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Programa Incorpora: tudo o que deve saber

Já conhece o Programa Incorpora? São 33 as entidades sociais que recebem o apoio desta iniciativa. Conheça tudo sobre o programa e a sua origem.

Programa Incorpora: tudo o que deve saber
Foi em 2018 que o programa chegou a Portugal

Conseguir um emprego pode ser um verdadeiro desafio e, por vezes, uma experiência capaz de culminar em frustração. Enviar currículos para praticamente todas as ofertas com que se depara e ser chamado apenas para uma ou duas entrevistas é um cenário familiar para todas as pessoas que procuram um lugar no mundo laboral. E se esta tarefa já é complicada na generalidade então imagine para pessoas mais vulneráveis, como portadores de deficiência ou mães adolescentes. Foi para ajudar estas pessoas na busca por um emprego que nasceu o Programa Incorpora.

Esta iniciativa, que nasceu em Espanha, chegou a Portugal em 2018 e tem sido uma peça fundamental no sucesso laboral de várias pessoas em situações vulneráveis. São várias as regiões do país abrangidas e o objetivo é conseguir ajudar cada vez mais indivíduos espalhados por todo o território nacional.

Ora, chegou a atura de ficar a conhecer de A a Z este programa que tanta diferença faz na vida de muita gente.

Programa incorpora: o que é, qual a origem e como funciona


conheça o programa incorpora

Criada em 1990, a Fundação “la Caixa” é uma organização sem fins lucrativos cria e gere projetos de cariz social com o objetivo de conseguir uma sociedade mais igualitária. Desde o seu nascimento, esta fundação debruça-se sobre iniciativas de diferentes áreas, como a ciência, a cultura e a investigação.

Não admira, portanto, que em 2006 esta mesma organização tenha criado, no país de nuestros hermanos, um programa com o objetivo de auxiliar a integração laboral de pessoas em risco de exclusão social. E quem são estas pessoas? Bom, a missão do programa incorpora abrange vários grupos de indivíduos em risco, desde jovens que não estudam nem trabalham a ex-reclusos, passando por vítimas de violência doméstica e pessoas com incapacidades.

Foi em 2018 que este programa passou a fronteira e chegou a Portugal, resultado de uma parceria entre a Fundação “la Caixa” e o IEFP (Instituto do Emprego e Formação Profissional). Em território nacional, esta iniciativa desenvolve-se graças a um conjunto de 33 entidades sociais que estabelecem a ligação entre os utilizadores e as empresas portuguesas. Os primeiros recebem ajuda na busca por um emprego e as segundas têm acesso a um serviço de assessoria no que se refere a ações de responsabilidade social corporativa.

Este processo assenta na existência de um técnico de prospeção empresarial que estabelece contacto com as empresas e as visita com o propósito de lhes dar a conhecer as vantagens que a iniciativa lhes poderá trazer, tanto a nível fiscal como de segurança social e de política de responsabilidade social. As empresas são depois questionadas acerca das vagas disponíveis e quais as características procuradas para cada uma delas.

O último passo é a seleção, dentro da rede do programa incorpora, dos candidatos que podem adequar-se mais ao perfil pretendido e preencher as posições em aberto. E os resultados deste processo, esses, são bastante positivos: só em Espanha, a iniciativa já conseguiu empregar mais de 170 mil indivíduos em situação de vulnerabilidade social desde a criação do incorpora.

Importa referir que cada uma das entidades colaboradoras têm um técnico de inserção laboral. Este faz o seguimento personalizado de cada pessoa escolhida, acompanhando-a antes, durante e após a contratação. Para facilitar todas as etapas, o programa funciona através de uma plataforma informática onde estão aglomeradas as 33 organizações.

Entidades sociais que fazem parte do programa

Agora que já sabe o que é o programa incorpora parece pertinente conhecer as entidades que nele estão incluídas. Ao todo são 33 e estão espalhadas por Lisboa, Setúbal, Coimbra e Porto:

  • Fundação AFID Diferença
  • Associação Cultural Moinho da Juventude
  • Associação Para o Estudo e Integração Psicossocial
  • Associação Portuguesa de Emprego Apoiado
  • Associação de Reabilitação e Integração Ajuda
  • Ajuda de Mãe
  • Associação CAIS
  • Associação Santa Teresa de Jesus – Dignidade e Desenvolvimento
  • CECD Mira Sintra
  • Centro Social Paroquial Algueirão Mem Martins Mercês
  • Centro Padre Alves Correia
  • Comunidade Vida e Paz
  • Fundação da Juventude Lisboa
  • Instituto Padre António Vieira Lisboa
  • Santa Casa da Misericórdia do Porto
  • Centro de Reabilitação Profissional de Gaia
  • Centro Social de Soutelo
  • Fundação da Juventude Porto
  • Associação para o Desenvolvimento de Olival
  • Instituto Padre António Vieira Porto
  • Querer ser – Associação para o Desenvolvimento Social
  • Santa Casa da Misericórdia de Vila do Conde
  • Cooperativa de Solidariedade Social Sol Maior
  • Associação para a Recuperação de Cidadãos Inadaptados da Lousã
  • Associação Fernão Mendes Pinto
  • Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra
  • Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental de Coimbra
  • Fundação ADFP, Assistência Desenvolvimento e Formação Profissional
  • Rumo – Cooperativa de Solidariedade Social
  • Associação para Formação Profissional e Desenvolvimento do Montijo
  • Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental de Setúbal
  • Cooperativa SEIES
  • Fundação COI

Como aceder ao programa

Em primeiro lugar, é importante compreender que existe um acompanhamento desde o início do processo, que começa aquando do contacto do interessado. Para isso basta recorrer ao formulário disponível na internet ou utilizar um telefone e falar diretamente com a entidade coordenadora da zona preferencial.

Depois, a organização mais adequada desenha um plano de inserção adaptado a cada caso e inicia um programa de assessoria contínua. A entidade não só entra em contacto com as empresas que têm vagas à disposição como faz a preparação das entrevistas de emprego com as pessoas interessadas.

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Inês Pereira Inês Pereira

Licenciada em Jornalismo e Pós-Graduada em Branding e Content Marketing, sempre se deu bem com a escrita. Embora prefira escrever com um teclado, não acredita nessa ideia de ler um livro através de um ecrã: um livro lê-se em papel e tem um marcador. Gosta de fotografia, de história e de conhecer o mundo.

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