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Conheça 19 provérbios portugueses sobre dinheiro

Quantos provérbios portugueses sobre dinheiro conhece? E será que sabe o verdadeiro significado destas frases populares? Confira o seu conhecimento.

Conheça 19 provérbios portugueses sobre dinheiro
Muitos provérbios continuam a passar de geração em geração

Gosta de ouvir e até mesmo de dizer provérbios no seu dia-a-dia, mas por vezes não percebe exatamente o que significam? Então, iremos focar-nos em alguns provérbios portugueses sobre dinheiro e explicar-lhe o significado dos mesmos para que os possa aplicar mais sabiamente.

Antes de começarmos, saiba que se dá o nome de provérbio a uma frase, ou ditado curto de origem popular, que resume um conceito moral, uma norma social. Este pode transportar sabedoria, inclusive sabedoria económica, através de ditados sobre poupança e investimento, entre outros.

15 provérbios portugueses sobre dinheiro


provérbios portugueses sobre dinheiro

1. “O dinheiro não cai do céu” ou “O dinheiro não nasce nas árvores”

Estes dois provérbios portugueses sobre dinheiro significam o mesmo e são dos mais usados, principalmente desde que a crise se instalou no nosso país, tendo sido em 2011 que Portugal pediu ajuda financeira.

Dizer que “o dinheiro não cai do céu” ou “o dinheiro não nasce em árvores” significa que este custa muito a ganhar. Quem mais usa estas frases são os pais, quando querem explicar aos filhos que não lhes podem dar tudo o que estes pedem.

2. “Apertar os cordões à bolsa” ou “Apertar o cinto”

Estas são outras duas frases populares que também partilham o mesmo significado, sendo igualmente usadas em épocas de crise. Se uma pessoa não tem muito dinheiro, afirma que tem de “apertar os cordões à bolsa” ou “apertar o cinto”, o que quer dizer que deve gastar o menos possível e não desperdiçar dinheiro.

3. “Abrir os cordões à bolsa”

Esta expressão, que tem o significado contrário à referida anteriormente, também já é do tempo dos nossos avós, e até bisavós, que costumavam ter uma pequena bolsa onde guardavam as moedas.

Na Idade Média também se guardava o dinheiro em pequenos sacos, considerados bolsas, e que eram fechados por cordões. Sempre que era preciso gastar dinheiro tinha de se “abrir os cordões à bolsa”, uma frase que ainda se usa hoje em dia, mesmo que usemos carteiras.

4. “Grão a grão, enche a galinha o papo”

Outro dos famosos provérbios portugueses sobre dinheiro é “grão a grão, enche a galinha o papo”. Isto quer dizer que, pouco a pouco, de forma paciente, é possível ir juntando dinheiro e criar assim uma boa poupança.

Se todos os dias guardarmos uns cêntimos, quando chegarmos à idade da reforma teremos vários cêntimos que nos permitirão ter estabilidade financeira. Uma dica para que isso aconteça é optar por colocar uma percentagem do seu ordenado para poupança automática.

Há quem coloque em prática esta frase popular e consiga, assim, bens e riquezas em grande quantidade, até ficar de “papo cheio”.

5. “No poupar é que está o ganho”

Aqui está mais um dos provérbios portugueses sobre dinheiro. “No poupar é que está o ganho” é um ditado motivador e que deve ser lembrado quando o assunto é a poupança, pois significa que o que se poupa hoje deve ser gasto com prazer no futuro. Poupar não tem de ser visto como um mal, mas sim como um bem necessário.

6. “Tempo é dinheiro”

Este provérbio é uma lição fundamental na área das finanças e dos negócios, pois significa que não se deve perder tempo com algo que não vale a pena, e sim gastá-lo no que dá lucro.

Por isso, veja onde está a gastar o seu tempo, pois tempo mal gasto equivale por vezes a desperdício de dinheiro. Comece a gerir melhor o seu tempo se quiser poupar e gerar rendimento.

No entanto, quando este ditado foi criado há várias décadas tinha outra interpretação, pois era usado para explicar que as pessoas que conseguiam enriquecer não só perdiam dinheiro se não continuassem a trabalhar, como também porque possivelmente o iriam gastar durante o tempo em que não trabalharem. Ou seja, perdiam dinheiro de duas maneiras: gastando-o e não o ganhando.

7. “Ter para os alfinetes”

Este é mais um dos provérbios portugueses sobre dinheiro. “Ter para os alfinetes” quer dizer que se tem dinheiro para o dia a dia, para o essencial. Mas nem sempre teve este significado.

Antigamente, os alfinetes de peito serviam para embelezar as mulheres, sendo usados como um acessório. Como eram caros, só podia comprá-los quem tivesse dinheiro para tal. No entanto, acabaram por deixar de ser tão dispendiosos ao longo dos anos, passando de jóias a utensílios e tornando-se banais.

8. “Dinheiro suado é dinheiro abençoado”

Isto quer dizer que quando se ganha dinheiro graças ao próprio esforço, então tende-se a encará-lo com mais seriedade e com bom senso. Já quando o dinheiro entra com muita facilidade, costuma também sair com igual facilidade.

É por isso que há mães que aconselham os filhos a trabalharem o quanto antes, para que possam dar valor ao que recebem e compram.

9. “Enquanto há dinheiro, há amigos”

Há provérbios portugueses sobre dinheiro pouco positivos, mas que correspondem à realidade em alguns casos. Este aplica-se aos amigos interesseiros, que só se aproximam de alguém por saberem que este tem dinheiro e bens de luxo, como mansões, enormes piscinas e barcos, entre outros.

