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3 preconceitos das empresas no investimento em transformação digital

Se é empresário, com certeza já iniciou o processo de mudança digital no seu negócio investindo em novas tecnologias, certo? Se não o fez, comece a pensar nisso.

3 preconceitos das empresas no investimento em transformação digital
A importância da inovação e das novas tecnologias

A transformação digital está aí. Toda a gente sabe o que é. Já ouviu falar, leu sobre o assunto. É a buzzword do momento.

De acordo com o estudo “FutureScape: Worldwide Digital Transformation 2018 Predictions”, divulgado no final do ano passado pela consultora IDC, o investimento total em transformação digital deve atingir os 1,7 triliões de dólares até final do ano de 2019, um aumento de 42% em relação a 2017.

Apesar de a transformação digital ser um desafio para as organizações que se veem obrigadas a reorganizar processos, modelos de gestão e a própria cultura empresarial, a verdade é que a aposta na inovação e nas novas tecnologias que têm surgido nos últimos tempos pode trazer resultados positivos e ter um impacto significativo no futuro da sua empresa.

A revolução digital: um desafio e uma oportunidade

3 preconceitos que as empresas assumem quando analisam um investimento em transformação digital

A revolução digital é um desafio – constante, é verdade – mas também é uma oportunidade. Para as empresas se tornarem mais eficientes, melhorarem a sua performance, reduzirem custos, tornarem-se mais competitivas e estarem mais próximas dos seus clientes, proporcionando um serviço diferenciado, personalizado e mais eficaz.

As vantagens da transformação digital são conhecidas, mas ainda assim cerca de 59% das empresas a nível global encontram-se num “impasse digital”, à procura de saídas para atingir a maturidade digital, de acordo com a mesma consultora IDC. Quais as razões para isso acontecer?

Reconheço três ideias preconcebidas que as empresas assumem quando analisam o investimento em transformação digital a aplicar nos seus negócios.

1. Não somos uma empresa de tecnologia, não é necessário ter uma estratégia de transformação digital

A transformação digital é transversal a todos os setores. Mesmo que o seu negócio não seja na área tecnológica e não tenha nascido na era digital, é errado pensar que não necessita de ter uma estratégia e investir em novas tecnologias. Hoje em dia, todo e qualquer processo numa empresa já tem – ou existem desenvolvimentos para que tenha em breve – uma solução tecnológica que possibilita a sua execução mais eficaz e eficiente.

2. A transformação digital é uma despesa e não um investimento com futuro

A transformação digital das empresas faz-se de forma progressiva. E, por isso, a sua estratégia deve ser planeada a longo prazo, de olhos no futuro. Será difícil e errado tentar medir o retorno do investimento no imediato, avaliar o custo versus ganho que as novas tecnologias podem representar para o seu negócio, se não estabelecer metas e objetivos a longo prazo.

3. Não é necessário implementar uma cultura digital na empresa

Não basta investir em novas tecnologias. Não basta delegar a tarefa de criar uma estratégia de transformação digital a um colaborador. Todos os que trabalham na sua empresa, desde o CEO ao rececionista, devem participar nesta mudança.

É necessário implementar uma cultura interna que estimule a inovação, na qual os colaboradores de todos os departamentos sejam encorajados a colaborar na estratégia de transformação digital e a adotarem novas tecnologias. Afinal, o sucesso de uma empresa é sempre determinado pelas pessoas que lá trabalham, não é verdade?

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Marco Souta Marco Souta

Marco Souta, 38 anos, é licenciado em Gestão e Finanças pela Escola Superior de Ciências Empresariais, possuindo também uma pós-graduação em Análise Financeira. Antes de assumir a função de diretor-geral da Grenke Portugal, em 2009, passou por várias etapas profissionais: Credit and Risk Manager; Departamento de Crédito e Risco integrado na Direção Financeira de uma empresa nacional a operar na área das madeiras; Direção Financeira de Empresas e Corporate Evaluation; área financeira de uma multinacional na área de comercialização de artigos de desporto; e área de avaliação de empresas para uma consultora em Lisboa.