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17 produtos em que não nota a diferença das marcas brancas

Comprar produtos de marca branca ainda é um estigma para muitos consumidores, mas a verdade é que raramente são piores que os outros. Veja alguns exemplos.

17 produtos em que não nota a diferença das marcas brancas
Poupe sempre que puder

Portugal está longe de ser um país de gente com muito poder de compra, mas por cá persistem alguns estigmas associados ao “comprar barato”. A ideia de que o barato não presta, ou que tem pior qualidade que o caro, está a custar uns euros valentes aos consumidores e ainda por cima nem sempre é verdadeira.

Trazemos o exemplo das marcas brancas: bem mais baratas do que as marcas mais famosas, as marcas brancas existem em praticamente todos os supermercados e prometem a mesma qualidade de produto por um preço mais reduzido. Será que vale a pena confiar?

Depende. Claro que há consumidores com necessidades especiais (relativamente a alergéneos, por exemplo), mas, regra geral, as marcas brancas vendem produtos de boa qualidade e, se fizesse uma prova cega, nem notaria a diferença na qualidade. Veja alguns exemplos.

17 produtos que nem nota se forem de marca branca


1. Água engarrafada

produtos nos quais deve optar por marca branca

Se tirarmos os rótulos das garrafas, dificilmente vai saber qual é a mais cara e qual é a mais barata. Desde que tenha um bom PH, seja incolor e sem sabor, a água tira-lhe a sede. De que mais precisa?

2. Legumes congelados

Depois de congelados, todos os legumes sabem ao mesmo, independentemente do rótulo. A diferença está mesmo só no preço e no grafismo da caixa.

3. Leguminosas enlatadas

Acredite ou não, os feijões que lhe chegam ao prato vêm quase todos dos mesmos produtores. Alguns até são enlatados na mesma fábrica, só seguem caminhos diferentes na hora de aplicar a etiqueta.

4. Frutos secos

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De certeza que não conhece uma única pessoa capaz de lhe dizer a diferença entre um amendoim de marca e um amendoim de marca branca. Sabe porquê? Porque o sabor é semelhante. Nozes, amêndoas, amendoins, cajus… escolha o mais barato.

5. Aperitivos

Aqui há exceções (não vamos dizer-lhe que as batatas fritas sabem todas ao mesmo), mas também há produtos que não vai distinguir. Entre uma azeitona “de marca” e uma azeitona “barata”, pouca vai ser a diferença.

6. Leite em pó

Se tirar um pedaço de pó de embalagens diferentes e analisar em laboratório vai perceber que o valor nutricional é igual. Não compensa fugir às marcas brancas para este produto.

7. Leite

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Portugal é um país produtor de leite e ainda por cima tem várias grandes cooperativas. Se acha que cada marca que vê na prateleira do supermercado tem vacas exclusivas, desengane-se. Em muitos casos, o leite vem do mesmo sítio, vai para o mesmo sítio e só é embalado em pacotes diferentes.

8. Fraldas

Acredite que, aqui, o efeito das marcas é muito mais psicológico do que outra coisa. Entendemos, é natural, nenhum pai nem nenhuma mãe quer poupar nos produtos do bebé, até parece que não tem cuidado com ele. Mas experimente comprar um pacote de fraldas de marca branca e vai ver que o efeito é praticamente igual ao das fraldas de marca. Há pais que até preferem as mais baratas!

9. Saladas embaladas

Alface é alface. Pode ser mais fresca ou mais antiga, mas acredite que isso não depende da marca que está no selo. Escolha o mais barato, que vai melhor servido.

10. Carne

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Neste caso, as marcas brancas até são as melhores. Comprar no talho do bairro é mais pessoal, ganha contacto com o talhante e, além de pagar menos, não tarda tem também direito a uns mimos como carne de melhor qualidade guardada só para si. Além disso, não se iluda: todos compram a carne aos mesmos fornecedores.

11. Legumes frescos e fruta

Impossível acreditar que distingue uma cenoura cara de uma cenoura barata. Na secção das frutas e legumes, esqueça as marcas e olhe para os preços, que vale bem mais a pena.

12. Especiarias

Aqui não há volta a dar: caril, pimentão doce, orégãos… não há quem prove dois tipos e reconheça o que é da marca mais cara. Opte pela solução mais amiga do bolso, ninguém vai saber que o fez.

13. Utensílios de cozinha

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São utensílios e, desde que sirvam o propósito para que existem, estão ótimos. Não compensa pagar mais por uma colher de pau, a comida não sai com sabor diferente.

14. Papel de alumínio

Outro produto que até podia experimentar de seis marcas diferentes, que não ia distinguir umas das outras. A folha de alumínio é sempre igual, do mesmo tamanho padronizado, da mesma cor e da mesma textura. Compre de marcas brancas à vontade.

15. Produtos de saúde e higiene

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Cortou um dedo? Se lhe pusermos um penso, acha que consegue saber se é de marca branca ou se é da marca mais famosa de todas? O mesmo com o mercúrio, a água oxigenada, o álcool, a acetona, etc.

 16. Detergentes

A composição pode ser mais ou menos forte, mas, mais uma vez, isso não depende da marca. Mais importante do que olhar para o nome comercial, é olhar para o rótulo dos componentes e escolher o menos abrasivo.

17. Óculos

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Talvez não estivesse à espera de ver este na lista, mas acredite que é muito curiosa a preferência dos consumidores por armações de marca. São marcas famosas, muito caras e, na maioria das vezes, com desenhos que pouco ou nada diferem das concorrentes mais baratas. Se vai ao oculista, escolha a armação com que se sente bem ao espelho e esqueça os símbolos.

Comprar de marcas brancas não tem de ser um estigma nem significa que não valoriza a qualidade. Pelo contrário, significa que não se deixa enganar pela publicidade e escolhe o que realmente compensa mais, sem preconceitos.

Deixamos apenas uma ressalva, por uma questão de justiça: se a promoção da economia nacional é uma das suas preocupações, convém estar atento aos rótulos. Se é verdade que, na maioria das vezes, as marcas brancas vendem produtos de origem portuguesa, também é verdade que, em alguns casos específicos, os produtos de marca branca são produzidos lá fora. Aí sim, é justo olhar para algo mais do que o preço.

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