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Progressive Web Apps: o que são e para que servem

As Progressive Web Apps são cada vez mais uma aposta no mercado das telecomunicações móveis. Saiba o que são e o que podem mudar no mundo das apps.

Progressive Web Apps: o que são e para que servem
As PWAs podem vir a ser o novo padrão na forma como usamos aplicações

Criar Progressive Web Apps (PWAs) em vez de aplicações nativas, otimizadas para sistemas operativos específicos como o Android, o iOS ou o Windows, está a tornar-se uma tendência.

Atualmente, qualquer site ou serviço online tem de ter em conta que a maioria dos seus acessos são feitos a partir de dispositivos móveis. Muitos desses serviços têm um site que pode oferecer uma performance menos otimizada num pequeno ecrã.

Para contornar a situação, algumas empresas acabam por criar um aplicação própria que ofereça um interface mais amigável ao seu utilizador móvel. Ao recorrer a uma PWA, esses serviços estão a tentar tornar a experiência de utilização de um site ou de uma página web idêntica à experiência que o utilizador pode ter quando usa uma aplicação móvel, mas sem que para isso tenha de descarregar qualquer app para o seu dispositivo.

Estamos assim perante um híbrido, entre site e aplicação, que pode vir a revolucionar o mercado dos acessos online.

Progressive Web Apps: o que são?


Progressive Web Apps

Uma PWA é uma página web que quando está a ser utilizada parece uma aplicação tradicional. O seu objetivo é ser executada em qualquer plataforma, independentemente do sistema operativo que está a ser utilizado no acesso, pois é executada apenas através do browser.

O conceito nasceu em 2015, quando engenheiros da Google tentaram juntar características das aplicações executadas na web com as aplicações móveis nativas. O híbrido parece trazer mais vantagens do que desvantagens e pode vir a ser massivamente adotado.

5 vantagens das Progressive Web Apps


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1. Utilizam menos dados e menos memória

Isto é particularmente importante nas empresas e serviços que atuam nos países em vias de desenvolvimento, onde os preços praticados pelas operadoras, ainda que baixos, podem ser proibitivos.

Uma aplicação nativa que pode facilmente consumir 100Mb de dados, na sua versão PWA pode baixar esse consumo para os 500Kb. Uma economia impressionante, à qual se junta outra não menos importante, a economia de espaço no dispositivo físico.

Como o acesso é através de um URL, o espaço de armazenamento no dispositivo é reduzido já que dispensa qualquer instalação. O resultado é óbvio: maior poupança de recursos na memória do dispositivo e aumento da sua performance, mesmo nos modelos de gama mais baixa.

2. Não precisam de updates

As Progressive Web Apps funcionam como um site normal da web, isto quer dizer que sofrem updates como qualquer site ao ser carregado. Assim, qualquer alteração ou atualização que a PWA sofra é automaticamente implementada junto do utilizador.

Isso torna estas apps híbridas em apps progressivas e capazes de serem mais dinâmicas do que as aplicações nativas tradicionais, cujas alterações podem demorar mais tempo a ser introduzidas, ficando dependentes do “OK” do utilizador para o update.

3. São fáceis de gerir

Como ocupam menos espaço e podem ser de utilização mais espontânea e ocasional, são também mais fáceis de ser escolhidas pelo utilizador, já que ele sabe que também facilmente se pode descartar delas.

A sua utilização passa apenas por serem anexadas a um dispositivo através do URL, e podem ser marcadas tão facilmente como um bookmark que a qualquer hora pode dar lugar a outro. Bem mais fácil de gerir do que instalar e desinstalar aplicações, organizando os espaços de memória disponíveis no dispositivo.

4. Funcionam offline

Apesar de serem aplicações de web, as duas qualidades híbridas de aplicações nativas permitem que sejam executadas offline e em segundo plano, com a possibilidade de enviar notificações para o utilizador quando regressam à conexão online. Como podem demorar apenas alguns segundos a carregar, as ligações à web podem ser curtas e rápidas, poupando tempo e dados.

5. Custos de desenvolvimento muito baixos

Esta é uma das principais razões porque tantas empresas estão olhar com renovado interesse para as Progressive Web Apps. Desenvolver uma PWA é muito mais barato do que uma aplicação nativa, tal como mantê-la e atualizá-la.

Estas apps conseguem substituir a necessidade de desenvolver aplicações com versões especificas para iOS, Android ou Windows, já que uma única versão funciona em todas estas plataformas.

2 desvantagens das PWA


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1. Não exploram tão bem o dispositivo

O facto das aplicações nativas serem desenvolvidas de propósito para um determinado sistema operativo ou para um determinado tipo de dispositivos oferece-lhes possibilidades de funcionamento que exploram muito melhor as características desses dispostos e desses sistemas operativos.

As suas performances são quase sempre superiores às PWAs, que por agora ainda oferecem num design mais genérico e padronizado.

2. Nem todos os browsers as suportam

Os browsers desempenham um papel fundamental na adesão dos utilizadores às PWA. Google, Microsoft e Apple são empresas-chave nesta mudança do mercado e algumas já estão a dar grandes passos na adaptação a estas aplicações híbridas.

A Google é pioneira, não tivesse sido ela a inventar o conceito. O seu Chrome já suporta as PWA a 100%. Da Apple ainda não há noticias para o seu Safari e a Microsoft está verdadeiramente empenhada na adoção e integração das PWA, facultando ferramentas de conversão simples de PWA em UWP (Universal Windows Platform), para estas poderem ser instaladas e como se fossem aplicações nativas.

Com mais vantagens do que desvantagens à vista, a tecnologia das Progressive Web Apps parece estar a ganhar terreno e a dar início a uma mudança, que pode vir a revelar-se um futuro standard do mercado, transformando para sempre a forma como utilizamos e escolhemos as nossas aplicações.

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Assunção Duarte Assunção Duarte

Assunção Duarte é designer e jornalista freelancer e está atualmente a fazer o doutoramento em Medias Digitais na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Com interesses que tocam várias áreas no mundo digital, o destaque vai para as tecnologias multimédia e a sua influência na criação de uma inteligência coletiva e socialmente participativa.