode, de forma nenhuma, desleixar-se com as contas.

Veja também:

Marta Maia Marta Maia

Jornalista de formação, trabalhou no Público e na Fugas, mas logo passou para o lado do Marketing. Apaixonada pelo digital e por pessoas, é poupada por natureza e faz questão de tratar o dinheiro com o respeito que ele merece. Ecologista convicta, não dispensa música, livros e boas conversas offline.

O E-Konomista disponibiliza e atualiza informação, não presta serviços de aconselhamento fiscal, jurídico ou financeiro. O E-Konomista não é proprietário nem responsável pelos produtos e serviços de terceiros apresentados, por conseguinte não será responsável por quaisquer perdas ou danos que possam resultar de quaisquer imprecisões ou omissões. A informação está atualizada até à data apresentada na página e é prestada de forma geral e abstrata, tratando-se de textos meramente informativos, pelo que não constitui qualquer garantia nem dispensa a assistência profissional qualificada. Se pretender sugerir uma atualização, por favor, envie-nos a sua sugestão para: [email protected].