Por isso, se tiver uma boa vida, tenha cuidado com quem o rodeia. Tente perceber se essa pessoa realmente gosta de si ou só se aproxima por interesse.

10. “Amigos, amigos, negócios à parte”

Quantos casos existem de indivíduos que ficaram mal financeiramente por fazerem negócios com amigos? Misturar a amizade com coisas que envolvam dinheiro não costuma dar bons resultados, por isso o melhor é não fazer negócios com gente próxima de si.

E é em muitas situações destas que uma pessoa se apercebe que não se tratava de amizade, mas apenas de interesse. Saiba analisar bem os casos para evitar negócios falhados e amizades perdidas.

11. “O dinheiro voa”

Esta é uma constatação feita principalmente por quem gasta muito dinheiro sem ter logo noção disso, pois não vai gerindo bem o seu dinheiro, ou então por quem não aufere muito e vai tendo à mesma contas para pagar, por exemplo, vendo o dinheiro desaparecer facilmente.

O melhor é criar um orçamento mensal para que consiga gerir os gastos feitos, o que faz com que não se pense apenas a curto prazo, não correndo assim o risco de chegar ao fim do mês e já não ter dinheiro para despesas fixas ou algum imprevisto.

12. “Quem compra o que não pode, vende o que não quer”

Esta frase popular é a que melhor se aplica a uma situação cada vez mais comum entre os cidadãos portugueses, sendo ela o sobre-endividamento. Há quem se tenha habituado a um nível de vida tão elevado que não quer abrir mão disso, mesmo quando os rendimentos baixam.

É por isso que muitos indivíduos passam pela situação de terem que vender algo para comprarem um bem essencial, por exemplo, para se conseguirem manter no dia a dia.

13. “Vão-se os anéis, ficam-se os dedos”

Aqui está outro dos célebres provérbios portugueses sobre dinheiro usados em épocas de crise. Ao dizer “vão-se os anéis, ficam-se os dedos”, estará a querer expressar que ficou sem um bom dinheiro e/ou determinados bens caros, tendo apenas ficado com “a roupa do corpo” e pouco mais.

14. “Quem não tem dinheiro, não tem vícios”

Se não tem muito dinheiro, o melhor é colocar os vícios de parte, já que não tem como sustentá-los. No caso de ser fumador, por exemplo, tente deixar de fumar ou, se não conseguir, reduza pelo menos a quantidade de maços de cigarros que compra. Isso já ajudará bastante no seu orçamento mensal.

No caso de estarmos a falar de um negócio que está a começar, este provérbio significa que se deve gastar apenas no essencial para que a sua empresa funcione e comece a impor-se no mercado. Pense que não são os luxos que vão atrair os clientes, mas o produto ou serviço que tem para lhes oferecer.

15. “O barato sai caro”

Cuidado quando opta por comprar artigos baratos, como uns ténis, roupa com preço muito acessível ou um relógio bastante em conta, entre outros materiais.

Alguns duram realmente um bom tempo, mas a maioria estraga-se rapidamente, acabando o barato por sair caro, visto que tem de voltar a comprar aquilo que se estragou, caso necessite.

Outros provérbios portugueses que podem ser sobre dinheiro


provérbios portugueses sobre dinheiro

Existem algumas frases populares que podem ser aplicadas em várias situações, inclusive quando se fala de investimentos financeiros e de outros negócios, não sendo incorreto proferi-las em determinadas ocasiões. Partilhamos alguns exemplos:

1. “Não colocar os ovos todos no mesmo cesto”

Aqui está um dos provérbios portugueses sobre dinheiro, ainda que não de forma direta, pois pode referir-se também a investimentos. Se diversificá-los, bem como às aplicações financeiras, poderá diminuir o risco de possíveis perdas de dinheiro.

Opte pelos investimentos seguros e jogue apenas com alguns investimentos mais arriscados. Mantenha um determinado número de aplicações que consiga acompanhar facilmente e que não lhe faça pagar várias comissões, por exemplo.

2. “Quem não arrisca não petisca”

É verdade que o melhor conselho é investir só o que se pode, sendo essa uma das regras de ouro do investimento. No entanto, este provérbio aponta para o facto de, geralmente, os investimentos com maior nível de risco serem aqueles que trazem maiores ganhos.

Por isso, se tiver uma boa quantia de dinheiro que não lhe faça falta e que possa investir, tente arriscar os ganhos em investimentos de maior potencial.

3. “Mais vale um pássaro na mão do que dois a voar”

Se o ditado anterior serve para quem gosta mais de arriscar, este é para aqueles mais cautelosos, que preferem ganhar menos com os seus investimentos em vez de saírem a perder grandes quantidades de dinheiro se os negócios correrem mal.

Caso queira diversificar os investimentos, deve tentar então perceber se o seu perfil de investidor é moderado, conservador ou agressivo, para que possa agir de acordo com os seus objetivos.

4. “A prática faz a perfeição”

A frase popular mencionada significa que se deve investir tempo e/ou dinheiro em algo e, ao mesmo tempo, ir aprendendo com os erros em vez de ter medo de errar, pois é a experiência que nos vai aproximando da perfeição.

Se começou a investir há pouco tempo, não desista logo e vá investindo com regularidade, mesmo que com pouco capital, até ganhar prática na área.

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Cátia Tocha Cátia Tocha

Formada em Ciências da Comunicação pela Universidade Autónoma de Lisboa, onde concluiu Licenciatura e Mestrado, começou o seu percurso como jornalista na Rádio. Hoje, escreve sobre diferentes áreas e tem já alguns anos de experiência na escrita para meios online.